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Língua portuguesa e internacionalização num caminho de compromisso: políticas e práticas de três revistas científicas de acesso aberto na área das ciências da comunicação

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Detalhes bibliográficos
Resumo:Face à hegemonia do modelo de publicação dos países anglo-saxónicos, inclusivamente nas Ciências Sociais e Humanas, entendemos como necessário o debate das políticas científicas, de língua e de comunicação, no sentido de promover uma comunidade científica atenta à diferença linguística, e à diversidade cultural e científica que as distintas línguas tornam possível. Neste debate, não podemos ignorar as responsabilidades dos editores de revistas científicas. Por isso, importa refletir sobre as responsabilidades e possibilidades de atuação. Coloca-se a tónica nas línguas de ciência, não ignorando as vantagens da existência de uma língua franca, sobretudo pelo esbatimento de barreiras de acesso e pela visibilidade, mas tendo presentes, antes de mais, as dificuldades colocadas aos falantes não nativos, assim como a subordinação linguística, cultural, política e científica, que decorrem da existência de uma língua hegemónica na ciência. Nestas circunstâncias, propomos a opção por um caminho de compromisso, com publicações bilingues. Não se trata de um modelo de acesso universal, mas o caminho para que apontamos promove uma maior diversidade e é mais inclusivo. Fundamos a nossa proposta na experiência de três revistas científicas do campo da Comunicação: Comunicação e Sociedade, Revista Lusófona de Estudos Culturais e Vista.
Autores principais:Martins, Moisés de Lemos
Outros Autores:Mourão, Marisa
Assunto:Revistas científicas Acesso aberto Línguas de ciência Internacionalização Scientific journals Open access Languages of science Internationalisation Ciências Sociais::Ciências da Comunicação
Ano:2023
País:Portugal
Tipo de documento:artigo
Tipo de acesso:acesso aberto
Instituição associada:Universidade do Minho
Idioma:português
Origem:RepositóriUM - Universidade do Minho
Descrição
Resumo:Face à hegemonia do modelo de publicação dos países anglo-saxónicos, inclusivamente nas Ciências Sociais e Humanas, entendemos como necessário o debate das políticas científicas, de língua e de comunicação, no sentido de promover uma comunidade científica atenta à diferença linguística, e à diversidade cultural e científica que as distintas línguas tornam possível. Neste debate, não podemos ignorar as responsabilidades dos editores de revistas científicas. Por isso, importa refletir sobre as responsabilidades e possibilidades de atuação. Coloca-se a tónica nas línguas de ciência, não ignorando as vantagens da existência de uma língua franca, sobretudo pelo esbatimento de barreiras de acesso e pela visibilidade, mas tendo presentes, antes de mais, as dificuldades colocadas aos falantes não nativos, assim como a subordinação linguística, cultural, política e científica, que decorrem da existência de uma língua hegemónica na ciência. Nestas circunstâncias, propomos a opção por um caminho de compromisso, com publicações bilingues. Não se trata de um modelo de acesso universal, mas o caminho para que apontamos promove uma maior diversidade e é mais inclusivo. Fundamos a nossa proposta na experiência de três revistas científicas do campo da Comunicação: Comunicação e Sociedade, Revista Lusófona de Estudos Culturais e Vista.