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Sistema de monitorização de vibrações baseado numa arquitetura REST para IoT

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Detalhes bibliográficos
Resumo:A Internet das Coisas é um fenómeno que, embora não seja recente, tem sentido um enorme crescimento nos últimos anos. Atualmente existem cerca de 10 biliões de dispositivos ligados à Internet com a expectativa de se alcançar entre 20 a 50 biliões de dispositivos ligados dentro dos próximos cinco anos. Através da introdução de serviços inovadores concebidos para diversas áreas, tais como a indústria, os cuidados de saúde, a domótica, os transportes, a agricultura, o retalho, a segurança, entre muitas outras áreas do nosso quotidiano, a Internet das Coisas promete melhorar as nossas vidas, pois com as capacidades de monitorização, processamento e comunicação dos dispositivos IoT é possível tornar as “coisas” do nosso dia-a-dia parte de algo maior. A monitorização, sendo uma parte integrante das soluções baseadas em IoT, pode ser utilizada para medir vários parâmetros. Alguns dos mais comuns são a temperatura, humidade, pressão, som e a vibração. Embora a vibração possa ser vista de diferentes formas, na prática geotécnica a vibração corresponde a uma resposta elástica do terreno (solos e/ou rochas) aquando da passagem de uma onda de tensão, tendo como origem um evento de génese natural (como por exemplo sismos ou o deslizamento súbito de massas rochosas ao longo de falhas geológicas) ou artificial (explosões, cravação de estacas, trabalhos de construção, utilização de equipamentos diversos, linhas ferroviárias, tráfego rodoviário, entre outros). Esta vibração pode ser monitorizada recorrendo a diferentes tipos de sensores, pelo que a proposta apresentada opta por recorrer aos acelerómetros MEMS, tirando partido do facto de estes serem extremamente pequenos, baratos e com uma baixa necessidade de consumo de energia. A proposta está dividida em três componentes principais: o Coletor, o Servidor e o Monitor. O Coletor é o componente físico da proposta e tem como responsabilidade registar os eventos de natureza vibratória ao longo do tempo. O Servidor é o componente central e é responsável por armazenar o histórico de toda a informação recolhida pelo Coletor. Por fim, o Monitor é o componente que é responsável por fornecer uma interface capaz de aceder à informação recolhida pelo Coletor e gravada pelo Servidor. Com o trabalho desenvolvido foram executados alguns testes de forma a avaliar o funcionamento dos diferentes componentes da proposta, em especial o desempenho do Coletor
Autores principais:Lima, João Francisco Miranda de Peixoto
Assunto:Engenharia e Tecnologia::Engenharia Eletrotécnica, Eletrónica e Informática
Ano:2016
País:Portugal
Tipo de documento:dissertação de mestrado
Tipo de acesso:acesso aberto
Instituição associada:Universidade do Minho
Idioma:português
Origem:RepositóriUM - Universidade do Minho
Descrição
Resumo:A Internet das Coisas é um fenómeno que, embora não seja recente, tem sentido um enorme crescimento nos últimos anos. Atualmente existem cerca de 10 biliões de dispositivos ligados à Internet com a expectativa de se alcançar entre 20 a 50 biliões de dispositivos ligados dentro dos próximos cinco anos. Através da introdução de serviços inovadores concebidos para diversas áreas, tais como a indústria, os cuidados de saúde, a domótica, os transportes, a agricultura, o retalho, a segurança, entre muitas outras áreas do nosso quotidiano, a Internet das Coisas promete melhorar as nossas vidas, pois com as capacidades de monitorização, processamento e comunicação dos dispositivos IoT é possível tornar as “coisas” do nosso dia-a-dia parte de algo maior. A monitorização, sendo uma parte integrante das soluções baseadas em IoT, pode ser utilizada para medir vários parâmetros. Alguns dos mais comuns são a temperatura, humidade, pressão, som e a vibração. Embora a vibração possa ser vista de diferentes formas, na prática geotécnica a vibração corresponde a uma resposta elástica do terreno (solos e/ou rochas) aquando da passagem de uma onda de tensão, tendo como origem um evento de génese natural (como por exemplo sismos ou o deslizamento súbito de massas rochosas ao longo de falhas geológicas) ou artificial (explosões, cravação de estacas, trabalhos de construção, utilização de equipamentos diversos, linhas ferroviárias, tráfego rodoviário, entre outros). Esta vibração pode ser monitorizada recorrendo a diferentes tipos de sensores, pelo que a proposta apresentada opta por recorrer aos acelerómetros MEMS, tirando partido do facto de estes serem extremamente pequenos, baratos e com uma baixa necessidade de consumo de energia. A proposta está dividida em três componentes principais: o Coletor, o Servidor e o Monitor. O Coletor é o componente físico da proposta e tem como responsabilidade registar os eventos de natureza vibratória ao longo do tempo. O Servidor é o componente central e é responsável por armazenar o histórico de toda a informação recolhida pelo Coletor. Por fim, o Monitor é o componente que é responsável por fornecer uma interface capaz de aceder à informação recolhida pelo Coletor e gravada pelo Servidor. Com o trabalho desenvolvido foram executados alguns testes de forma a avaliar o funcionamento dos diferentes componentes da proposta, em especial o desempenho do Coletor