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Telerreabilitação em crianças com TPAC: um estudo exploratório no Brasil
| Summary: | A telerreabilitação é o método pelo qual se utilizam tecnologias de comunicação para prover reabilitação à distância (SPINARDI et al., 2009), com evidências crescentes de que seus efeitos levam a desfechos clínicos semelhantes ou melhores quando comparados às intervenções convencionais (KAIRY, LEHOUX, VINCENT, & VISINTIN, 2009). A notória necessidade deste tipo de abordagem no Brasil é atribuída às suas dimensões continentais (8.514.215,3Km²) e distribuição irregular de profissionais fonoaudiólogos, o que acentua a heterogeneidade da qualidade e disponibilidade dos serviços oferecidos (SPINARDI et al., 2009). Com o avanço da tecnologia de extensa aplicabilidade, a telerreabilitação pode suprir ou minimizar as dificuldades em crianças com Transtorno do Processamento Auditivo Central (TPAC). Neste estudo, abordaremos a telerreabilitação implementada a partir de uma aplicação WEB, para treinamento auditivo síncrono, e as evidências científicas do treinamento auditivocognitivo integrado, que asseguram as bases da telerreabilitação proposta pelo sistema. O conteúdo da plataforma mencionada baseiase na literatura acumulada de neurociência auditiva e cognitiva a qual apoia a programação abrangente, incorporando abordagens de baixo para cima ou “bottom up” (treinamento auditivo) e de cima para baixo ou “top down” (estratégias cognitivas, metacognitivas e de linguagem) (CHERMAK, 2002; CHERMAK & MUSIEK, 2007). A amostra foi composta de 23 crianças entre 7 e 9 anos de idade, com histórico de dificuldades escolares, 13 do Grupo I - telerreabilitação e 10 do Grupo II - treinamento auditivo acusticamente controlado em cabine, em 10 sessões de meia hora. Os testes utilizados foram Pediatric Speech Intelligibility (PSI) na condição MCI S/R -15, e Dicótico de Dígitos, nas habilidades de integração e separação binaural. Os resultados evidenciam efetividade do treinamento auditivo cognitivo através da telerreabilitação e mesma eficiência do treinamento auditivo realizado em cabine acústica, de maneira presencial. |
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| Main Authors: | Vendruscolo, Vanissia |
| Other Authors: | Cruz-Santos, Anabela; Morgado, José Carlos |
| Subject: | Telerreabilitação Transtorno do Processamento Auditivo Central Treinamento Auditivo acusticamente controlado Telerehabilitation Central Auditory Processing Disorder Acoustically Controlled Auditory Training Ciências Sociais::Ciências da Educação Educação de qualidade |
| Year: | 2021 |
| Country: | Portugal |
| Document type: | book part |
| Access type: | open access |
| Associated institution: | Universidade do Minho |
| Language: | Portuguese |
| Origin: | RepositóriUM - Universidade do Minho |
| Summary: | A telerreabilitação é o método pelo qual se utilizam tecnologias de comunicação para prover reabilitação à distância (SPINARDI et al., 2009), com evidências crescentes de que seus efeitos levam a desfechos clínicos semelhantes ou melhores quando comparados às intervenções convencionais (KAIRY, LEHOUX, VINCENT, & VISINTIN, 2009). A notória necessidade deste tipo de abordagem no Brasil é atribuída às suas dimensões continentais (8.514.215,3Km²) e distribuição irregular de profissionais fonoaudiólogos, o que acentua a heterogeneidade da qualidade e disponibilidade dos serviços oferecidos (SPINARDI et al., 2009). Com o avanço da tecnologia de extensa aplicabilidade, a telerreabilitação pode suprir ou minimizar as dificuldades em crianças com Transtorno do Processamento Auditivo Central (TPAC). Neste estudo, abordaremos a telerreabilitação implementada a partir de uma aplicação WEB, para treinamento auditivo síncrono, e as evidências científicas do treinamento auditivocognitivo integrado, que asseguram as bases da telerreabilitação proposta pelo sistema. O conteúdo da plataforma mencionada baseiase na literatura acumulada de neurociência auditiva e cognitiva a qual apoia a programação abrangente, incorporando abordagens de baixo para cima ou “bottom up” (treinamento auditivo) e de cima para baixo ou “top down” (estratégias cognitivas, metacognitivas e de linguagem) (CHERMAK, 2002; CHERMAK & MUSIEK, 2007). A amostra foi composta de 23 crianças entre 7 e 9 anos de idade, com histórico de dificuldades escolares, 13 do Grupo I - telerreabilitação e 10 do Grupo II - treinamento auditivo acusticamente controlado em cabine, em 10 sessões de meia hora. Os testes utilizados foram Pediatric Speech Intelligibility (PSI) na condição MCI S/R -15, e Dicótico de Dígitos, nas habilidades de integração e separação binaural. Os resultados evidenciam efetividade do treinamento auditivo cognitivo através da telerreabilitação e mesma eficiência do treinamento auditivo realizado em cabine acústica, de maneira presencial. |
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