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Percepções sobre a colaboração entre professores do ensino Fundamental II no apoio a alunos com necessidades educativas especiais no estado da Bahia, Brasil

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Detalhes bibliográficos
Resumo:Analisar a colaboração existente entre os professores de Educação Especial e do Ensino Regular como pressuposto para a inclusão poderá contribuir para compreender os desafios atuais existentes nas salas regulares das escolas inclusivas. Este estudo tem como finalidade analisar as percepções acerca da colaboração entre estes profissionais no apoio a alunos com necessidades educativas especiais do ensino fundamental II da rede pública e particular da cidade de Salvador, Bahia, Brasil. A amostra integrou 127 profissionais. Verifica-se que, na amostra, o gênero feminino tem predominância (75,60%). No âmbito da formação continuada, 59,8% dos professores têm especialização e 72,4% são professores de disciplinas específicas; 50,4% dos profissionais exercem as suas funções nas escolas a mais de 20 anos. O instrumento utilizado foi um questionário elaborado para este estudo e distribuído online pelas escolas da cidade de Salvador. De forma a averiguar-se a consistência interna dos 21 itens que compõem a Parte III do questionário, relacionada com as vivências dos profissionais em ambiente escolar, obteve-se o valor de .92 de Alpha de Cronbach, considerada muito boa, de acordo com Field (2005). Os resultados deste estudo indicam que os professores consideram o processo de colaboração relevante: i) na elaboração de um plano de intervenção (52%); ii)) no encaminhamento do estudante para o Atendimento Educacional Especializado (44,1%); iii) para saber o desenvolvimento do aluno (55,1%); d) para trocar estratégias e estabelecer parcerias (48,8%); iv)) na colaboração entre os professores da educação regular e os professores da educação especial facilitando e promovendo práticas educativas inclusivas (48,8%). Os profissionais inqueridos também consideram que a gestão escolar é essencial para a colaboração (45,7%) e para o sucesso da inclusão (44,1%), tendo-se verificado que a função exercida pelos professores tem influência na importância atribuída por estes profissionais à colaboração como processo promotor do conhecimento do desenvolvimento do seu aluno. Apesar de a prática colaborativa ser reconhecida como eficaz, a realidade da carga de trabalho e das demandas profissionais pode limitar a capacidade dos professores de dedicarem tempo suficiente para a implementação efetiva da colaboração. Os resultados deste estudo podem contribuir para uma reflexão acerca do processo colaborativo e inclusão nas escolas no estado da Bahia.
Autores principais:Gama, Ana Virgínia do Nascimento
Assunto:Colaboração Educação Especial Ensino Fundamental II Professores Inclusão Collaboration Special Education Elementary School II Teachers Inclusion Ciências Sociais::Ciências da Educação
Ano:2023
País:Portugal
Tipo de documento:dissertação de mestrado
Tipo de acesso:acesso aberto
Instituição associada:Universidade do Minho
Idioma:português
Origem:RepositóriUM - Universidade do Minho
Descrição
Resumo:Analisar a colaboração existente entre os professores de Educação Especial e do Ensino Regular como pressuposto para a inclusão poderá contribuir para compreender os desafios atuais existentes nas salas regulares das escolas inclusivas. Este estudo tem como finalidade analisar as percepções acerca da colaboração entre estes profissionais no apoio a alunos com necessidades educativas especiais do ensino fundamental II da rede pública e particular da cidade de Salvador, Bahia, Brasil. A amostra integrou 127 profissionais. Verifica-se que, na amostra, o gênero feminino tem predominância (75,60%). No âmbito da formação continuada, 59,8% dos professores têm especialização e 72,4% são professores de disciplinas específicas; 50,4% dos profissionais exercem as suas funções nas escolas a mais de 20 anos. O instrumento utilizado foi um questionário elaborado para este estudo e distribuído online pelas escolas da cidade de Salvador. De forma a averiguar-se a consistência interna dos 21 itens que compõem a Parte III do questionário, relacionada com as vivências dos profissionais em ambiente escolar, obteve-se o valor de .92 de Alpha de Cronbach, considerada muito boa, de acordo com Field (2005). Os resultados deste estudo indicam que os professores consideram o processo de colaboração relevante: i) na elaboração de um plano de intervenção (52%); ii)) no encaminhamento do estudante para o Atendimento Educacional Especializado (44,1%); iii) para saber o desenvolvimento do aluno (55,1%); d) para trocar estratégias e estabelecer parcerias (48,8%); iv)) na colaboração entre os professores da educação regular e os professores da educação especial facilitando e promovendo práticas educativas inclusivas (48,8%). Os profissionais inqueridos também consideram que a gestão escolar é essencial para a colaboração (45,7%) e para o sucesso da inclusão (44,1%), tendo-se verificado que a função exercida pelos professores tem influência na importância atribuída por estes profissionais à colaboração como processo promotor do conhecimento do desenvolvimento do seu aluno. Apesar de a prática colaborativa ser reconhecida como eficaz, a realidade da carga de trabalho e das demandas profissionais pode limitar a capacidade dos professores de dedicarem tempo suficiente para a implementação efetiva da colaboração. Os resultados deste estudo podem contribuir para uma reflexão acerca do processo colaborativo e inclusão nas escolas no estado da Bahia.