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Análise e implementação de um sistema de gestão de frota num armazém de produto acabado: o caso da Rangel

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Resumo:A presente dissertação foi realizada no âmbito do Mestrado em Engenharia Industrial da Universidade do Minho, cujo objetivo principal versou a criação de um sistema que permita controlar e monitorizar a nova frota de empilhadores, recorrendo a potenciais indicadores de desempenho. Este projeto foi desenvolvido nos armazéns de produto acabado da Continental Mabor, mas sob a responsabilidade da empresa Rangel Distribuição e Logística S.A., a empresa prestadora de serviços. Primeiramente, foi realizada uma análise da situação atual da empresa e verificou-se que não utilizavam qualquer tipo de KPI para a gestão da sua frota, e rapidamente tentou-se perceber quais os indicadores de desempenho mais adequados. Como o sistema de gestão de frota, FleetManager, permite a recolha de dados dos empilhadores, juntamente com a criação de Macros, em Excel, foi possível obter informação relevante e calcular os KPI pretendidos, para além de automatizar todo o processo. Observou-se que em média 75% dos empilhadores estão disponíveis, enquanto a sua taxa de utilização ronda os 52%. Sabendo que a taxa de utilização dos empilhadores é fortemente influenciada pelos operadores, quando fazendo a mesma análise, mas por operador, verifica-se que a taxa de utilização assume um valor médio de 51,41%. Analisando a qualidade do serviço prestado pelo novo fornecedor, a análise mostra que cerca 50% dos pedidos ultrapassam o tempo máximo de reparação contratualizado (72 horas). Efetivamente, o tempo médio de reparação é de 111,89 horas, explicado pela falta de permanência a tempo inteiro do técnico, pela falta de material específico e devido ao ciclo demorado de um pedido do orçamento. Para além disso, o tempo médio que decorre entre falhas é de 363,71 horas, pouco mais de 15 dias. No que diz respeito à aplicação da ferramenta 5S nas zonas de manutenção, inicialmente foi realizada uma auditoria, identificando como principais carências dos espaços: falta de identificações, espaços sujos e desorganizados, entre outras. Apenas algumas propostas de melhoria foram implementadas, pois as restantes são dependentes de fatores externos e também devido à falta de autorização por parte da Continental.
Autores principais:Magalhães, Bruna Raquel Silva
Assunto:Análise de dados Gestão de frota KPI Manutenção 5S Data analysis Fleet management Maintenance Engenharia e Tecnologia
Ano:2019
País:Portugal
Tipo de documento:dissertação de mestrado
Tipo de acesso:acesso aberto
Instituição associada:Universidade do Minho
Idioma:português
Origem:RepositóriUM - Universidade do Minho
Descrição
Resumo:A presente dissertação foi realizada no âmbito do Mestrado em Engenharia Industrial da Universidade do Minho, cujo objetivo principal versou a criação de um sistema que permita controlar e monitorizar a nova frota de empilhadores, recorrendo a potenciais indicadores de desempenho. Este projeto foi desenvolvido nos armazéns de produto acabado da Continental Mabor, mas sob a responsabilidade da empresa Rangel Distribuição e Logística S.A., a empresa prestadora de serviços. Primeiramente, foi realizada uma análise da situação atual da empresa e verificou-se que não utilizavam qualquer tipo de KPI para a gestão da sua frota, e rapidamente tentou-se perceber quais os indicadores de desempenho mais adequados. Como o sistema de gestão de frota, FleetManager, permite a recolha de dados dos empilhadores, juntamente com a criação de Macros, em Excel, foi possível obter informação relevante e calcular os KPI pretendidos, para além de automatizar todo o processo. Observou-se que em média 75% dos empilhadores estão disponíveis, enquanto a sua taxa de utilização ronda os 52%. Sabendo que a taxa de utilização dos empilhadores é fortemente influenciada pelos operadores, quando fazendo a mesma análise, mas por operador, verifica-se que a taxa de utilização assume um valor médio de 51,41%. Analisando a qualidade do serviço prestado pelo novo fornecedor, a análise mostra que cerca 50% dos pedidos ultrapassam o tempo máximo de reparação contratualizado (72 horas). Efetivamente, o tempo médio de reparação é de 111,89 horas, explicado pela falta de permanência a tempo inteiro do técnico, pela falta de material específico e devido ao ciclo demorado de um pedido do orçamento. Para além disso, o tempo médio que decorre entre falhas é de 363,71 horas, pouco mais de 15 dias. No que diz respeito à aplicação da ferramenta 5S nas zonas de manutenção, inicialmente foi realizada uma auditoria, identificando como principais carências dos espaços: falta de identificações, espaços sujos e desorganizados, entre outras. Apenas algumas propostas de melhoria foram implementadas, pois as restantes são dependentes de fatores externos e também devido à falta de autorização por parte da Continental.