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A compreensão da divisão partitiva nas crianças do pré-escolar

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Resumo:Esta dissertação pretende perceber como as crianças de 4 e 5 anos entendem as relações lógicas da divisão partitiva de quantidades discretas. Procurou-se saber como as crianças pequenas compreendem a relação inversa entre divisor e quociente, quando o dividendo se mantém constante; e ainda, como entendem a divisão de quantidades discretas em partes iguais. Este estudo incidiu num grupo de crianças de 4 e 5 anos de Jardins de Infância do concelho de Esposende, Braga. As crianças realizaram tarefas de divisão partitiva de quantidades discretas envolvendo conjuntos de 12 e 24 unidades. Os dados foram recolhidos a partir de entrevistas individuais, estruturadas, tendo-se recorrido à gravação áudio e vídeo. Utilizou-se uma metodologia quantitativa na análise dos dados. Esta análise centrou-se nas estimativas das crianças para o quociente nas divisões, nos procedimentos por elas utilizados, nas suas justificações e nos desempenhos por elas apresentados. Os resultados indicam que as crianças de 4 e 5 anos conseguem efectuar estimativas para o quociente quando varia o divisor e o dividendo se mantém constante. Nestas condições, o grupo de 5 anos obteve melhor desempenho e justificou as suas respostas dando a entender que compreendem a relação inversa entre o divisor e quociente. O procedimento mais utilizado pelas crianças consistiu na distribuição um-a-um, tendo o procedimento de agrupamentos baseados na percepção sido também frequentemente usado por muitas crianças. Os procedimentos que envolveram contagens foram pouco utilizados pelas crianças, apesar de terem sido mais frequentes no grupo etário de 5 anos. A maioria das crianças de 4 anos e a quase totalidade das crianças de 5 anos revelaram entender intuitivamente a necessidade de obtenção de partilhas equitativas. Uma grande maioria das crianças de 5 anos, contrastando com uma minoria das crianças de 4 anos, justificou as suas respostas baseando-se em factos numéricos. Não existiram diferenças significativas nos desempenhos das crianças nas tarefas de divisão devido à idade, tendo-se observado melhor desempenho nas tarefas que envolveram um dividendo menor. O facto de algumas crianças de 4 anos não saberem contar correctamente os objectos ao seu dispor, não impediu a realização correcta das tarefas. Assim, este estudo faz-nos pensar na possibilidade de se estudar mais aprofundadamente a inclusão de problemas de divisão partitiva de quantidades discretas, mantendo-se constante o dividendo e variando o divisor, nas práticas do pré – escolar.
Autores principais:Silva, Maria Amália de Oliveira e
Ano:2011
País:Portugal
Tipo de documento:dissertação de mestrado
Tipo de acesso:acesso aberto
Instituição associada:Universidade do Minho
Idioma:português
Origem:RepositóriUM - Universidade do Minho
Descrição
Resumo:Esta dissertação pretende perceber como as crianças de 4 e 5 anos entendem as relações lógicas da divisão partitiva de quantidades discretas. Procurou-se saber como as crianças pequenas compreendem a relação inversa entre divisor e quociente, quando o dividendo se mantém constante; e ainda, como entendem a divisão de quantidades discretas em partes iguais. Este estudo incidiu num grupo de crianças de 4 e 5 anos de Jardins de Infância do concelho de Esposende, Braga. As crianças realizaram tarefas de divisão partitiva de quantidades discretas envolvendo conjuntos de 12 e 24 unidades. Os dados foram recolhidos a partir de entrevistas individuais, estruturadas, tendo-se recorrido à gravação áudio e vídeo. Utilizou-se uma metodologia quantitativa na análise dos dados. Esta análise centrou-se nas estimativas das crianças para o quociente nas divisões, nos procedimentos por elas utilizados, nas suas justificações e nos desempenhos por elas apresentados. Os resultados indicam que as crianças de 4 e 5 anos conseguem efectuar estimativas para o quociente quando varia o divisor e o dividendo se mantém constante. Nestas condições, o grupo de 5 anos obteve melhor desempenho e justificou as suas respostas dando a entender que compreendem a relação inversa entre o divisor e quociente. O procedimento mais utilizado pelas crianças consistiu na distribuição um-a-um, tendo o procedimento de agrupamentos baseados na percepção sido também frequentemente usado por muitas crianças. Os procedimentos que envolveram contagens foram pouco utilizados pelas crianças, apesar de terem sido mais frequentes no grupo etário de 5 anos. A maioria das crianças de 4 anos e a quase totalidade das crianças de 5 anos revelaram entender intuitivamente a necessidade de obtenção de partilhas equitativas. Uma grande maioria das crianças de 5 anos, contrastando com uma minoria das crianças de 4 anos, justificou as suas respostas baseando-se em factos numéricos. Não existiram diferenças significativas nos desempenhos das crianças nas tarefas de divisão devido à idade, tendo-se observado melhor desempenho nas tarefas que envolveram um dividendo menor. O facto de algumas crianças de 4 anos não saberem contar correctamente os objectos ao seu dispor, não impediu a realização correcta das tarefas. Assim, este estudo faz-nos pensar na possibilidade de se estudar mais aprofundadamente a inclusão de problemas de divisão partitiva de quantidades discretas, mantendo-se constante o dividendo e variando o divisor, nas práticas do pré – escolar.