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O (difícil) caso do trabalho de grupo

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Detalhes bibliográficos
Resumo:A avaliação de trabalhos realizados em grupo torna-se difícil porque requer um conhecimento profundo dos processos de construção do conhecimento e metodologias de acompanhamento sistemático, podendo não traduzir o desempenho individual dos estudantes e gerar sentimentos de angústia e injustiça. Pretendendo envolver os estudantes no processo avaliativo, compreender as suas reais expectativas e construir critérios de avaliação individual para trabalhos de grupo, realizou-se uma experiência pedagógica com 32 estudantes de Enfermagem, onde estes construíram critérios de auto e hetero-avaliação no grupo, avaliaram os trabalhos e o desempenho individual, e realizaram registos reflexivos acerca da experiência. Foi possível problematizar a avaliação enquanto processo individual versus grupal, motivar a participação na avaliação e elevar a qualidade dos trabalhos produzidos, estabelecendo-se um clima de confiança e anulando-se o pendor ameaçador do acto avaliativo. Face aos resultados obtidos, entende-se que a co-responsabilização na avaliação dos trabalhos de grupo deve manter-se, numa linha de continuidade e melhoria.
Autores principais:Martins, Cristina Araújo
Outros Autores:Araújo, Odete; Macedo, Ana Paula; Braga, Maria de Fátima Dias; Rosário, Rafaela; Augusto, Cláudia
Assunto:Trabalhos de grupo Avaliação Co-responsabilização
Ano:2011
País:Portugal
Tipo de documento:comunicação em conferência
Tipo de acesso:acesso aberto
Instituição associada:Universidade do Minho
Idioma:português
Origem:RepositóriUM - Universidade do Minho
Descrição
Resumo:A avaliação de trabalhos realizados em grupo torna-se difícil porque requer um conhecimento profundo dos processos de construção do conhecimento e metodologias de acompanhamento sistemático, podendo não traduzir o desempenho individual dos estudantes e gerar sentimentos de angústia e injustiça. Pretendendo envolver os estudantes no processo avaliativo, compreender as suas reais expectativas e construir critérios de avaliação individual para trabalhos de grupo, realizou-se uma experiência pedagógica com 32 estudantes de Enfermagem, onde estes construíram critérios de auto e hetero-avaliação no grupo, avaliaram os trabalhos e o desempenho individual, e realizaram registos reflexivos acerca da experiência. Foi possível problematizar a avaliação enquanto processo individual versus grupal, motivar a participação na avaliação e elevar a qualidade dos trabalhos produzidos, estabelecendo-se um clima de confiança e anulando-se o pendor ameaçador do acto avaliativo. Face aos resultados obtidos, entende-se que a co-responsabilização na avaliação dos trabalhos de grupo deve manter-se, numa linha de continuidade e melhoria.