Publicação
Estudo, conceção e avaliação clínica prévia para o desenvolvimento de um dispositivo para a diminuição de espasticidade em indivíduos tetraplégicos
| Resumo: | A espasticidade pode ser definida por uma desordem motora caracterizada pelo aumento da velocidade dependente dos reflexos de estiramento tónicos (tónus muscular), com os reflexos tendinosos exagerados, resultado da hiperexcitabilidade do reflexo de estiramento, como um componente da síndrome do neurónio motor superior. Esta condição pode atingir 70% das pessoas até um ano após a lesão medular. A espasticidade manifesta-se clinicamente por hipertonia muscular, a híper-reflexia e os espasmos musculares, afetando assim a qualidade de vida dos doentes. Existe, atualmente, uma necessidade de melhorar os métodos de avaliação e tratamento, para combater as lacunas dos já existentes. Este trabalho teve como objetivos o estudo, a conceção e a avaliação clínica prévia para o desenvolvimento um dispositivo que minimize a espasticidade nos membros inferiores de indivíduos tetraplégicos, que sofreram lesão medular traumática. Para cumprir os objetivos propostos, realizou-se um estudo de caso para tentar obter parâmetros iniciais para o dispositivo. Um grupo de dois doentes com lesão medular traumática incompleta (AIS B) e com nível 3 de de acordo com a Escala Modificada de Ashworth, relativamente ao grau de espasticidade, foram submetidos a um teste de eletromiografia de superfície e um teste de isocinético. O teste de eletromiografia de superfície para tentar obter o padrão da atividade muscular anormal nos doentes estudados. Já o teste de isocinética teve por objetivo obter os valores de momento produzidos durante a realização do movimento passivo dos membros inferiores, às velocidades de 30°/s, 60°/s e 90°/s, durante o movimento de extensão e flexão da articulação do joelho. O teste de eletromiografia de superfície não foi considerado válido para o estudo em causa, por terem ocorrido erros durante a sua realização. No caso do teste isocinético, foi verificado que só existem diferenças estatisticamente significativas nos momentos medidos em movimento de flexão, para um dos doentes. Em ambos os doentes os momentos medidos mostraram uma correlação linear com a velocidade. Além disso, para cada um dos doentes, o músculo mais afetado pela espasticidade foi o quadricípete, responsável pela extensão do joelho. Com base na informação obtida no presente estudo, um dispositivo a desenvolver para minimizar espasticidade teria que atuar sobre a tensão muscular, no músculo quadricípete. Se possível, deverá aplicar um estímulo ao músculo, para reduzir ou evitar a perda de massa muscular. Além disso, o dispositivo deverá incluir uma parte de avaliação da espasticidade. |
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| Autores principais: | Esteves, Ana Raquel Ribeiro |
| Assunto: | Traumatismo vertebro-medular Espasticidade Isocinética Eletromiografia de superfície Dispositivo de reabilitação Ciências Médicas::Ciências da Saúde |
| Ano: | 2014 |
| País: | Portugal |
| Tipo de documento: | dissertação de mestrado |
| Tipo de acesso: | acesso aberto |
| Instituição associada: | Universidade do Minho |
| Idioma: | português |
| Origem: | RepositóriUM - Universidade do Minho |
| Resumo: | A espasticidade pode ser definida por uma desordem motora caracterizada pelo aumento da velocidade dependente dos reflexos de estiramento tónicos (tónus muscular), com os reflexos tendinosos exagerados, resultado da hiperexcitabilidade do reflexo de estiramento, como um componente da síndrome do neurónio motor superior. Esta condição pode atingir 70% das pessoas até um ano após a lesão medular. A espasticidade manifesta-se clinicamente por hipertonia muscular, a híper-reflexia e os espasmos musculares, afetando assim a qualidade de vida dos doentes. Existe, atualmente, uma necessidade de melhorar os métodos de avaliação e tratamento, para combater as lacunas dos já existentes. Este trabalho teve como objetivos o estudo, a conceção e a avaliação clínica prévia para o desenvolvimento um dispositivo que minimize a espasticidade nos membros inferiores de indivíduos tetraplégicos, que sofreram lesão medular traumática. Para cumprir os objetivos propostos, realizou-se um estudo de caso para tentar obter parâmetros iniciais para o dispositivo. Um grupo de dois doentes com lesão medular traumática incompleta (AIS B) e com nível 3 de de acordo com a Escala Modificada de Ashworth, relativamente ao grau de espasticidade, foram submetidos a um teste de eletromiografia de superfície e um teste de isocinético. O teste de eletromiografia de superfície para tentar obter o padrão da atividade muscular anormal nos doentes estudados. Já o teste de isocinética teve por objetivo obter os valores de momento produzidos durante a realização do movimento passivo dos membros inferiores, às velocidades de 30°/s, 60°/s e 90°/s, durante o movimento de extensão e flexão da articulação do joelho. O teste de eletromiografia de superfície não foi considerado válido para o estudo em causa, por terem ocorrido erros durante a sua realização. No caso do teste isocinético, foi verificado que só existem diferenças estatisticamente significativas nos momentos medidos em movimento de flexão, para um dos doentes. Em ambos os doentes os momentos medidos mostraram uma correlação linear com a velocidade. Além disso, para cada um dos doentes, o músculo mais afetado pela espasticidade foi o quadricípete, responsável pela extensão do joelho. Com base na informação obtida no presente estudo, um dispositivo a desenvolver para minimizar espasticidade teria que atuar sobre a tensão muscular, no músculo quadricípete. Se possível, deverá aplicar um estímulo ao músculo, para reduzir ou evitar a perda de massa muscular. Além disso, o dispositivo deverá incluir uma parte de avaliação da espasticidade. |
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