Publicação
Criança e o brincar: entre o mundo pensado e o mundo vivido
| Resumo: | Os saberás escolares na educação da infância pautam-se entre duas perspectivas conflitantes: as pedagogias centradas no esforço e nos estímulos controladores e as pedagogias centradas no pra2er de aprender e nas pulsões libertadoras. De um lado estão as exigências da ordem da produtividade escolar, de grande racionalidade, forjadas pelo mundo pensado dos adultos que concebem o livre brincar como perda de tempo, algo inútil e improdutivo. Por outro, está a dimensão lúdica da corporeidade da criança habitada pela fantasia, imaginação, contemplação, encantamento, autonomia, alegria e fruição que humanizam, representada pelo mundo vivido da criança e concebida ontologicamente na sua essência pelo livre brincar e se movimentar. Numa perspectiva dialética temos dois universos: o mundo pensado e racionalizado dos adultos e o mundo vivido das crianças como sua expressão autêntica de ser. Diante dessa dicotomia, a investigação de doutoramento em andamento busca compreender quais as representações que as crianças têm sobre brincar e se movimentar em liberdade? Tencionamos conhecer as representações através de informações polifônicas vindas do terreno, contribuindo com uma reflexão crítica e original e transformando essa dicotomia numa dialética, demonstrando diferentes entendimentos do movimento humano, nomeadamente os sentidos ontológico e fenomenológico na educação de crianças. Acreditamos que as manifestações que aparecera no brincar e se movimentar em liberdade das e entre crianças são predominantemente ontológicas e fenomenológicas, enquanto que nos adultos situam-se no campo da racionalidade, demarcando diferenças profundas entre representações de crianças e adultos. A abordagem é qualitativa de orientação etnográfica. Os instrumentos de recolha de dados são entrevistas semiestruturadas, observação livre e filmagens. Os sujeitos são crianças de 5 anos de uma escola de Educação Infantil de Braga-Portugal. A interpretação dos dados se dá através da análise de conteúdo. |
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| Autores principais: | Kuhn, Roselaine |
| Outros Autores: | Cunha, António Camilo |
| Assunto: | Brincar e se movimentar Fenomenologia Ontologia Mundo da Vida. |
| Ano: | 2017 |
| País: | Portugal |
| Tipo de documento: | capítulo de livro |
| Tipo de acesso: | acesso aberto |
| Instituição associada: | Universidade do Minho |
| Idioma: | português |
| Origem: | RepositóriUM - Universidade do Minho |
| Resumo: | Os saberás escolares na educação da infância pautam-se entre duas perspectivas conflitantes: as pedagogias centradas no esforço e nos estímulos controladores e as pedagogias centradas no pra2er de aprender e nas pulsões libertadoras. De um lado estão as exigências da ordem da produtividade escolar, de grande racionalidade, forjadas pelo mundo pensado dos adultos que concebem o livre brincar como perda de tempo, algo inútil e improdutivo. Por outro, está a dimensão lúdica da corporeidade da criança habitada pela fantasia, imaginação, contemplação, encantamento, autonomia, alegria e fruição que humanizam, representada pelo mundo vivido da criança e concebida ontologicamente na sua essência pelo livre brincar e se movimentar. Numa perspectiva dialética temos dois universos: o mundo pensado e racionalizado dos adultos e o mundo vivido das crianças como sua expressão autêntica de ser. Diante dessa dicotomia, a investigação de doutoramento em andamento busca compreender quais as representações que as crianças têm sobre brincar e se movimentar em liberdade? Tencionamos conhecer as representações através de informações polifônicas vindas do terreno, contribuindo com uma reflexão crítica e original e transformando essa dicotomia numa dialética, demonstrando diferentes entendimentos do movimento humano, nomeadamente os sentidos ontológico e fenomenológico na educação de crianças. Acreditamos que as manifestações que aparecera no brincar e se movimentar em liberdade das e entre crianças são predominantemente ontológicas e fenomenológicas, enquanto que nos adultos situam-se no campo da racionalidade, demarcando diferenças profundas entre representações de crianças e adultos. A abordagem é qualitativa de orientação etnográfica. Os instrumentos de recolha de dados são entrevistas semiestruturadas, observação livre e filmagens. Os sujeitos são crianças de 5 anos de uma escola de Educação Infantil de Braga-Portugal. A interpretação dos dados se dá através da análise de conteúdo. |
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