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Associativismo cidadão e espaço público democrático

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Resumo:Este texto discute a cidadania como uma construção social e histórica, destacando as conquistas de direitos civis, políticos e sociais desde o século XVIII, impulsionadas por lutas sociais e revoluções. A cidadania, entendida como um processo dinâmico, envolve não apenas a defesa de direitos, mas também a promoção de uma relação equilibrada entre liberdade individual e igualdade coletiva. Autores como Taylor e Habermas enfatizam a importância do reconhecimento da dignidade e da relação entre Estado de direito e democracia, alertando para as tensões entre esses dois elementos. O texto introduz o conceito de associativismo cidadão, que critica a visão tradicional e a política do associativismo, defendendo um modelo crítico e transformador. Este associativismo deve ir além do civismo e atuar como agente de resistência às desigualdades sociais, promovendo uma cidadania ativa e emancipada. A crítica é direcionada à transformação de muitas associações em meras prestadoras de serviços assistenciais, afastando-as da democracia participativa e da transformação social. O artigo aborda igualmente a necessidade de garantir a sustentabilidade material das associações e a autonomia frente às pressões externas, destacando sua relevância na promoção da coesão social e da dignidade humana.
Autores principais:Ferreira, Fernando Ilídio
Assunto:Cidadania Associativismo cidadão Direitos Humanos Democracia participativa Desigualdade social Transformação social Ciências Sociais::Ciências da Educação Reduzir as desigualdades
Ano:2010
País:Portugal
Tipo de documento:outro
Tipo de acesso:acesso aberto
Instituição associada:Universidade do Minho
Idioma:português
Origem:RepositóriUM - Universidade do Minho
Descrição
Resumo:Este texto discute a cidadania como uma construção social e histórica, destacando as conquistas de direitos civis, políticos e sociais desde o século XVIII, impulsionadas por lutas sociais e revoluções. A cidadania, entendida como um processo dinâmico, envolve não apenas a defesa de direitos, mas também a promoção de uma relação equilibrada entre liberdade individual e igualdade coletiva. Autores como Taylor e Habermas enfatizam a importância do reconhecimento da dignidade e da relação entre Estado de direito e democracia, alertando para as tensões entre esses dois elementos. O texto introduz o conceito de associativismo cidadão, que critica a visão tradicional e a política do associativismo, defendendo um modelo crítico e transformador. Este associativismo deve ir além do civismo e atuar como agente de resistência às desigualdades sociais, promovendo uma cidadania ativa e emancipada. A crítica é direcionada à transformação de muitas associações em meras prestadoras de serviços assistenciais, afastando-as da democracia participativa e da transformação social. O artigo aborda igualmente a necessidade de garantir a sustentabilidade material das associações e a autonomia frente às pressões externas, destacando sua relevância na promoção da coesão social e da dignidade humana.