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Biofilmes de Candida glabrata : resistência a agentes antifúngicos e perfil proteico

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Detalhes bibliográficos
Resumo:Candida glabrata é uma espécie de Candida não albicans com uma crescente incidência ao longo destas duas últimas décadas em infeções fúngicas, nomeadamente candidíases. No entanto, ainda há pouca informação sobre os mecanismos de resistência desta espécie e, por essa razão, o trabalho desenvolvido no âmbito desta dissertação teve como objetivo identificar novos determinantes de resistência e consequente de virulência em C. glabrata, com uma abordagem microbiológica, transcriptómica e proteómica. Assim, o primeiro objetivo foi estudar o comportamento de biofilmes préformados de C. glabrata após tratamento com agentes antifúngicos. Os resultados mostraram que o tratamento com fluconazol e voriconazol não alteraram o número de células viáveis e de biomassa total, dos biofilmes. Com anfotericina B existiu uma redução, não significativa, quer de células viáveis quer de biomassa. Numa segunda fase, avaliou-se a expressão de genes envolvidos na formação de biofilme e produção de matriz extracelular. Verificou-se que o gene FKS1 não está envolvido na produção/secreção de β-glucanos, como acontece em C. albicans. No entanto, os genes ZAP1 e KRE1 pareceram ter um papel ativo no mecanismo de formação de biofilme. Adicionalmente, analisou-se a expressão destes genes em biofilmes condicionados com fluconazol e voriconazol e verificou-se que não houve alteração da sua expressão. Por último, analisou-se o perfil proteico do proteoma total de células de biofilme de C. glabrata tratadas com fluconazol e voriconazol ou sem tratamento. Observou-se que na presença de agentes antifúngicos houve um maior número de proteínas visíveis do que em células de biofilme sem tratamento. Salienta-se ainda, que um maior número de semelhanças foi encontrado entre os proteomas das células de biofilmes tratadas com os dois agentes antifúngicos, fluconazol e voriconazol, comparativamente ao proteoma das células do biofilme sem tratamento. Em conclusão, este estudo mostrou que os biofilmes de C. glabrata foram altamente resistentes a fluconazol e voriconazol e estes pareceram atuar ao nível do proteoma total das células, bem como os genes ZAP1 e KRE1 desempenharam funções importantes na formação de biofilme de C. glabrata.
Autores principais:Ramos, Eduarda Patrícia Silva
Assunto:Engenharia e Tecnologia::Engenharia Médica Ciências Naturais::Ciências Biológicas
Ano:2014
País:Portugal
Tipo de documento:dissertação de mestrado
Tipo de acesso:acesso aberto
Instituição associada:Universidade do Minho
Idioma:português
Origem:RepositóriUM - Universidade do Minho
Descrição
Resumo:Candida glabrata é uma espécie de Candida não albicans com uma crescente incidência ao longo destas duas últimas décadas em infeções fúngicas, nomeadamente candidíases. No entanto, ainda há pouca informação sobre os mecanismos de resistência desta espécie e, por essa razão, o trabalho desenvolvido no âmbito desta dissertação teve como objetivo identificar novos determinantes de resistência e consequente de virulência em C. glabrata, com uma abordagem microbiológica, transcriptómica e proteómica. Assim, o primeiro objetivo foi estudar o comportamento de biofilmes préformados de C. glabrata após tratamento com agentes antifúngicos. Os resultados mostraram que o tratamento com fluconazol e voriconazol não alteraram o número de células viáveis e de biomassa total, dos biofilmes. Com anfotericina B existiu uma redução, não significativa, quer de células viáveis quer de biomassa. Numa segunda fase, avaliou-se a expressão de genes envolvidos na formação de biofilme e produção de matriz extracelular. Verificou-se que o gene FKS1 não está envolvido na produção/secreção de β-glucanos, como acontece em C. albicans. No entanto, os genes ZAP1 e KRE1 pareceram ter um papel ativo no mecanismo de formação de biofilme. Adicionalmente, analisou-se a expressão destes genes em biofilmes condicionados com fluconazol e voriconazol e verificou-se que não houve alteração da sua expressão. Por último, analisou-se o perfil proteico do proteoma total de células de biofilme de C. glabrata tratadas com fluconazol e voriconazol ou sem tratamento. Observou-se que na presença de agentes antifúngicos houve um maior número de proteínas visíveis do que em células de biofilme sem tratamento. Salienta-se ainda, que um maior número de semelhanças foi encontrado entre os proteomas das células de biofilmes tratadas com os dois agentes antifúngicos, fluconazol e voriconazol, comparativamente ao proteoma das células do biofilme sem tratamento. Em conclusão, este estudo mostrou que os biofilmes de C. glabrata foram altamente resistentes a fluconazol e voriconazol e estes pareceram atuar ao nível do proteoma total das células, bem como os genes ZAP1 e KRE1 desempenharam funções importantes na formação de biofilme de C. glabrata.