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Alterações na biometria e na refração durante o ano letivo II

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Resumo:Objetivos: Avaliar as alterações ocorridas no erro refrativo central e periférico, no comprimento axial (CA), raio de curvatura (RC), e na foria de visão de perto, em 4 avaliações (onde as duas primeiras foram feitas pela colega que iniciou o estudo e as últimas duas por mim), em crianças que frequentam o ensino básico. É um estudo de corte, observacional e longitudinal prospetivo. Participantes: Um total de 48 participantes dos 10 aos 13 anos de idade, que frequentam a Escola Básica 2/3 de Caldas das Taipas, Guimarães. Métodos: Foi avaliado o olho esquerdo, através das medidas do erro refrativo central e periférico (temporal e superior), sem cicloplégico, obtidas através do Plusoptix (PlusOptix GmbH, Nuremberg, Germany), comprimento axial (CA) e raio de curvatura corneal central (RC) obtidos através do IOL Master (Carl Zeiss, Alemanha), e a foria em visão de perto através da Asa de Maddox. Foram considerados no estudo os componentes vetoriais M, J0 e J45. Resultados: A emetropia foi o erro refrativo com maior prevalência ao longo das avaliações (56% e 60% na 1º e 4º avaliação, respetivamente). Relativamente ao valor de M central da amostra verificou-se que este manteve-se praticamente estável ao longo das avaliações. Para o erro refrativo periférico horizontal verificou-se que as variações médias ocorridas no decorrer das 4 avaliações revelaram uma tendência miópica. Quanto ao erro refrativo periférico horizontal, as variações encontradas para a componente M não foram estatisticamente significativas, sendo que os valores médios encontrados foram mais miópicos comparativamente aos da refração central e periférica horizontal. Relativamente ao comprimento axial, houve uma tendência deste se manter praticamente estável ao longo das avaliações. Conclusão: Conclui-se então que existe uma tendência para a miopia no sexo feminino ao longo das avaliações, o que não acontece no sexo masculino. Existe também uma tendência para o astigmatismo à regra. As alterações na refração periférica estão associadas ao desenvolvimento da ametropia no centro da retina.
Autores principais:Borges, Bárbara da Silva
Assunto:Ciências Naturais::Ciências Físicas
Ano:2015
País:Portugal
Tipo de documento:dissertação de mestrado
Tipo de acesso:acesso restrito
Instituição associada:Universidade do Minho
Idioma:português
Origem:RepositóriUM - Universidade do Minho
Descrição
Resumo:Objetivos: Avaliar as alterações ocorridas no erro refrativo central e periférico, no comprimento axial (CA), raio de curvatura (RC), e na foria de visão de perto, em 4 avaliações (onde as duas primeiras foram feitas pela colega que iniciou o estudo e as últimas duas por mim), em crianças que frequentam o ensino básico. É um estudo de corte, observacional e longitudinal prospetivo. Participantes: Um total de 48 participantes dos 10 aos 13 anos de idade, que frequentam a Escola Básica 2/3 de Caldas das Taipas, Guimarães. Métodos: Foi avaliado o olho esquerdo, através das medidas do erro refrativo central e periférico (temporal e superior), sem cicloplégico, obtidas através do Plusoptix (PlusOptix GmbH, Nuremberg, Germany), comprimento axial (CA) e raio de curvatura corneal central (RC) obtidos através do IOL Master (Carl Zeiss, Alemanha), e a foria em visão de perto através da Asa de Maddox. Foram considerados no estudo os componentes vetoriais M, J0 e J45. Resultados: A emetropia foi o erro refrativo com maior prevalência ao longo das avaliações (56% e 60% na 1º e 4º avaliação, respetivamente). Relativamente ao valor de M central da amostra verificou-se que este manteve-se praticamente estável ao longo das avaliações. Para o erro refrativo periférico horizontal verificou-se que as variações médias ocorridas no decorrer das 4 avaliações revelaram uma tendência miópica. Quanto ao erro refrativo periférico horizontal, as variações encontradas para a componente M não foram estatisticamente significativas, sendo que os valores médios encontrados foram mais miópicos comparativamente aos da refração central e periférica horizontal. Relativamente ao comprimento axial, houve uma tendência deste se manter praticamente estável ao longo das avaliações. Conclusão: Conclui-se então que existe uma tendência para a miopia no sexo feminino ao longo das avaliações, o que não acontece no sexo masculino. Existe também uma tendência para o astigmatismo à regra. As alterações na refração periférica estão associadas ao desenvolvimento da ametropia no centro da retina.