Publicação
Vacinação: mais um capítulo na narrativa política da pandemia
| Resumo: | Este artigo é um estudo de caso exploratório sobre a mediatização da primeira fase de vacinação contra a COVID-19 em Portugal. Analisa qualitativamente dois jornais diários generalistas portugueses – o Público, jornal de referência, e o Jornal de Notícias, jornal popular –, procurando compreender quais as estratégias discursivas utilizadas nas peças informativas sobre vacinação. A análise de discurso de 101 títulos, publicados entre 21 de dezembro de 2020 e 21 de janeiro de 2021, revela que a cobertura noticiosa dos dois jornais recorre essencialmente a duas estratégias discursivas: a politização do acontecimento, configurando uma narrativa que espelha um trabalho jornalístico excessivamente dependente de fontes oficiais; e a promoção de uma narrativa de esperança, contrastante com a narrativa distópica anterior, que dominou os primeiros meses de cobertura da pandemia. |
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| Autores principais: | Peixinho, Ana Teresa |
| Outros Autores: | Lopes, Felisbela; Santos, Clara Almeida; Araújo, Rita Alexandra Manso; Burnay, Catarina Duff; Magalhães, Olga Estrela |
| Assunto: | Vacinação COVID-19 Mediatização Discurso Narrativa Politização Vaccination Mediatization Discourse Political bias |
| Ano: | 2022 |
| País: | Portugal |
| Tipo de documento: | artigo |
| Tipo de acesso: | acesso aberto |
| Instituição associada: | Universidade do Minho |
| Idioma: | português |
| Origem: | RepositóriUM - Universidade do Minho |
| Resumo: | Este artigo é um estudo de caso exploratório sobre a mediatização da primeira fase de vacinação contra a COVID-19 em Portugal. Analisa qualitativamente dois jornais diários generalistas portugueses – o Público, jornal de referência, e o Jornal de Notícias, jornal popular –, procurando compreender quais as estratégias discursivas utilizadas nas peças informativas sobre vacinação. A análise de discurso de 101 títulos, publicados entre 21 de dezembro de 2020 e 21 de janeiro de 2021, revela que a cobertura noticiosa dos dois jornais recorre essencialmente a duas estratégias discursivas: a politização do acontecimento, configurando uma narrativa que espelha um trabalho jornalístico excessivamente dependente de fontes oficiais; e a promoção de uma narrativa de esperança, contrastante com a narrativa distópica anterior, que dominou os primeiros meses de cobertura da pandemia. |
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