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Sentimentalismo filosófico: a noção de comunidade no pensamento de C. S. Peirce
| Resumo: | [Excerto] Introdução: Charles Sanders Peirce é um autor de difícil acesso. Muita desta dificuldade tem a ver com a forma da sua obra, um conjunto vasto, e ainda não totalmente publicado, de artigos, entradas de dicionário, recensões de livros, cartas, planos de obras, versando os mais variados assuntos filosóficos e científicos(1). Esta dispersão é, no entanto, o trabalho de um autor que se vê a si próprio como um filósofo sistemático, assumindo a intenção arquitectónica definida por Kant na Crítica da Razão Pura (2). Assim, uma outra dificuldade resulta da publicação em oito volumes(3) de apenas uma parte desta produção, onde os editores “sistematizaram” os textos de Peirce, dividindo-os, muitas vezes truncando e desmembrando, em tópicos que permitissem visualizar essa intenção sistemática, mas esquecendo a cronologia dos textos(4). E esta é relevante até porque Peirce é um autor em constante auto-revisão e que, como diz Murphey, “preserva a terminologia e o esboço formal geral das doutrinas mesmo quando o seu conteúdo sofreu uma modificação radical.”(5). Ainda assim, isto é, apesar da consensual dificuldade de acesso, Peirce é um autor a quem se tem atribuído importância tanto em áreas específicas, enquanto promotor de uma teoria semiótica ou de avanços significativos no domínio da lógica, como no quadro geral da filosofia contemporânea, sendo reconhecido não apenas como um dos maiores filósofos americanos(6), mas principalmente como o fundador daquele que parece ser o contributo americano original para esta, o pragmatismo(7). [...] |
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| Autores principais: | Abranches, Alexandra Maria Lafaia Machado |
| Assunto: | Humanidades::Filosofia, Ética e Religião |
| Ano: | 2001 |
| País: | Portugal |
| Tipo de documento: | dissertação de mestrado |
| Tipo de acesso: | acesso aberto |
| Instituição associada: | Universidade do Minho |
| Idioma: | português |
| Origem: | RepositóriUM - Universidade do Minho |
| Resumo: | [Excerto] Introdução: Charles Sanders Peirce é um autor de difícil acesso. Muita desta dificuldade tem a ver com a forma da sua obra, um conjunto vasto, e ainda não totalmente publicado, de artigos, entradas de dicionário, recensões de livros, cartas, planos de obras, versando os mais variados assuntos filosóficos e científicos(1). Esta dispersão é, no entanto, o trabalho de um autor que se vê a si próprio como um filósofo sistemático, assumindo a intenção arquitectónica definida por Kant na Crítica da Razão Pura (2). Assim, uma outra dificuldade resulta da publicação em oito volumes(3) de apenas uma parte desta produção, onde os editores “sistematizaram” os textos de Peirce, dividindo-os, muitas vezes truncando e desmembrando, em tópicos que permitissem visualizar essa intenção sistemática, mas esquecendo a cronologia dos textos(4). E esta é relevante até porque Peirce é um autor em constante auto-revisão e que, como diz Murphey, “preserva a terminologia e o esboço formal geral das doutrinas mesmo quando o seu conteúdo sofreu uma modificação radical.”(5). Ainda assim, isto é, apesar da consensual dificuldade de acesso, Peirce é um autor a quem se tem atribuído importância tanto em áreas específicas, enquanto promotor de uma teoria semiótica ou de avanços significativos no domínio da lógica, como no quadro geral da filosofia contemporânea, sendo reconhecido não apenas como um dos maiores filósofos americanos(6), mas principalmente como o fundador daquele que parece ser o contributo americano original para esta, o pragmatismo(7). [...] |
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