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Abuso no relacionamento íntimo : estudo de prevalência em jovens adultos portugueses

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Detalhes bibliográficos
Resumo:O presente estudo debruça-se sobre a problemática do abuso no quadro do relacionamento íntimo em jovens adultos portugueses. Foi conduzido com o objectivo de determinar a prevalência de perpetração e de vitimização de diferentes tipos de abuso, especificamente: abuso físico sem sequelas, abuso físico com sequelas, agressão psicológica e coerção sexual. Participaram nesta investigação 318 estudantes universitários (46.2% do sexo masculino e 53.8% do sexo feminino) do ensino superior público e privado, com idades compreendidas entre os 19 e os 39 anos. Os sujeitos preencheram a versão portuguesa do questionário "Revised Conflict Tactics Scales" (Straus, Hamby, Boney-McCoy & Sugarman, 1996). Os resultados mostram que, em termos quer de perpetração quer de vitimização, a agressão psicológica é o tipo de abuso mais prevalente na amostra (53.8-50.8%), seguido da coerção sexual (18.9-25.6%) e do abuso físico sem sequelas (16.7-15.4%); enquanto que o abuso físico com sequelas ocorre com menos frequência (3.8-3.8%). No que se refere às diferenças de género, os homens perpetram mais coerção sexual (33.7-8.0%) e são também mais vítimas de abuso físico com sequelas (6.9-1.5%) do que as mulheres. As formas de abuso ligeiras sobrepõe-se em frequência às formas mais severas mais severas e à presença de ambos os tipos de severidade. A perpetração por parte de ambos os elementos (sujeito/companheiro) é em número superior à perpetração por apenas um dos elementos da díade, sendo que a perpetração e a vitimização estão significativamente associadas. Este estudo caracteriza a qualidade do relacionamento íntimo em jovens adultos e sugere pistas para delinear estratégias de prevenção das diferentes formas de abuso no relacionamento pré-marital.
Autores principais:Paiva, Carla
Outros Autores:Figueiredo, Bárbara
Assunto:Abuso físico Agressão psicológica Coerção sexual Jovens adultos Relacionamento íntimo
Ano:2004
País:Portugal
Tipo de documento:artigo
Tipo de acesso:acesso aberto
Instituição associada:Universidade do Minho
Idioma:português
Origem:RepositóriUM - Universidade do Minho
Descrição
Resumo:O presente estudo debruça-se sobre a problemática do abuso no quadro do relacionamento íntimo em jovens adultos portugueses. Foi conduzido com o objectivo de determinar a prevalência de perpetração e de vitimização de diferentes tipos de abuso, especificamente: abuso físico sem sequelas, abuso físico com sequelas, agressão psicológica e coerção sexual. Participaram nesta investigação 318 estudantes universitários (46.2% do sexo masculino e 53.8% do sexo feminino) do ensino superior público e privado, com idades compreendidas entre os 19 e os 39 anos. Os sujeitos preencheram a versão portuguesa do questionário "Revised Conflict Tactics Scales" (Straus, Hamby, Boney-McCoy & Sugarman, 1996). Os resultados mostram que, em termos quer de perpetração quer de vitimização, a agressão psicológica é o tipo de abuso mais prevalente na amostra (53.8-50.8%), seguido da coerção sexual (18.9-25.6%) e do abuso físico sem sequelas (16.7-15.4%); enquanto que o abuso físico com sequelas ocorre com menos frequência (3.8-3.8%). No que se refere às diferenças de género, os homens perpetram mais coerção sexual (33.7-8.0%) e são também mais vítimas de abuso físico com sequelas (6.9-1.5%) do que as mulheres. As formas de abuso ligeiras sobrepõe-se em frequência às formas mais severas mais severas e à presença de ambos os tipos de severidade. A perpetração por parte de ambos os elementos (sujeito/companheiro) é em número superior à perpetração por apenas um dos elementos da díade, sendo que a perpetração e a vitimização estão significativamente associadas. Este estudo caracteriza a qualidade do relacionamento íntimo em jovens adultos e sugere pistas para delinear estratégias de prevenção das diferentes formas de abuso no relacionamento pré-marital.