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Produção de espumas para calçado ortopédico

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Detalhes bibliográficos
Resumo:O aumento do nível de exigência por parte dos consumidores no setor mais específico do calçado ortopédico tem promovido a realização de desenvolvimentos nos produtos enquadráveis neste setor, dirigidos a pessoas portadoras de patologias particulares. Desses produtos destacam-se as palmilhas que devem ser fabricadas para cumprir requisitos específicos. No entanto, atualmente o método de fabrico destas traz desvantagens impossibilitando a produção em massa e, em paralelo, os materiais utilizados não permitem atingir o máximo desempenho exigido. Sabe-se, também, que existe um número razoável de patologias associadas ao pé o que implica a produção de palmilhas especializadas. Nesta dissertação, com o objetivo de tentar contornar alguns destes problemas produziram-se espumas para aplicar em calçado ortopédico. Essas resultaram da mistura de duas resinas base, EVA/HDPE, através de moldação por compressão. Numa primeira fase produziu-se e caracterizou-se uma quantidade razoável de formulações previamente selecionadas. Numa segunda fase selecionou-se a melhor formulação encontrada na etapa anterior e ajustaram-se os parâmetros do processo de fabrico com o objetivo de melhorar as propriedades das espumas para a aplicação em causa, e em simultâneo foi projetado, maquinado e testado um novo molde visando melhorias na etapa de processamento de espumas. Por fim, apresentou-se uma proposta de industrialização do processo de fabrico de palmilhas que faz face às limitações associadas ao método empregue atualmente. Dos ensaios realizados para os estudos preliminares verificou-se que as formulações produzidas apresentavam características que ficavam aquém das da espuma usada como referência, Poron, sendo a mais problemática a permeabilidade ao vapor de água. Relativamente à segunda fase de estudo implementaram-se alterações no processamento das espumas e foi efetuada a perfuração das mesmas. Os resultados obtidos foram, no geral, positivos concluindose assim, que a introdução da perfuração das espumas foi uma etapa fundamental para o sucesso do estudo. Por fim, foi apresentada uma proposta de industrialização do processo de fabrico de palmilhas para calçado ortopédico. Nesta foi proposta a sequência de operações a seguir na produção de palmilhas, com base na tecnologia disponível atualmente, o que desejavelmente permitirá reduzir o tempo e materiais empregues no processo.
Autores principais:Salgado, Tânia Patrícia Fernandes
Assunto:Calçado ortopédico Palmilhas Espumas Orthopedic shoes Insoles Foams Engenharia e Tecnologia::Engenharia dos Materiais
Ano:2013
País:Portugal
Tipo de documento:dissertação de mestrado
Tipo de acesso:acesso aberto
Instituição associada:Universidade do Minho
Idioma:português
Origem:RepositóriUM - Universidade do Minho
Descrição
Resumo:O aumento do nível de exigência por parte dos consumidores no setor mais específico do calçado ortopédico tem promovido a realização de desenvolvimentos nos produtos enquadráveis neste setor, dirigidos a pessoas portadoras de patologias particulares. Desses produtos destacam-se as palmilhas que devem ser fabricadas para cumprir requisitos específicos. No entanto, atualmente o método de fabrico destas traz desvantagens impossibilitando a produção em massa e, em paralelo, os materiais utilizados não permitem atingir o máximo desempenho exigido. Sabe-se, também, que existe um número razoável de patologias associadas ao pé o que implica a produção de palmilhas especializadas. Nesta dissertação, com o objetivo de tentar contornar alguns destes problemas produziram-se espumas para aplicar em calçado ortopédico. Essas resultaram da mistura de duas resinas base, EVA/HDPE, através de moldação por compressão. Numa primeira fase produziu-se e caracterizou-se uma quantidade razoável de formulações previamente selecionadas. Numa segunda fase selecionou-se a melhor formulação encontrada na etapa anterior e ajustaram-se os parâmetros do processo de fabrico com o objetivo de melhorar as propriedades das espumas para a aplicação em causa, e em simultâneo foi projetado, maquinado e testado um novo molde visando melhorias na etapa de processamento de espumas. Por fim, apresentou-se uma proposta de industrialização do processo de fabrico de palmilhas que faz face às limitações associadas ao método empregue atualmente. Dos ensaios realizados para os estudos preliminares verificou-se que as formulações produzidas apresentavam características que ficavam aquém das da espuma usada como referência, Poron, sendo a mais problemática a permeabilidade ao vapor de água. Relativamente à segunda fase de estudo implementaram-se alterações no processamento das espumas e foi efetuada a perfuração das mesmas. Os resultados obtidos foram, no geral, positivos concluindose assim, que a introdução da perfuração das espumas foi uma etapa fundamental para o sucesso do estudo. Por fim, foi apresentada uma proposta de industrialização do processo de fabrico de palmilhas para calçado ortopédico. Nesta foi proposta a sequência de operações a seguir na produção de palmilhas, com base na tecnologia disponível atualmente, o que desejavelmente permitirá reduzir o tempo e materiais empregues no processo.