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Experiências de vida positivas em jovens com história de maltrato: resiliência e estabilidade dos relatos

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Detalhes bibliográficos
Resumo:O presente estudo teve como principais objetivos examinar as experiências de vida positivas associadas a trajetórias desenvolvimentais resilientes em jovens sinalizados por maltrato na infância, e a avaliação da fidelidade temporal dos autorrelatos de experiências positivas. Estes objetivos foram desenvolvidos atendendo à pouca exploração de experiências positivas na infância junto de vítimas de maus-tratos, bem como à reduzida literatura que se foca na avaliação da estabilidade temporal dos autorrelatos retrospetivos de experiências positivas. O estudo incluiu 136 jovens que foram sinalizados na infância como vítimas de maltrato e um grupo de comparação de 91 jovens não sinalizado por maltrato. Os resultados indicam que o grupo de comparação relata mais experiências positivas do que o grupo maltratado. Cerca de 14% do grupo sinalizado foi considerado resiliente. Cinco experiências positivas relacionadas com o ambiente familiar foram associadas com o resultado da resiliência. A consistência dos relatos das experiências positivas teve ICCs entre .39 e .76. Estes resultados têm implicações na compreensão da resiliência e sugerem que os relatos retrospetivos de experiências positivas podem ser considerados uma medida fiável.
Autores principais:Monteiro, Débora Manuela Teixeira
Assunto:Maus-tratos na infância Experiências positivas Resiliência Autorrelatos retrospetivos Fidelidade Childhood maltreatment Positive experiences Resilience Retrospective self-reports Reliability Ciências Sociais::Psicologia
Ano:2014
País:Portugal
Tipo de documento:dissertação de mestrado
Tipo de acesso:acesso aberto
Instituição associada:Universidade do Minho
Idioma:português
Origem:RepositóriUM - Universidade do Minho
Descrição
Resumo:O presente estudo teve como principais objetivos examinar as experiências de vida positivas associadas a trajetórias desenvolvimentais resilientes em jovens sinalizados por maltrato na infância, e a avaliação da fidelidade temporal dos autorrelatos de experiências positivas. Estes objetivos foram desenvolvidos atendendo à pouca exploração de experiências positivas na infância junto de vítimas de maus-tratos, bem como à reduzida literatura que se foca na avaliação da estabilidade temporal dos autorrelatos retrospetivos de experiências positivas. O estudo incluiu 136 jovens que foram sinalizados na infância como vítimas de maltrato e um grupo de comparação de 91 jovens não sinalizado por maltrato. Os resultados indicam que o grupo de comparação relata mais experiências positivas do que o grupo maltratado. Cerca de 14% do grupo sinalizado foi considerado resiliente. Cinco experiências positivas relacionadas com o ambiente familiar foram associadas com o resultado da resiliência. A consistência dos relatos das experiências positivas teve ICCs entre .39 e .76. Estes resultados têm implicações na compreensão da resiliência e sugerem que os relatos retrospetivos de experiências positivas podem ser considerados uma medida fiável.