| Resumo: | Na conjuntura atual, é da maior importância a definição de planos estratégicos no respeitante aos sistemas de abastecimento de água, garantindo a regularização na distribuição da mesma e uma melhor gestão dos recursos hídricos. A projeção dos consumos de água é um grande fator de ponderação na atividade das entidades responsáveis, permitindo uma gestão da água integrada e flexível a ocorrências naturais ou operacionais. A variação meteorológica surge como um dos fatores de maior influência no comportamento dos consumos de água. A relação entre ambos os parâmetros permite tirar ilações sobre o impacto causado pela variação da temperatura, da humidade relativa do ar e da precipitação sobre os volumes de água consumidos em dada região. O presente estudo tem em vista a concretização de modelos de projeção de consumos de água com base em variáveis meteorológicas. A amostra estatística assenta em dados cronológicos de volumes de água facultados pela concessionária Águas do Noroeste e em registos meteorológicos referentes à temperatura, humidade relativa do ar e precipitação. No decorrer da investigação foi realizada uma análise estatística individual das variáveis envolvidas e do grau de relacionamento das mesmas entre si. A sua interpretação permitiu estabelecer o contraste entre os diversos municípios do noroeste. O método de projeção adotado foi a regressão linear múltipla, o que proporcionou uma análise comparativa final com o estudo de Costa (2012), aplicado à região do Algarve. A comparação entre os comportamentos de consumos de água, as variações meteorológicas e os modelos de projeção concretizados para ambas as regiões possibilitou um conjunto de conclusões, nomeadamente, sobre a evolução dos consumos per capita e a influência das variáveis meteorológicas nos consumos de água no norte e no sul de Portugal. |