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Henry David Thoreau e os fins da vida em Vida sem Princípios

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Detalhes bibliográficos
Resumo:Confrontado com as alterações do seu tempo, com uma rápida passagem de um mundo agrícola para um industrial, com todas as implicações políticas e sociais que isto implica na jovem república americana, Henry David Thoreau propõe uma revisão dos valores que sempre deverão governar (ou mesmo, gerir se atendermos à etimologia da palavra economia) a vida. Thoreau definine aquilo que realmente deverá importar para a obtenção, diríamos, de uma vida bem vivida propondo uma vida frugal desligada de todo materialismo e de todas as paixões. É à elaboração do ensaio Uma vida sem princípios que Thoreau dedicará uma boa parte da sua vida, retocando-o aqui e além, quando quer que a sua vida, sendo perante tudo experiência, lhe ia dando a maturidade e sageza suficientes para se afirmar nas suas convicções. Sem dúvida é mais um manifesto, tal como Walden, das virtudes de uma vida simples e frutífera. Para isso, analisará o valor da vida, como único bem autêntico do ser humano, um bem a desenvolver, o que o levará a concluir que a vida deverá ser cultivada para atingir bens superiores, aqueles que fazem melhorar o ser humano como tal. É, nesse sentido, uma proclamação de independência do ser humano frente ao trabalho escravizador que em nada contribui para a formação, para a constituição de um ser humano pleno. Politicamente, Thoreau proclamará a superioridade moral de qualquer indivíduo frente ao poder avassalador e crescente do estado. O presente trabalho tratará de pôr em perspectiva alguns dos aspectos mais relevantes do ensaio Vida sem princípios e de salientar as expressões do inconformismo de Thoreau para com um tipo de sociedade avassaladora e destruidora que se impõe com uma inércia de inevitabilidade.
Autores principais:Costa, Jaime
Assunto:Transcendentalismo Transcendentalism Educação Economia Individualism Non-conformism Economy
Ano:2015
País:Portugal
Tipo de documento:working paper
Tipo de acesso:acesso aberto
Instituição associada:Universidade do Minho
Idioma:português
Origem:RepositóriUM - Universidade do Minho
Descrição
Resumo:Confrontado com as alterações do seu tempo, com uma rápida passagem de um mundo agrícola para um industrial, com todas as implicações políticas e sociais que isto implica na jovem república americana, Henry David Thoreau propõe uma revisão dos valores que sempre deverão governar (ou mesmo, gerir se atendermos à etimologia da palavra economia) a vida. Thoreau definine aquilo que realmente deverá importar para a obtenção, diríamos, de uma vida bem vivida propondo uma vida frugal desligada de todo materialismo e de todas as paixões. É à elaboração do ensaio Uma vida sem princípios que Thoreau dedicará uma boa parte da sua vida, retocando-o aqui e além, quando quer que a sua vida, sendo perante tudo experiência, lhe ia dando a maturidade e sageza suficientes para se afirmar nas suas convicções. Sem dúvida é mais um manifesto, tal como Walden, das virtudes de uma vida simples e frutífera. Para isso, analisará o valor da vida, como único bem autêntico do ser humano, um bem a desenvolver, o que o levará a concluir que a vida deverá ser cultivada para atingir bens superiores, aqueles que fazem melhorar o ser humano como tal. É, nesse sentido, uma proclamação de independência do ser humano frente ao trabalho escravizador que em nada contribui para a formação, para a constituição de um ser humano pleno. Politicamente, Thoreau proclamará a superioridade moral de qualquer indivíduo frente ao poder avassalador e crescente do estado. O presente trabalho tratará de pôr em perspectiva alguns dos aspectos mais relevantes do ensaio Vida sem princípios e de salientar as expressões do inconformismo de Thoreau para com um tipo de sociedade avassaladora e destruidora que se impõe com uma inércia de inevitabilidade.