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Cancelamento de cirurgias eletivas num hospital público português – da quantificação ao impacto na gestão do bloco operatório

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Detalhes bibliográficos
Resumo:O cancelamento de cirurgias eletivas constitui um constrangimento à alocação eficiente dos recursos ao dispor das Instituições Hospitalares, conduzindo a um desperdício, em casos de impossibilidade de reposição imediata, de um horário de funcionamento do Bloco Operatório (BO). O impacto final desta situação são maiores custos operacionais e financeiros para a Instituição Hospitalar, com danos reputacionais imputados. Desta forma, realizou-se um estudo retrospetivo numa Instituição Pública Portuguesa para quantificar o cancelamento cirúrgico ocorrido no dia da cirurgia e avaliar a imputabilidade da Instituição nos motivos registados, utilizando dados de 2022 e 2023, referentes ao número de cancelamentos ocorridos e o tipo de motivos reportados. O impacto da problemática dos cancelamentos cirúrgicos no serviço cirúrgico da Instituição foi estudado através da análise de Key Performance Indicators(KPI), nomeadamente, o estudo dos tempos cirúrgicos, acessibilidade a uma cirurgia e a taxa de ocupação do BO. Em 2022 e 2023, as taxas de cancelamento cirúrgico no próprio dia na Instituição foram, respetivamente, de 1,33 % e 1,21 %, abaixo do descrito na bibliografia. As especialidades com maior proporção de casos de cancelamentos no próprio dia, dentro dos agendamentos cancelados, foram Otorrinolaringologia e Cirurgia Geral para as duas modalidades ambulatória e não ambulatória, e Cirurgia Plástica, Ortopedia e Obstetrícia. Os principais motivos de cancelamento foram, na modalidade Ambulatória, a “Alteração do estado de saúde” (39,3 % em 2022 e 42,2 % em 2023) e a “Preparação pré-operatória inadequada ou inexistente” (36,8 % em 2022 e 31,7 % em 2023), enquanto que, na modalidade não Ambulatória, foram a “Falta de tempo operatório” (37,2 % em 2022 e 17,2 % em 2023), “Preparação pré-operatória inadequada ou inexistente” (21,3 % em 2022 e 26,4 % em 2023) e “Alteração do estado de saúde” (18,1 % em 2022 e 26,4 % em 2023). Quanto à imputabilidade e à capacidade de evitar os cancelamentos, o número reduzido de cenários nos motivos reportados condicionou a análise plena do problema, porém, a análise dos dados permitiu concluir que a maioria dos cancelamentos no próprio dia não parece ser da responsabilidade da Instituição e passíveis de terem sido antecipados. Quanto ao impacto dos cancelamentos cirúrgicos no próprio dia na gestão do BO através dos KPI, a magnitude reduzida da problemática conduziu a que não permitiu concluir nem estabelecer, de forma inequívoca, um pacto negativo da problemática estudada na gestão do BO da Instituição.
Autores principais:Ferreira, Pedro Domingos Rodrigues de Carvalho
Assunto:Taxas de cancelamento cirúrgico Cancelamento no próprio dia Estudo retrospetivo Imputabilidade no cancelamento cirúrgico Gestão do bloco operatório Surgical cancellation rates DOS cancellation Retrospective study Responsability in surgical cancellation Operating room management Engenharia e Tecnologia::Outras Engenharias e Tecnologias
Ano:2024
País:Portugal
Tipo de documento:dissertação de mestrado
Tipo de acesso:acesso aberto
Instituição associada:Universidade do Minho
Idioma:português
Origem:RepositóriUM - Universidade do Minho
Descrição
Resumo:O cancelamento de cirurgias eletivas constitui um constrangimento à alocação eficiente dos recursos ao dispor das Instituições Hospitalares, conduzindo a um desperdício, em casos de impossibilidade de reposição imediata, de um horário de funcionamento do Bloco Operatório (BO). O impacto final desta situação são maiores custos operacionais e financeiros para a Instituição Hospitalar, com danos reputacionais imputados. Desta forma, realizou-se um estudo retrospetivo numa Instituição Pública Portuguesa para quantificar o cancelamento cirúrgico ocorrido no dia da cirurgia e avaliar a imputabilidade da Instituição nos motivos registados, utilizando dados de 2022 e 2023, referentes ao número de cancelamentos ocorridos e o tipo de motivos reportados. O impacto da problemática dos cancelamentos cirúrgicos no serviço cirúrgico da Instituição foi estudado através da análise de Key Performance Indicators(KPI), nomeadamente, o estudo dos tempos cirúrgicos, acessibilidade a uma cirurgia e a taxa de ocupação do BO. Em 2022 e 2023, as taxas de cancelamento cirúrgico no próprio dia na Instituição foram, respetivamente, de 1,33 % e 1,21 %, abaixo do descrito na bibliografia. As especialidades com maior proporção de casos de cancelamentos no próprio dia, dentro dos agendamentos cancelados, foram Otorrinolaringologia e Cirurgia Geral para as duas modalidades ambulatória e não ambulatória, e Cirurgia Plástica, Ortopedia e Obstetrícia. Os principais motivos de cancelamento foram, na modalidade Ambulatória, a “Alteração do estado de saúde” (39,3 % em 2022 e 42,2 % em 2023) e a “Preparação pré-operatória inadequada ou inexistente” (36,8 % em 2022 e 31,7 % em 2023), enquanto que, na modalidade não Ambulatória, foram a “Falta de tempo operatório” (37,2 % em 2022 e 17,2 % em 2023), “Preparação pré-operatória inadequada ou inexistente” (21,3 % em 2022 e 26,4 % em 2023) e “Alteração do estado de saúde” (18,1 % em 2022 e 26,4 % em 2023). Quanto à imputabilidade e à capacidade de evitar os cancelamentos, o número reduzido de cenários nos motivos reportados condicionou a análise plena do problema, porém, a análise dos dados permitiu concluir que a maioria dos cancelamentos no próprio dia não parece ser da responsabilidade da Instituição e passíveis de terem sido antecipados. Quanto ao impacto dos cancelamentos cirúrgicos no próprio dia na gestão do BO através dos KPI, a magnitude reduzida da problemática conduziu a que não permitiu concluir nem estabelecer, de forma inequívoca, um pacto negativo da problemática estudada na gestão do BO da Instituição.