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Dinâmicas de usos num espaço intemporal: requalificação da frente ribeirinha de Ponte de Lima

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Detalhes bibliográficos
Resumo:O trabalho que se segue é um exercício de reflexão prática sobre a forma de intervir na frente ribeirinha da vila de Ponte de Lima. Partindo de uma inquietação pessoal relacionada com as dinâmicas de usos que se estabelecem num lugar concreto, o areal de Ponte de Lima, a definição de uma hipótese de requalificação da margem surge como resposta ao evidente desvinculamento do desenho urbano em relação ao areal e com o objetivo de reaproximar as pessoas e a margem. A estratégia de intervenção parte de uma primeira aproximação que analisa o objeto sob o ponto de vista da dinâmica de relações que estabelece com os vários suportes que com ele interagem (através do seu processo natural, urbano e informal) e a partir da qual se evidenciam dois aspetos relevantes: por um lado a elevação do desenho do limite urbano em relação à margem fluvial, onde as diferenças altimétricas dificultam a ligação espacial entre ambos; por outro lado a rede viária enquanto estrutura impositiva, contribuindo fortemente para a fragmentação de um espaço já por si fragmentado e descontínuo. Partindo desta constatação, surge então uma hipótese de intervenção que trabalha os limites e as descontinuidades geradas pelos desníveis como mote para vincular a margem e promover a sua ocupação sustentável.
Autores principais:Nunes, Joana Margarida Barros da Cunha
Assunto:Engenharia e Tecnologia::Outras Engenharias e Tecnologias
Ano:2014
País:Portugal
Tipo de documento:dissertação de mestrado
Tipo de acesso:acesso aberto
Instituição associada:Universidade do Minho
Idioma:português
Origem:RepositóriUM - Universidade do Minho
Descrição
Resumo:O trabalho que se segue é um exercício de reflexão prática sobre a forma de intervir na frente ribeirinha da vila de Ponte de Lima. Partindo de uma inquietação pessoal relacionada com as dinâmicas de usos que se estabelecem num lugar concreto, o areal de Ponte de Lima, a definição de uma hipótese de requalificação da margem surge como resposta ao evidente desvinculamento do desenho urbano em relação ao areal e com o objetivo de reaproximar as pessoas e a margem. A estratégia de intervenção parte de uma primeira aproximação que analisa o objeto sob o ponto de vista da dinâmica de relações que estabelece com os vários suportes que com ele interagem (através do seu processo natural, urbano e informal) e a partir da qual se evidenciam dois aspetos relevantes: por um lado a elevação do desenho do limite urbano em relação à margem fluvial, onde as diferenças altimétricas dificultam a ligação espacial entre ambos; por outro lado a rede viária enquanto estrutura impositiva, contribuindo fortemente para a fragmentação de um espaço já por si fragmentado e descontínuo. Partindo desta constatação, surge então uma hipótese de intervenção que trabalha os limites e as descontinuidades geradas pelos desníveis como mote para vincular a margem e promover a sua ocupação sustentável.