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Acordo Ortográfico da Língua Portuguesa e o significado da lusofonia: análise comparativa

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Detalhes bibliográficos
Resumo:O estudo das representações sociais sobre o Acordo Ortográfico (AO) enquadra-se no âmbito das investigações sobre políticas da língua e questões identitárias no que toca a Lusofonia. São muitos os trabalhos realizados sobre as diversas vertentes da política da língua seja no âmbito histórico, como em relação ao mapeamento dessas políticas nos diversos países, bem como a respeito dos discursos e identidades no Espaço Lusófono. Entretanto, ainda são poucas as investigações direcionadas especialmente para o Acordo. Durante a realização de nossa investigação a Comunidade dos Países de Língua Portuguesa contava com oito países membros: Angola, Brasil, Cabo Verde, Guiné-Bissau, Moçambique, Portugal, São Tomé e Príncipe e Timor-Leste. Conforme o Diário da República Nº 193 (1991: 4382), a presença de duas ortografias oficiais da Língua Portuguesa, a europeia e a brasileira, tem sido ao longo dos anos considerada como prejudicial para a unidade intercontinental do português e para o seu prestígio mundial. Mesmo sendo a sexta língua mais falada no globo e a quinta mais empregada na internet (Internet World Stats, 2013), tem obtido poucos resultados na tentativa de oficializar-se como língua de trabalho nos organismos internacionais. Desta forma, conforme os idealizadores do Acordo, a ideia é a partir deste tratado projetar de forma mais intensa o português pelo mundo, contribuir para uma maior unidade entre os Estados membros da CPLP e promover o intercâmbio cultural entre esses países. Neste trabalho apresentamos dois estudos sobre as representações sociais a respeito do Acordo Ortográfico da Língua Portuguesa. Ambos os estudos foram desenvolvidos com estudantes universitários do primeiro ciclo, por meio da metodologia dos grupos focais e análise temática. Um dos estudos foi realizado em Portugal, na Universidade do Minho, e o outro no Brasil, na Universidade Federal do Piauí, permitindo assim realizar uma análise comparativa.
Autores principais:Carvalho, Michelly Santos de
Assunto:Acordo ortográfico da língua portuguesa Políticas linguísticas Identidade CPLP Lusofonia Orthographic agreement Language policies Identity Lusophony Ciências Sociais::Ciências da Comunicação
Ano:2015
País:Portugal
Tipo de documento:tese de doutoramento
Tipo de acesso:acesso restrito
Instituição associada:Universidade do Minho
Idioma:português
Origem:RepositóriUM - Universidade do Minho
Descrição
Resumo:O estudo das representações sociais sobre o Acordo Ortográfico (AO) enquadra-se no âmbito das investigações sobre políticas da língua e questões identitárias no que toca a Lusofonia. São muitos os trabalhos realizados sobre as diversas vertentes da política da língua seja no âmbito histórico, como em relação ao mapeamento dessas políticas nos diversos países, bem como a respeito dos discursos e identidades no Espaço Lusófono. Entretanto, ainda são poucas as investigações direcionadas especialmente para o Acordo. Durante a realização de nossa investigação a Comunidade dos Países de Língua Portuguesa contava com oito países membros: Angola, Brasil, Cabo Verde, Guiné-Bissau, Moçambique, Portugal, São Tomé e Príncipe e Timor-Leste. Conforme o Diário da República Nº 193 (1991: 4382), a presença de duas ortografias oficiais da Língua Portuguesa, a europeia e a brasileira, tem sido ao longo dos anos considerada como prejudicial para a unidade intercontinental do português e para o seu prestígio mundial. Mesmo sendo a sexta língua mais falada no globo e a quinta mais empregada na internet (Internet World Stats, 2013), tem obtido poucos resultados na tentativa de oficializar-se como língua de trabalho nos organismos internacionais. Desta forma, conforme os idealizadores do Acordo, a ideia é a partir deste tratado projetar de forma mais intensa o português pelo mundo, contribuir para uma maior unidade entre os Estados membros da CPLP e promover o intercâmbio cultural entre esses países. Neste trabalho apresentamos dois estudos sobre as representações sociais a respeito do Acordo Ortográfico da Língua Portuguesa. Ambos os estudos foram desenvolvidos com estudantes universitários do primeiro ciclo, por meio da metodologia dos grupos focais e análise temática. Um dos estudos foi realizado em Portugal, na Universidade do Minho, e o outro no Brasil, na Universidade Federal do Piauí, permitindo assim realizar uma análise comparativa.