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A morte em cuidados intensivos: uma reflexão fenomenológica sobre a experiência dos enfermeiros

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Detalhes bibliográficos
Resumo:A finitude do Homem atribui à morte a inequívoca verdade da condição humana. Nas últimas décadas, a morte deixou o espaço íntimo do domicílio, para passar a ser institucionalizada. Na atualidade a morte e o morrer são remetidos para o hospital. Em unidades de cuidados intensivos, a morte é um fenómeno frequente, por vezes traumático e inesperado, envolto num ambiente altamente tecnológico, de grande impacto, aberto e, por vezes, destituído de privacidade. Neste contexto, o enfermeiro é confrontado com múltiplos e complexos dilemas, emoções e dificuldades que podem condicionar os cuidados que presta a alguém que vê chegado o fim. Tendo por objetivos explorar e descrever a experiência da morte e do morrer vivida pelos enfermeiros numa unidade de cuidados intensivos, e de compreender o significado que lhe atribuem, optámos pela realização de um estudo qualitativo, exploratória e descritivo, de base fenomenológica, (van Manen, 1990). Os participantes foram selecionados por conveniência tendo a amostra sido atingida por saturação teórica, e correspondido a N=25. Os dados foram recolhidos com recurso à entrevista não estruturada e analisados segundo a reflexão fenomenológica das narrativas, à luz da perspetiva de van Manen (1990). Das narrativas dos participantes emergiram cinco (5) temas: Condicionantes da perceção dos enfermeiros sobre a morte e o morrer; Práticas e contextos de cuidados ao doente em morte iminente; Práticas e contextos de cuidados à família; Mecanismos de adaptação; e Conflitos internos na gestão dos cuidados. Estes resultados permitem uma compreensão mais abrangente do objeto em estudo e podem orientar as intervenções dos enfermeiros, para um cuidado mais centrado na pessoa, mais digno e mais confortador para a família e doentes que se confrontam com a morte neste e noutros contextos.
Autores principais:Silva, Ricardo Manuel Cardoso da
Assunto:Morte e o morrer Enfermeiro Cuidados intensivos Fenomenologia Experiência Significado Death and dying Nurse Intensive care Phenomenology Experience Meaning Ciências Médicas::Ciências da Saúde
Ano:2015
País:Portugal
Tipo de documento:dissertação de mestrado
Tipo de acesso:acesso aberto
Instituição associada:Universidade do Minho
Idioma:português
Origem:RepositóriUM - Universidade do Minho
Descrição
Resumo:A finitude do Homem atribui à morte a inequívoca verdade da condição humana. Nas últimas décadas, a morte deixou o espaço íntimo do domicílio, para passar a ser institucionalizada. Na atualidade a morte e o morrer são remetidos para o hospital. Em unidades de cuidados intensivos, a morte é um fenómeno frequente, por vezes traumático e inesperado, envolto num ambiente altamente tecnológico, de grande impacto, aberto e, por vezes, destituído de privacidade. Neste contexto, o enfermeiro é confrontado com múltiplos e complexos dilemas, emoções e dificuldades que podem condicionar os cuidados que presta a alguém que vê chegado o fim. Tendo por objetivos explorar e descrever a experiência da morte e do morrer vivida pelos enfermeiros numa unidade de cuidados intensivos, e de compreender o significado que lhe atribuem, optámos pela realização de um estudo qualitativo, exploratória e descritivo, de base fenomenológica, (van Manen, 1990). Os participantes foram selecionados por conveniência tendo a amostra sido atingida por saturação teórica, e correspondido a N=25. Os dados foram recolhidos com recurso à entrevista não estruturada e analisados segundo a reflexão fenomenológica das narrativas, à luz da perspetiva de van Manen (1990). Das narrativas dos participantes emergiram cinco (5) temas: Condicionantes da perceção dos enfermeiros sobre a morte e o morrer; Práticas e contextos de cuidados ao doente em morte iminente; Práticas e contextos de cuidados à família; Mecanismos de adaptação; e Conflitos internos na gestão dos cuidados. Estes resultados permitem uma compreensão mais abrangente do objeto em estudo e podem orientar as intervenções dos enfermeiros, para um cuidado mais centrado na pessoa, mais digno e mais confortador para a família e doentes que se confrontam com a morte neste e noutros contextos.