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Desenvolvimento de um produto antimicrobiano com mel português e bacteriófagos

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Detalhes bibliográficos
Resumo:O surgimento de bactérias multirresistentes, que tem origem na utilização negligente dos antibióticos, juntamente com a inexistência de novas moléculas com efeito antimicrobiano, representam uma séria ameaça à Medicina. Com base nesta realidade, o desenvolvimento de novas abordagens é essencial, sendo explorado neste trabalho o potencial da combinação de duas soluções com efeito antimicrobiano reconhecido: o mel e os bacteriófagos (fagos). Os fagos são predadores exclusivos de bactérias, que através do seu reconhecimento específico as infetam e destroem. A sua multiplicação é exponencial, permitindo que permaneçam no local da infeção enquanto existirem bactérias sensíveis. Por outro lado, o mel, um produto natural descrito e utilizado desde tempos ancestrais como promotor da regeneração e cicatrização de feridas, diminuindo a inflamação, possui também a capacidade de degradar biofilmes. Até ao momento não foram reportados microrganismos que lhe tenham adquirido resistência. Ambas as soluções podem ser usadas para tratar feridas crónicas, colonizadas por diversas bactérias patogénicas que para além de poderem ser resistentes aos antibióticos, se encontram, protegidas em biofilmes. Com este trabalho pretende-se conjugar os efeitos de ambas as alternativas apresentadas, através da utilização simultânea de fagos e de mel português, de forma a alcançar uma solução eficaz para combater biofilmes de 24 horas de Escherichia coli e Pseudomonas aeruginosa, bactérias presentes em feridas crónicas. Até o momento não há nenhum outro estudo sobre esta terapia combinada. Os resultados que se obtiveram demonstraram um efeito sinérgico e promissor quando se usou a combinação do fago EC3A com 25% de mel JPC2, no tratamento de Escherichia coli, contrariamente ao observado para Pseudomonas aeruginosa, em que não se observou nenhuma melhoria na combinação dos antimicrobianos. Contudo, novos fagos e outros méis deverão ser testados, com o intuito de obter melhores desempenhos antimicrobianos em biofilmes.
Autores principais:Ribeiro, Henrique Gonçalves
Assunto:Engenharia e Tecnologia::Outras Engenharias e Tecnologias
Ano:2016
País:Portugal
Tipo de documento:dissertação de mestrado
Tipo de acesso:acesso aberto
Instituição associada:Universidade do Minho
Idioma:português
Origem:RepositóriUM - Universidade do Minho
Descrição
Resumo:O surgimento de bactérias multirresistentes, que tem origem na utilização negligente dos antibióticos, juntamente com a inexistência de novas moléculas com efeito antimicrobiano, representam uma séria ameaça à Medicina. Com base nesta realidade, o desenvolvimento de novas abordagens é essencial, sendo explorado neste trabalho o potencial da combinação de duas soluções com efeito antimicrobiano reconhecido: o mel e os bacteriófagos (fagos). Os fagos são predadores exclusivos de bactérias, que através do seu reconhecimento específico as infetam e destroem. A sua multiplicação é exponencial, permitindo que permaneçam no local da infeção enquanto existirem bactérias sensíveis. Por outro lado, o mel, um produto natural descrito e utilizado desde tempos ancestrais como promotor da regeneração e cicatrização de feridas, diminuindo a inflamação, possui também a capacidade de degradar biofilmes. Até ao momento não foram reportados microrganismos que lhe tenham adquirido resistência. Ambas as soluções podem ser usadas para tratar feridas crónicas, colonizadas por diversas bactérias patogénicas que para além de poderem ser resistentes aos antibióticos, se encontram, protegidas em biofilmes. Com este trabalho pretende-se conjugar os efeitos de ambas as alternativas apresentadas, através da utilização simultânea de fagos e de mel português, de forma a alcançar uma solução eficaz para combater biofilmes de 24 horas de Escherichia coli e Pseudomonas aeruginosa, bactérias presentes em feridas crónicas. Até o momento não há nenhum outro estudo sobre esta terapia combinada. Os resultados que se obtiveram demonstraram um efeito sinérgico e promissor quando se usou a combinação do fago EC3A com 25% de mel JPC2, no tratamento de Escherichia coli, contrariamente ao observado para Pseudomonas aeruginosa, em que não se observou nenhuma melhoria na combinação dos antimicrobianos. Contudo, novos fagos e outros méis deverão ser testados, com o intuito de obter melhores desempenhos antimicrobianos em biofilmes.