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Integração social e laboral das mulheres brasileiras no Espaço Europeu : um estudo comparativo entre Portugal e países baixos

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Resumo:As migrações de brasileiras no contexto internacional, antes invisíveis em virtude de uma característica mais coadjuvante de reagrupamento família, seguem atualmente o caminho dos processos internacionais femininos no mundo, isto é, no sentido de migrações internacionais mais individualizadas, sem a característica inicial de arreigamento e dependência de seus pares. Tudo isto sem invalidar porém que tenhamos constatado em nosso trabalho, uma forte presença de migrações realizadas também por motivações emocionais e familiares. Na presente investigação tivemos como objetivo geral compreender e interpretar a integração social e laboral de imigrantes brasileiras no espaço de dois países Europeus, a saber, Portugal e Países Baixos, baseando-nos no propósito da construção de uma análise crítica em relação às diferenças e semelhanças de trajetos, observadas nas perceções partilhadas sobre seus percursos migratórios. Aliada a esta finalidade buscámos perceber de que forma referidos trajetos interiores e processos migratórios relacionam-se nestas distintas geografias de dois países europeus que se distanciam pelo idioma, pela cultura, pela (in)existente relação de proximidade histórica ao Brasil, pela diferença da expressividade demográfica da população brasileira em cada país (assim como de redes sociais de apoio) e ainda, pelas diferenças relativas às políticas de imigração e de integração aplicadas e direcionadas aos imigrantes, em especial, àqueles de nacionalidade brasileira. Para a concretização destes objetivos, utilizámos uma metodologia qualitativa, suportada em técnicas de entrevistas semiestruturadas realizadas a imigrantes brasileiras residentes em ambos os países. A investigação de identidade qualitativa permitiu-nos assim perceber que os trajetos de imigração e de integração social e laboral são distintos em função do perfil das mulheres mas também das características do país de acolhimento, pelo que podemos dizer que a sociedade de acolhimento e a bagagem cultural, escolar, e pessoal de cada mulher, trabalham em conjunto no moldar de seus percursos de vida, e de suas experiências de integração migrante. Por fim, este trabalho permitiu-nos a identificação dos pontos principais que poderão ser melhorados no sentido de aprimorar a qualidade da integração laboral e social destas mulheres. Entre eles, encontram-se os estereótipos sobre as mulheres brasileiras em a Portugal, e as dificuldades de aprendizado da língua holandesa, os quais, se devidamente trabalhados em conjunto com as sociedades de acolhimento, poderão reverter em favor da integração das imigrantes brasileiras.
Autores principais:Ribeiro, Juliana Cardoso
Assunto:Imigração Mulheres brasileiras Integração Espaço Europeu Immigration Brazilian women Integration Europe
Ano:2012
País:Portugal
Tipo de documento:dissertação de mestrado
Tipo de acesso:acesso restrito
Instituição associada:Universidade do Minho
Idioma:português
Origem:RepositóriUM - Universidade do Minho
Descrição
Resumo:As migrações de brasileiras no contexto internacional, antes invisíveis em virtude de uma característica mais coadjuvante de reagrupamento família, seguem atualmente o caminho dos processos internacionais femininos no mundo, isto é, no sentido de migrações internacionais mais individualizadas, sem a característica inicial de arreigamento e dependência de seus pares. Tudo isto sem invalidar porém que tenhamos constatado em nosso trabalho, uma forte presença de migrações realizadas também por motivações emocionais e familiares. Na presente investigação tivemos como objetivo geral compreender e interpretar a integração social e laboral de imigrantes brasileiras no espaço de dois países Europeus, a saber, Portugal e Países Baixos, baseando-nos no propósito da construção de uma análise crítica em relação às diferenças e semelhanças de trajetos, observadas nas perceções partilhadas sobre seus percursos migratórios. Aliada a esta finalidade buscámos perceber de que forma referidos trajetos interiores e processos migratórios relacionam-se nestas distintas geografias de dois países europeus que se distanciam pelo idioma, pela cultura, pela (in)existente relação de proximidade histórica ao Brasil, pela diferença da expressividade demográfica da população brasileira em cada país (assim como de redes sociais de apoio) e ainda, pelas diferenças relativas às políticas de imigração e de integração aplicadas e direcionadas aos imigrantes, em especial, àqueles de nacionalidade brasileira. Para a concretização destes objetivos, utilizámos uma metodologia qualitativa, suportada em técnicas de entrevistas semiestruturadas realizadas a imigrantes brasileiras residentes em ambos os países. A investigação de identidade qualitativa permitiu-nos assim perceber que os trajetos de imigração e de integração social e laboral são distintos em função do perfil das mulheres mas também das características do país de acolhimento, pelo que podemos dizer que a sociedade de acolhimento e a bagagem cultural, escolar, e pessoal de cada mulher, trabalham em conjunto no moldar de seus percursos de vida, e de suas experiências de integração migrante. Por fim, este trabalho permitiu-nos a identificação dos pontos principais que poderão ser melhorados no sentido de aprimorar a qualidade da integração laboral e social destas mulheres. Entre eles, encontram-se os estereótipos sobre as mulheres brasileiras em a Portugal, e as dificuldades de aprendizado da língua holandesa, os quais, se devidamente trabalhados em conjunto com as sociedades de acolhimento, poderão reverter em favor da integração das imigrantes brasileiras.