Publicação
A concepção comunitarista
| Resumo: | [Excerto] Aquilo a que soi chamar-se "comunitarismo" na Filosofia Política contemporânea corresponde a um conjunto lato de teorias cujo principal elemento unificador parece ser a oposição aos liberalismos. O comunitarismo rejeita tanto o liberalismo libertarista de Nozick e outros, como o libera-lismo igualitário rawlsiano e não rawlsiano. Enquanto que os diversos liberalismos são individualistas, baseando-se, na perspectiva comunitarista, numa noção abstracta e rarefeita do ser humano, o comunitarismo defende a "tese social" (a expressão de Kymlicka — que não é um comunitarista), isto é, a ideia segundo a qual os indivíduos não existem enquanto tal, ou pelo menos não podemos dar sentido à sua existência autónoma se não os encararmos no seio das suas relações e interacções sociais. Para o comunitarismo, portanto, o todo social é real enquanto que o indivíduo é uma construção. [...] |
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| Autores principais: | Rosas, João Cardoso |
| Assunto: | Humanidades::Filosofia, Ética e Religião |
| Ano: | 2012 |
| País: | Portugal |
| Tipo de documento: | capítulo de livro |
| Tipo de acesso: | acesso aberto |
| Instituição associada: | Universidade do Minho |
| Idioma: | português |
| Origem: | RepositóriUM - Universidade do Minho |
| Resumo: | [Excerto] Aquilo a que soi chamar-se "comunitarismo" na Filosofia Política contemporânea corresponde a um conjunto lato de teorias cujo principal elemento unificador parece ser a oposição aos liberalismos. O comunitarismo rejeita tanto o liberalismo libertarista de Nozick e outros, como o libera-lismo igualitário rawlsiano e não rawlsiano. Enquanto que os diversos liberalismos são individualistas, baseando-se, na perspectiva comunitarista, numa noção abstracta e rarefeita do ser humano, o comunitarismo defende a "tese social" (a expressão de Kymlicka — que não é um comunitarista), isto é, a ideia segundo a qual os indivíduos não existem enquanto tal, ou pelo menos não podemos dar sentido à sua existência autónoma se não os encararmos no seio das suas relações e interacções sociais. Para o comunitarismo, portanto, o todo social é real enquanto que o indivíduo é uma construção. [...] |
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