Publicação
A cidade emergente: reivindicação do DNA da N101
| Resumo: | A dispersão urbana é considerada, actualmente, um dos grandes problemas na organização e no planeamento do território português, sobretudo na faixa litoral portuguesa. Por sua vez, as Estradas Nacionais tem desempenhado um papel fundamental enquanto catalisador de algumas das morfologias da dispersão urbana. Assim, contribuindo para a criação de territórios difíceis de interpretar aos olhos do vocabulário estruturado pelo urbanismo contemporâneo. Estas morfologias urbanas acabam por ser definidas apenas pela sua ausência de qualidades, restringindo a sua classificação à expressão 'não é'. Nem cidade, nem indústria, nem campo e, no entanto, são territórios que parecem integrar um pouco de tudo. A procura de uma denominação, leva-nos então à designação de 'não-coisa'. Mas esta solução comunicativa é apenas a afirmação da ausência de uma definição e da postura negativa perante as paisagens dispersas. Consequentemente, para conseguir delinear uma definição concreta é necessário perceber os processos inerente à formação deste sistema urbano. Um deles é o processo de transgenese entre cidade e campo, no qual estas duas formas de habitar colidem num fenómeno de mutação das suas características, construindo uma paisagem híbrida. Apesar de não corresponder à cidade tradicional a que estamos habituados, a dita 'não-coisa' pode definirse enquanto uma Cidade Emergente: uma cidade em processo de construção. Como diz Siza Vieira, "o melhor arquitecto é o tempo" e a cidade, segundo Kevin Lynch, é precisamente uma construção no tempo. A sua morfologia não pode ainda ser definida, pois o resultados das combinações das partes entre cidade e campo é extenso. A postura a ser adotada deve ser a de uma investigação paciente e desligada do medo da incerteza e passar a investir no desenho e representação destas realidades. Neste ponto a análise da N101 dá-nos a possibilidade de desenhar alguns dos seus genes e, assim, dar início à tarefa difícil da recolha de um fragmento do DNA da Cidade Emergente. |
|---|---|
| Autores principais: | Teixeira, Carolina Alexandra Anjos |
| Ano: | 2014 |
| País: | Portugal |
| Tipo de documento: | dissertação de mestrado |
| Tipo de acesso: | acesso aberto |
| Instituição associada: | Universidade do Minho |
| Idioma: | português |
| Origem: | RepositóriUM - Universidade do Minho |
| Resumo: | A dispersão urbana é considerada, actualmente, um dos grandes problemas na organização e no planeamento do território português, sobretudo na faixa litoral portuguesa. Por sua vez, as Estradas Nacionais tem desempenhado um papel fundamental enquanto catalisador de algumas das morfologias da dispersão urbana. Assim, contribuindo para a criação de territórios difíceis de interpretar aos olhos do vocabulário estruturado pelo urbanismo contemporâneo. Estas morfologias urbanas acabam por ser definidas apenas pela sua ausência de qualidades, restringindo a sua classificação à expressão 'não é'. Nem cidade, nem indústria, nem campo e, no entanto, são territórios que parecem integrar um pouco de tudo. A procura de uma denominação, leva-nos então à designação de 'não-coisa'. Mas esta solução comunicativa é apenas a afirmação da ausência de uma definição e da postura negativa perante as paisagens dispersas. Consequentemente, para conseguir delinear uma definição concreta é necessário perceber os processos inerente à formação deste sistema urbano. Um deles é o processo de transgenese entre cidade e campo, no qual estas duas formas de habitar colidem num fenómeno de mutação das suas características, construindo uma paisagem híbrida. Apesar de não corresponder à cidade tradicional a que estamos habituados, a dita 'não-coisa' pode definirse enquanto uma Cidade Emergente: uma cidade em processo de construção. Como diz Siza Vieira, "o melhor arquitecto é o tempo" e a cidade, segundo Kevin Lynch, é precisamente uma construção no tempo. A sua morfologia não pode ainda ser definida, pois o resultados das combinações das partes entre cidade e campo é extenso. A postura a ser adotada deve ser a de uma investigação paciente e desligada do medo da incerteza e passar a investir no desenho e representação destas realidades. Neste ponto a análise da N101 dá-nos a possibilidade de desenhar alguns dos seus genes e, assim, dar início à tarefa difícil da recolha de um fragmento do DNA da Cidade Emergente. |
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