Publicação
Triagem universal de alunos em risco de apresentarem dificuldades de aprendizagem específicas na leitura: um estudo quantitativo no 3º ano do 1º Ciclo do Ensino Básico
| Resumo: | Este estudo tem por finalidade analisar o uso da monitorização do progresso na aprendizagem da leitura como sistema escolar de triagem universal de alunos em risco de desenvolverem Dificuldades de Aprendizagem Específicas, para o 3º ano do 1º ciclo do Ensino Básico no contexto da fase preventiva de um modelo educativo com base no grau de resposta à intervenção. Assim, realizou-se uma investigação quantitativa, em que participaram 82 alunos de um agrupamento de escolas do norte de Portugal. O tratamento de dados foi feito com recurso à estatística descritiva e inferencial. A partir dos resultados obtidos concluiu-se que: a) As provas Maze são provas económicas, de implementação fácil, de rápida realização e cotação, e tiveram muito boa aceitação por parte dos professores e dos alunos envolvidos; b) É com os procedimentos de cotação “Número de respostas corretas menos as incorretas” e “Número de respostas corretas menos metade das incorretas” que se identificam mais alunos considerados verdadeiros positivos; c) Os resultados obtidos na prova Maze são fiáveis e válidos independentemente do procedimento de cotação usado; d) No final do 3º ano de escolaridade, a média de resultados da população é de 15.99 (DP=5.889) e a taxa de crescimento durante o ano letivo de .27 (DP=.16); e) No final do 3º ano de escolaridade, a média de resultados das raparigas é superior à dos rapazes (M=16.23 e M=15.66, respetivamente), bem como a taxa de crescimento durante o ano letivo (.28 e .26, respetivamente), embora as diferenças não sejam estatisticamente significativas; f) Dez alunos estão em risco na leitura durante todo o ano letivo; g) No final do 3º ano de escolaridade, a média de resultados dos alunos que nunca estiveram em risco é superior ao dobro da média de resultados dos alunos que estiveram em risco todo o ano letivo (M=18.91 e M=8.30, respetivamente); h) No 3º ano de escolaridade, a taxa de crescimento durante o ano letivo dos alunos que nunca estiveram em risco é aproximadamente o dobro da taxa de crescimento durante o ano letivo dos alunos que estiveram em risco durante todo o ano letivo; i) Os problemas na articulação, o atraso no desenvolvimento da linguagem e a ausência de experiências de leitura a pares com os progenitores, destacam-se como fatores de risco na leitura. |
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| Autores principais: | Vaz, Paula Marisa Fortunato |
| Assunto: | Risco na aprendizagem da leitura Dificuldades de aprendizagem específicas na leitura Modelo de resposta à intervenção Modelo de atendimento à diversidade Monitorização com base no currículo Provas maze Modelo educativo preventivo Risk in learning to read Specific learning disabilities in reading Response to intervention model Model for adressing diversity Curriculum-based measurement Maze probes Preventive educational model Ciências Sociais::Outras Ciências Sociais |
| Ano: | 2015 |
| País: | Portugal |
| Tipo de documento: | tese de doutoramento |
| Tipo de acesso: | acesso aberto |
| Instituição associada: | Universidade do Minho |
| Idioma: | português |
| Origem: | RepositóriUM - Universidade do Minho |
| Resumo: | Este estudo tem por finalidade analisar o uso da monitorização do progresso na aprendizagem da leitura como sistema escolar de triagem universal de alunos em risco de desenvolverem Dificuldades de Aprendizagem Específicas, para o 3º ano do 1º ciclo do Ensino Básico no contexto da fase preventiva de um modelo educativo com base no grau de resposta à intervenção. Assim, realizou-se uma investigação quantitativa, em que participaram 82 alunos de um agrupamento de escolas do norte de Portugal. O tratamento de dados foi feito com recurso à estatística descritiva e inferencial. A partir dos resultados obtidos concluiu-se que: a) As provas Maze são provas económicas, de implementação fácil, de rápida realização e cotação, e tiveram muito boa aceitação por parte dos professores e dos alunos envolvidos; b) É com os procedimentos de cotação “Número de respostas corretas menos as incorretas” e “Número de respostas corretas menos metade das incorretas” que se identificam mais alunos considerados verdadeiros positivos; c) Os resultados obtidos na prova Maze são fiáveis e válidos independentemente do procedimento de cotação usado; d) No final do 3º ano de escolaridade, a média de resultados da população é de 15.99 (DP=5.889) e a taxa de crescimento durante o ano letivo de .27 (DP=.16); e) No final do 3º ano de escolaridade, a média de resultados das raparigas é superior à dos rapazes (M=16.23 e M=15.66, respetivamente), bem como a taxa de crescimento durante o ano letivo (.28 e .26, respetivamente), embora as diferenças não sejam estatisticamente significativas; f) Dez alunos estão em risco na leitura durante todo o ano letivo; g) No final do 3º ano de escolaridade, a média de resultados dos alunos que nunca estiveram em risco é superior ao dobro da média de resultados dos alunos que estiveram em risco todo o ano letivo (M=18.91 e M=8.30, respetivamente); h) No 3º ano de escolaridade, a taxa de crescimento durante o ano letivo dos alunos que nunca estiveram em risco é aproximadamente o dobro da taxa de crescimento durante o ano letivo dos alunos que estiveram em risco durante todo o ano letivo; i) Os problemas na articulação, o atraso no desenvolvimento da linguagem e a ausência de experiências de leitura a pares com os progenitores, destacam-se como fatores de risco na leitura. |
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