Publicação
Prólogo: organizações e movimentos periféricos nas redes digitais
| Resumo: | Hoje, a comunicação social realizada por meio da web (como faz o ciberativismo ou os meios nativos digitais, por exemplo) também utiliza o termo para marcar a singularidade das comunidades representadas (Rovida, 2020). O envolvimento com o território, sentirse parte da comunidade e comprometer-se socialmente também aumentou a qualidade do trabalho de jornalistas que trabalham em periferias, por exemplo (Capoano, Martini, Alencar, 2021. 350). Assim, a mudança do ecossistema comunicacional ocasionada pela internet e pelas plataformas sociais permitiu a visibilidade de iniciativas que valorizam o local, ao mesmo tempo que se conectam o debate público das periferias com outros centros. É nesse contexto que os espelhos sociotécnicos das plataformas digitais ressignificam as relações de distância, de hierarquia e de tempo que forjaram os conceitos de periferia, tornando-se campos poderosos de intermediação-ação por parte de seus utilizadores. Atores periféricos na sociedade podem alcançar centralidade nas redes, bem como seus discursos; aproximações entre periferias distantes fisicamente ocorrem pelos atalhos e lógicas das redes, bem como novos arranjos periféricos, possíveis apenas pelas ferramentas digitais. É o que se vê nos capítulos deste livro, que tratam de discursos periféricos, no que se refere à posição da opinião pública sobre temas centrais, como o negacionismo e o populismo; de narrativas identitárias, como a universitária e a feminista; da ascensão de fenômenos sociais para o ciberespaço e o seu inverso, a materialização de atividades digitais para as ruas. |
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| Autores principais: | Costa, Pedro Rodrigues |
| Outros Autores: | Capoano, Edson; Barredo, Daniel |
| Assunto: | Redes digitais Movimentos Periferia Organizações Ciências Sociais::Ciências da Comunicação Educação de qualidade |
| Ano: | 2022 |
| País: | Portugal |
| Tipo de documento: | capítulo de livro |
| Tipo de acesso: | acesso aberto |
| Instituição associada: | Universidade do Minho |
| Idioma: | português |
| Origem: | RepositóriUM - Universidade do Minho |
| Resumo: | Hoje, a comunicação social realizada por meio da web (como faz o ciberativismo ou os meios nativos digitais, por exemplo) também utiliza o termo para marcar a singularidade das comunidades representadas (Rovida, 2020). O envolvimento com o território, sentirse parte da comunidade e comprometer-se socialmente também aumentou a qualidade do trabalho de jornalistas que trabalham em periferias, por exemplo (Capoano, Martini, Alencar, 2021. 350). Assim, a mudança do ecossistema comunicacional ocasionada pela internet e pelas plataformas sociais permitiu a visibilidade de iniciativas que valorizam o local, ao mesmo tempo que se conectam o debate público das periferias com outros centros. É nesse contexto que os espelhos sociotécnicos das plataformas digitais ressignificam as relações de distância, de hierarquia e de tempo que forjaram os conceitos de periferia, tornando-se campos poderosos de intermediação-ação por parte de seus utilizadores. Atores periféricos na sociedade podem alcançar centralidade nas redes, bem como seus discursos; aproximações entre periferias distantes fisicamente ocorrem pelos atalhos e lógicas das redes, bem como novos arranjos periféricos, possíveis apenas pelas ferramentas digitais. É o que se vê nos capítulos deste livro, que tratam de discursos periféricos, no que se refere à posição da opinião pública sobre temas centrais, como o negacionismo e o populismo; de narrativas identitárias, como a universitária e a feminista; da ascensão de fenômenos sociais para o ciberespaço e o seu inverso, a materialização de atividades digitais para as ruas. |
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