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Vestígios de pintura em miliário romano da Via Nova (milha XXXI a Bracara Augusta), Norte de Portugal. Uma abordagem multidisciplinar

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Detalhes bibliográficos
Resumo:A presença de vestígios de cor em miliários é um facto raramente documentado. No Noroeste hispânico, onde a densidade de miliários romanos é bastante elevada, até ao momento, só se conhecem dois casos, sendo um deles objeto do presente estudo. O miliário em causa pertence à via XVIII do Itinerário de Antonino e foi identificado na milha XXXI a Bracara Augusta, nos anos 90 do passado século. O objetivo deste trabalho é, para além da apresentação do miliário em questão, a caraterização do tipo de pigmento utilizado no seu acabamento. Para atingir este propósito, recorreu-se a uma abordagem multianalítica na qual se selecionaram diferentes técnicas complementares, como a fluorescência de raios X, a microscopia digital e eletrónica, a difração de raios X e a espetroscopia de Raman. Os resultados obtidos demonstraram que o miliário terá recebido pintura nos sulcos da inscrição com pigmento obtido da hematite, um óxido de ferro ocorrente no Norte de Portugal.
Autores principais:Bottaini, Carlo
Outros Autores:Redentor, Armando; Bernardes, Paulo José Correia; Alves, Mafalda; Miguel, Catarina; Oliveira, César
Assunto:Miliário Arqueologia romana Arqueometria de pigmentos Norte de Portugal Roman milestone Roman archaeology Pigment archaeometry Northern Portugal рigment archaeometry Humanidades::História e Arqueologia
Ano:2023
País:Portugal
Tipo de documento:artigo
Tipo de acesso:acesso aberto
Instituição associada:Universidade do Minho
Idioma:português
Origem:RepositóriUM - Universidade do Minho
Descrição
Resumo:A presença de vestígios de cor em miliários é um facto raramente documentado. No Noroeste hispânico, onde a densidade de miliários romanos é bastante elevada, até ao momento, só se conhecem dois casos, sendo um deles objeto do presente estudo. O miliário em causa pertence à via XVIII do Itinerário de Antonino e foi identificado na milha XXXI a Bracara Augusta, nos anos 90 do passado século. O objetivo deste trabalho é, para além da apresentação do miliário em questão, a caraterização do tipo de pigmento utilizado no seu acabamento. Para atingir este propósito, recorreu-se a uma abordagem multianalítica na qual se selecionaram diferentes técnicas complementares, como a fluorescência de raios X, a microscopia digital e eletrónica, a difração de raios X e a espetroscopia de Raman. Os resultados obtidos demonstraram que o miliário terá recebido pintura nos sulcos da inscrição com pigmento obtido da hematite, um óxido de ferro ocorrente no Norte de Portugal.