Publicação
Use of Pediococcus parvulus to remove ochratoxin A from wine
| Resumo: | A ocratoxina A (OTA) é uma micotoxina que pode ser encontrada no café, vinho tinto e frutos secos mas a sua principal fonte são os cereais e os seus derivados. É produzida principalmente por Penicillium verrucosum, Aspergillus westerdijkiae, Aspergillus carbonarius e Aspergillus niger. Estas duas últimas espécies são muito comuns em uvas e são responsáveis pela presença de OTA nos vinhos. Na Europa, o vinho é a segunda principal fonte dietética desta micotoxina, estando por isso estabelecido um limite máximo para a sua presença em vinho de 2 g/kg [1]. Para que os vinhos possam cumprir com esse limite, é necessário implementar medidas preventivas ou correctivas. O presente trabalho estudou a aplicação em mostos e em vinhos de uma bactéria láctica (Pediococcus parvulus) que tem a capacidade de hidrolisar a OTA em compostos não tóxicos. Desta forma, pretendeu-se avaliar se a bactéria seria capaz de eliminar esta micotoxina nas referidas matrizes. Para tal, suplementou-se mosto e vinho sintético com OTA comercial. De seguida, inocularam-se, em triplicado, matrazes com 100 mL de mosto ou de vinho com 109 CFU/mL da bactéria. Ensaios em que se inoculou a bactéria juntamente com uma levedura enológica, ensaios sem a bactéria e só com a levedura foram também realizados. Os matrazes foram incubados a 25 ºC no escuro durante 30 dias e amostras foram recolhidas ao longo do tempo para analisar a presença de OTA. Os açúcares totais, ácido málico, ácido láctico e etanol foram também determinados. No vinho sintético, verificou-se que o Pediococcus parvulus não foi capaz de eliminar a OTA embora tenha convertido o ácido málico em ácido láctico. Nos mostos, verificou-se que o Pediococcus parvulus foi capaz de eliminar esta micotoxina. Ao fim de 3 dias a bactéria tinha degradado 50% da OTA presente no mosto, ao fim de 6 dias essa percentagem atingiu os 80%. Nos ensaios realizados com a bactéria e S. cerevisiae em simultâneo, verificou-se uma tendência similar - 66% da OTA foi eliminada nos primeiros 3 dias e ao fim de 6 dias essa percentagem atingiu os 78%. Num dos ensaios conseguiu-se eliminar a totalidade da OTA do mosto ao fim de um período de 3 dias. No mosto, verificou-se ainda que os níveis de açúcares consumidos pela bactéria foram muito baixos, indicando que estes ficam disponíveis para a levedura possa levar a bom termo a fermentação alcoólica. Em estudos futuros pretende-se avaliar o impacto de Pediococcus parvulus na qualidade do vinho produzido. |
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| Autores principais: | Guimarães, Ana Cristina Silva Esperança |
| Outros Autores: | Pereira, Vânia L.; Inês, António; Abrunhosa, Luís |
| Assunto: | Ciências Agrárias::Biotecnologia Agrária e Alimentar |
| Ano: | 2014 |
| País: | Portugal |
| Tipo de documento: | outro |
| Tipo de acesso: | acesso aberto |
| Instituição associada: | Universidade do Minho |
| Idioma: | português |
| Origem: | RepositóriUM - Universidade do Minho |
| Resumo: | A ocratoxina A (OTA) é uma micotoxina que pode ser encontrada no café, vinho tinto e frutos secos mas a sua principal fonte são os cereais e os seus derivados. É produzida principalmente por Penicillium verrucosum, Aspergillus westerdijkiae, Aspergillus carbonarius e Aspergillus niger. Estas duas últimas espécies são muito comuns em uvas e são responsáveis pela presença de OTA nos vinhos. Na Europa, o vinho é a segunda principal fonte dietética desta micotoxina, estando por isso estabelecido um limite máximo para a sua presença em vinho de 2 g/kg [1]. Para que os vinhos possam cumprir com esse limite, é necessário implementar medidas preventivas ou correctivas. O presente trabalho estudou a aplicação em mostos e em vinhos de uma bactéria láctica (Pediococcus parvulus) que tem a capacidade de hidrolisar a OTA em compostos não tóxicos. Desta forma, pretendeu-se avaliar se a bactéria seria capaz de eliminar esta micotoxina nas referidas matrizes. Para tal, suplementou-se mosto e vinho sintético com OTA comercial. De seguida, inocularam-se, em triplicado, matrazes com 100 mL de mosto ou de vinho com 109 CFU/mL da bactéria. Ensaios em que se inoculou a bactéria juntamente com uma levedura enológica, ensaios sem a bactéria e só com a levedura foram também realizados. Os matrazes foram incubados a 25 ºC no escuro durante 30 dias e amostras foram recolhidas ao longo do tempo para analisar a presença de OTA. Os açúcares totais, ácido málico, ácido láctico e etanol foram também determinados. No vinho sintético, verificou-se que o Pediococcus parvulus não foi capaz de eliminar a OTA embora tenha convertido o ácido málico em ácido láctico. Nos mostos, verificou-se que o Pediococcus parvulus foi capaz de eliminar esta micotoxina. Ao fim de 3 dias a bactéria tinha degradado 50% da OTA presente no mosto, ao fim de 6 dias essa percentagem atingiu os 80%. Nos ensaios realizados com a bactéria e S. cerevisiae em simultâneo, verificou-se uma tendência similar - 66% da OTA foi eliminada nos primeiros 3 dias e ao fim de 6 dias essa percentagem atingiu os 78%. Num dos ensaios conseguiu-se eliminar a totalidade da OTA do mosto ao fim de um período de 3 dias. No mosto, verificou-se ainda que os níveis de açúcares consumidos pela bactéria foram muito baixos, indicando que estes ficam disponíveis para a levedura possa levar a bom termo a fermentação alcoólica. Em estudos futuros pretende-se avaliar o impacto de Pediococcus parvulus na qualidade do vinho produzido. |
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