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Escolhas e consumos alimentares dos alunos do 2.º e 3.º ciclo no refeitório escolar

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Detalhes bibliográficos
Resumo:Os refeitórios escolares devem ser espaços de socialização que promovam refeições aprazíveis, práticas alimentares adequadas e que contribuam para capacitar os alunos a fazerem escolhas e consolidarem hábitos alimentares saudáveis. Embora as refeições servidas possam ser nutricionalmente equilibradas, tal não garante que os consumos realizados pelos alunos também o sejam, pelo que importa averiguar as suas escolhas no refeitório e o consumo efetivo. Nesta perspetiva, caracterizou-se o serviço de alimentação oferecido no refeitório duma escola do Alentejo Central e analisaram-se os comportamentos dos alunos do 2.º e do 3.º Ciclo, ao almoço. Identificaram-se aspetos positivos e eventuais necessidades de melhoria da sua alimentação para elaborar recomendações que a beneficiem. Para tal, recorreu-se a uma pluralidade de técnicas de recolha de informação, nomeadamente, análise documental, observação sistemática, entrevistas semiestruturadas e questionários, conjugando metodologias qualitativas e quantitativas, procedendo-se depois à análise integrada e triangulação dos dados obtidos. Verificou-se que o refeitório reunia condições para prestação do serviço a que se destinava. As refeições servidas eram hipocalóricas, qualitativamente aceitáveis, no entanto, o aporte nutricional variava também com as escolhas e preferências dos alunos em função da sua maior ou menor aceitação dos alimentos. O género e o ciclo de ensino condicionaram os comportamentos alimentares dos alunos e a sua satisfação com o serviço de alimentação escolar. As raparigas consumiram mais sopa e vegetais e os rapazes mais pão e fruta. Os alunos do 2.º Ciclo fizeram consumos alimentares mais saudáveis do que os do 3.º, ingerindo com maior frequência peixe, acompanhamento de vegetais e fruta, mas os de ciclo de ensino mais elevado foram muito mais críticos e exigentes com o serviço. Sublinha-se a necessidade de ter em consideração o género e o ciclo de ensino dos alunos, aquando do planeamento de programas de intervenção em Educação para a Saúde relacionados com a alimentação nos refeitórios escolares.
Autores principais:Reis, Elsa
Outros Autores:Carvalho, Graça Simões de
Assunto:Alimentação saudável Refeitório escolar Consumos alimentares Cantina escolar Ciências Sociais::Ciências da Educação
Ano:2018
País:Portugal
Tipo de documento:capítulo de livro
Tipo de acesso:acesso restrito
Instituição associada:Universidade do Minho
Idioma:português
Origem:RepositóriUM - Universidade do Minho
Descrição
Resumo:Os refeitórios escolares devem ser espaços de socialização que promovam refeições aprazíveis, práticas alimentares adequadas e que contribuam para capacitar os alunos a fazerem escolhas e consolidarem hábitos alimentares saudáveis. Embora as refeições servidas possam ser nutricionalmente equilibradas, tal não garante que os consumos realizados pelos alunos também o sejam, pelo que importa averiguar as suas escolhas no refeitório e o consumo efetivo. Nesta perspetiva, caracterizou-se o serviço de alimentação oferecido no refeitório duma escola do Alentejo Central e analisaram-se os comportamentos dos alunos do 2.º e do 3.º Ciclo, ao almoço. Identificaram-se aspetos positivos e eventuais necessidades de melhoria da sua alimentação para elaborar recomendações que a beneficiem. Para tal, recorreu-se a uma pluralidade de técnicas de recolha de informação, nomeadamente, análise documental, observação sistemática, entrevistas semiestruturadas e questionários, conjugando metodologias qualitativas e quantitativas, procedendo-se depois à análise integrada e triangulação dos dados obtidos. Verificou-se que o refeitório reunia condições para prestação do serviço a que se destinava. As refeições servidas eram hipocalóricas, qualitativamente aceitáveis, no entanto, o aporte nutricional variava também com as escolhas e preferências dos alunos em função da sua maior ou menor aceitação dos alimentos. O género e o ciclo de ensino condicionaram os comportamentos alimentares dos alunos e a sua satisfação com o serviço de alimentação escolar. As raparigas consumiram mais sopa e vegetais e os rapazes mais pão e fruta. Os alunos do 2.º Ciclo fizeram consumos alimentares mais saudáveis do que os do 3.º, ingerindo com maior frequência peixe, acompanhamento de vegetais e fruta, mas os de ciclo de ensino mais elevado foram muito mais críticos e exigentes com o serviço. Sublinha-se a necessidade de ter em consideração o género e o ciclo de ensino dos alunos, aquando do planeamento de programas de intervenção em Educação para a Saúde relacionados com a alimentação nos refeitórios escolares.