Publicação

Estratégias construtivas pasivas para a conceção de edifícios residenciais não dependentes de sistemas ativos de arrefecimento

Ver documento

Detalhes bibliográficos
Resumo:Os edifícios são responsáveis por uma parte importante do consumo de energia em Portugal, sendo por isso necessário dar especial atenção às medidas de melhoramento da sua eficiência energética. As condições de conforto e bem-estar dos ocupantes são muitas vezes atingidas apenas com o recurso a sistemas mecânicos de climatização, tendo por isso o desempenho térmico dos edifícios de uma relevância significativa no consumo de energia dos edifícios. Devido às alterações climáticas, as temperaturas tendem a sofrer um significativo aumento, o que poderá corresponder a verões mais quentes e longos e consequentemente a maiores gastos de energia para arrefecimento ambiente. O presente estudo visa avaliar a influência de algumas medidas passivas de utilização corrente, tais como a variação do coeficiente de transmissão térmica na cobertura, paredes exteriores e pavimentos e a introdução e dimensionamento de elementos de sombreamento no desempenho energético dos edifícios na estação de arrefecimento, de forma a quantificar as necessidades energéticas de arrefecimento e procurar a eliminação das mesmas. O presente trabalho utiliza um mecanismo de avaliação dos riscos de sobreaquecimento existente do regulamento nacional relativo ao desempenho energético dos edifícios (REH), nomeadamente o fator de utilização de ganhos, que pode variar entre 0 e 1 no arrefecimento, e que toma o valor de 0 sempre que o fator de utilização de ganhos seja superior ao respetivo fator de referência. Esta situação representa as condições em que o risco de sobreaquecimento se encontra minimizado, sendo dispensável a utilização de sistemas ativos para arrefecimento. Posto isto, pretende-se indicar estratégias construtivas para as diferentes zonas climáticas para que seja possível identificar as medidas que maior potencial apresentam para a eliminação da energia de arrefecimento nos edifícios.
Autores principais:Cortez, Ana Cristina da Silva
Assunto:Sobreaquecimento Necessidades energéticas de arrefecimento Medidas construtivas passivas Overheating Cooling energy needs Passive design measures Engenharia e Tecnologia::Outras Engenharias e Tecnologias
Ano:2016
País:Portugal
Tipo de documento:dissertação de mestrado
Tipo de acesso:acesso aberto
Instituição associada:Universidade do Minho
Idioma:português
Origem:RepositóriUM - Universidade do Minho
Descrição
Resumo:Os edifícios são responsáveis por uma parte importante do consumo de energia em Portugal, sendo por isso necessário dar especial atenção às medidas de melhoramento da sua eficiência energética. As condições de conforto e bem-estar dos ocupantes são muitas vezes atingidas apenas com o recurso a sistemas mecânicos de climatização, tendo por isso o desempenho térmico dos edifícios de uma relevância significativa no consumo de energia dos edifícios. Devido às alterações climáticas, as temperaturas tendem a sofrer um significativo aumento, o que poderá corresponder a verões mais quentes e longos e consequentemente a maiores gastos de energia para arrefecimento ambiente. O presente estudo visa avaliar a influência de algumas medidas passivas de utilização corrente, tais como a variação do coeficiente de transmissão térmica na cobertura, paredes exteriores e pavimentos e a introdução e dimensionamento de elementos de sombreamento no desempenho energético dos edifícios na estação de arrefecimento, de forma a quantificar as necessidades energéticas de arrefecimento e procurar a eliminação das mesmas. O presente trabalho utiliza um mecanismo de avaliação dos riscos de sobreaquecimento existente do regulamento nacional relativo ao desempenho energético dos edifícios (REH), nomeadamente o fator de utilização de ganhos, que pode variar entre 0 e 1 no arrefecimento, e que toma o valor de 0 sempre que o fator de utilização de ganhos seja superior ao respetivo fator de referência. Esta situação representa as condições em que o risco de sobreaquecimento se encontra minimizado, sendo dispensável a utilização de sistemas ativos para arrefecimento. Posto isto, pretende-se indicar estratégias construtivas para as diferentes zonas climáticas para que seja possível identificar as medidas que maior potencial apresentam para a eliminação da energia de arrefecimento nos edifícios.