Publicação
A inteligência emocional como fator protetor do burnout nas funções de liderança
| Resumo: | O presente estudo explora a relação entre a Inteligência Emocional (IE) e a Síndrome de Burnout em pessoas com funções de liderança, tendo como principal objetivo perceber a importância na resistência desses indivíduos a este estado de exaustão profissional. A metodologia adotada assenta numa abordagem quantitativa, recorrendo à aplicação de um questionário direcionado a pessoas em funções de liderança numa empresa de retalho Y. Nesta investigação participaram 122 pessoas, 52 do sexo feminino (42,6%) e 70 do sexo masculino (57,4%), com idades compreendidas entre 18 e os 54 anos. Para medir as diferentes variáveis, foram utilizados um questionário sociodemográfico, a Escala de Inteligência Emocional Percebida (EIEP-S) e o Maslach Burnout Inventory (MBI). Os resultados obtidos revelam que as pessoas com funções de liderança da empresa Y apresentam uma Inteligência Emocional consideravelmente boa e, consequentemente, sentem-se mais realizados pessoalmente. Também foi possível aferir que a exaustão emocional e a despersonalização não estão diretamente relacionadas ao nível de Inteligência Emocional dessas pessoas. As limitações identificadas prendem-se com a amostra ser limitada a um único contexto organizacional e a um único espaço temporal, pelo que não foi possível analisar se as variáveis evoluem ou não, ao longo do tempo. Também as escalas EIEP-S e MBI, sendo autorrelatos, podem ser condicionantes no estudo realizado. Além de contribuir empiricamente para uma área relevante e atual, esta dissertação procurará refletir sobre as práticas organizacionais capazes de prover o bem-estar no trabalho, a saúde psicológica dos líderes e, consequentemente, dos colaboradores. |
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| Autores principais: | Monteiro, Débora Gonçalves |
| Assunto: | Inteligência Emocional Síndrome de Burnout Liderança Emoções Emotional Intelligence Burnout Syndrome Leadership Emotions Ciências Sociais::Economia e Gestão |
| Ano: | 2025 |
| País: | Portugal |
| Tipo de documento: | dissertação de mestrado |
| Tipo de acesso: | acesso aberto |
| Instituição associada: | Universidade do Minho |
| Idioma: | português |
| Origem: | RepositóriUM - Universidade do Minho |
| Resumo: | O presente estudo explora a relação entre a Inteligência Emocional (IE) e a Síndrome de Burnout em pessoas com funções de liderança, tendo como principal objetivo perceber a importância na resistência desses indivíduos a este estado de exaustão profissional. A metodologia adotada assenta numa abordagem quantitativa, recorrendo à aplicação de um questionário direcionado a pessoas em funções de liderança numa empresa de retalho Y. Nesta investigação participaram 122 pessoas, 52 do sexo feminino (42,6%) e 70 do sexo masculino (57,4%), com idades compreendidas entre 18 e os 54 anos. Para medir as diferentes variáveis, foram utilizados um questionário sociodemográfico, a Escala de Inteligência Emocional Percebida (EIEP-S) e o Maslach Burnout Inventory (MBI). Os resultados obtidos revelam que as pessoas com funções de liderança da empresa Y apresentam uma Inteligência Emocional consideravelmente boa e, consequentemente, sentem-se mais realizados pessoalmente. Também foi possível aferir que a exaustão emocional e a despersonalização não estão diretamente relacionadas ao nível de Inteligência Emocional dessas pessoas. As limitações identificadas prendem-se com a amostra ser limitada a um único contexto organizacional e a um único espaço temporal, pelo que não foi possível analisar se as variáveis evoluem ou não, ao longo do tempo. Também as escalas EIEP-S e MBI, sendo autorrelatos, podem ser condicionantes no estudo realizado. Além de contribuir empiricamente para uma área relevante e atual, esta dissertação procurará refletir sobre as práticas organizacionais capazes de prover o bem-estar no trabalho, a saúde psicológica dos líderes e, consequentemente, dos colaboradores. |
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