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A sociedade e a vida quotidiana no período romano: a construção da empatia histórica por alunos do 7º ano

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Detalhes bibliográficos
Resumo:O relatório de estágio provém do Intervenção Pedagógica Supervisionada (IPS), realizado no Mestrado em Ensino de História no 3º Ciclo do Ensino Básico e Ensino Secundário, aplicado na disciplina de História, numa turma de 7ºano de escolaridade de uma escola básica da cidade de Braga. No âmbito da vertente pedagógica, abordou-se a Sociedade e Vida Quotidiana durante o Império Romano. A abordagem utilizada foi ancorada numa perspetiva construtivista, relacionada com princípios da Educação Histórica, segundo o modelo educativo de “aula oficina” (Barca, 2004), relacionando o conceito metahistórico (empatia histórica) e os conceitos substantivos. Procurou-se conhecer a evolução dos vários conceitos a nível substantivo, bem como a nível empático dos estudantes e de que forma este estudo contribuiu para a construção do conhecimento histórico. O presente estudo, tem assim como objetivo responder à principal questão de investigação: “Como é que os estudantes interpretam e analisam as fontes históricas relacionadas com esta temática e em termos de empatia histórica?” Os dados para o estudo foram recolhidos a partir de tarefas individuais (fichas de ideias prévias/finais e fichas de trabalho – Fº3) e tarefas colaborativas (narrativas empáticas) a partir de uma investigação qualitativa e indutiva. O estudo descritivo está de acordo com as propostas de categorização da Grounded Theory. As ideias presentes nas respostas dos estudantes às questões focalizadas na empatia histórica foram analisadas e categorizadas inspiradas no modelo de progressão de empatia de Asbhy e Lee (1987). Este estudo permitiu verificar que houve uma ligeira progressão do conhecimento substantivo dos estudantes. Demonstraram capacidade em identificar as duas caraterísticas da sociedade romana (estratificada e hierarquizada). Todavia, verifica-se que têm dificuldades em elaborar e fundamentar as suas respostas, recorrendo essencialmente a palavras-chave. Quanto ao desenvolvimento do conceito metahistórico, denota se que alguns estudantes conseguem recorrer à empatia histórica para compreenderem o passado histórico e os comportamentos dos agentes históricos, mas não de forma ampla. Também se verifica que, em vários momentos, expressam ideias empáticas, mas incorporando na sua justificação ideias e sentimentos atuais, ideias estereotipadas e com juízo de valor ou com base nas suas vivências. Contudo, surgiram ideias que apontam que os estudantes têm ideias pouco sofisticadas em termos de empatia histórica pois exprimiam sobretudo ideias vazias ou ideias confusas sem especificar a condição social a que pertence um membro de um grupo social.
Autores principais:Garcez, Adriano Manuel Garrido Moutinho
Assunto:Sociedade e vida quotidiana Civilização Romana Empatia Educação histórica Society and everyday life Roman Civilization Empathy Historical education Ciências Sociais::Ciências da Educação
Ano:2022
País:Portugal
Tipo de documento:dissertação de mestrado
Tipo de acesso:acesso aberto
Instituição associada:Universidade do Minho
Idioma:português
Origem:RepositóriUM - Universidade do Minho
Descrição
Resumo:O relatório de estágio provém do Intervenção Pedagógica Supervisionada (IPS), realizado no Mestrado em Ensino de História no 3º Ciclo do Ensino Básico e Ensino Secundário, aplicado na disciplina de História, numa turma de 7ºano de escolaridade de uma escola básica da cidade de Braga. No âmbito da vertente pedagógica, abordou-se a Sociedade e Vida Quotidiana durante o Império Romano. A abordagem utilizada foi ancorada numa perspetiva construtivista, relacionada com princípios da Educação Histórica, segundo o modelo educativo de “aula oficina” (Barca, 2004), relacionando o conceito metahistórico (empatia histórica) e os conceitos substantivos. Procurou-se conhecer a evolução dos vários conceitos a nível substantivo, bem como a nível empático dos estudantes e de que forma este estudo contribuiu para a construção do conhecimento histórico. O presente estudo, tem assim como objetivo responder à principal questão de investigação: “Como é que os estudantes interpretam e analisam as fontes históricas relacionadas com esta temática e em termos de empatia histórica?” Os dados para o estudo foram recolhidos a partir de tarefas individuais (fichas de ideias prévias/finais e fichas de trabalho – Fº3) e tarefas colaborativas (narrativas empáticas) a partir de uma investigação qualitativa e indutiva. O estudo descritivo está de acordo com as propostas de categorização da Grounded Theory. As ideias presentes nas respostas dos estudantes às questões focalizadas na empatia histórica foram analisadas e categorizadas inspiradas no modelo de progressão de empatia de Asbhy e Lee (1987). Este estudo permitiu verificar que houve uma ligeira progressão do conhecimento substantivo dos estudantes. Demonstraram capacidade em identificar as duas caraterísticas da sociedade romana (estratificada e hierarquizada). Todavia, verifica-se que têm dificuldades em elaborar e fundamentar as suas respostas, recorrendo essencialmente a palavras-chave. Quanto ao desenvolvimento do conceito metahistórico, denota se que alguns estudantes conseguem recorrer à empatia histórica para compreenderem o passado histórico e os comportamentos dos agentes históricos, mas não de forma ampla. Também se verifica que, em vários momentos, expressam ideias empáticas, mas incorporando na sua justificação ideias e sentimentos atuais, ideias estereotipadas e com juízo de valor ou com base nas suas vivências. Contudo, surgiram ideias que apontam que os estudantes têm ideias pouco sofisticadas em termos de empatia histórica pois exprimiam sobretudo ideias vazias ou ideias confusas sem especificar a condição social a que pertence um membro de um grupo social.