Publication

Vila Nova de Famalicão: de freguesia rural a urbana (1620‐1960): comportamentos demográficos e sociais

View document

Bibliographic Details
Summary:Tirando partido das potencialidades das fontes paroquiais constituídas pelos assentos de batizados, casamentos e óbitos valorizadas pela demografia histórica, organizando-as de molde a extrair delas os dados estatísticos referentes às diversas variáveis demográficas e aplicando o método de reconstituição de paróquias, que tem sobre o método de Fleury-Henry a faculdade de, além de reconstituir famílias, seguir os indivíduos em cadeia genealógica fizemos o levantamento, organização e exploração dos termos dos registos vitais do território correspondente à atual cidade de Vila Nova de Famalicão, desde 1620 a 1960. A reconstituição das paróquias de Santa Maria Madalena e Santo Adrião de Vila Nova de Famalicão fundidas, mais tarde, com a designação de paróquia de Santo Adrião, permite, com o recurso a fontes e abordagem metodológica aplicadas até agora, em maior número, a células territoriais rurais, conhecer o trajeto populacional na sua vertente demográfica e ter uma visão aproximada da sociedade famalicense, marcado pela especificidade da sua localização privilegiada, como nó viário importante, nomeadamente entre o Porto e Braga e pela sua passagem a sede do concelho em 1835 e a vila em 1841. Os dados advindos dos termos dos atos vitais, organizados, tratados e analisados de acordo com a metodologia em epígrafe, foram cruzados com outras fontes eclesiásticas e civis, o que se traduziu num conhecimento mais próximo e expressivo da população em análise, configurado não só no desenho dado pelas variáveis demográficas, como também nas análises diferenciais, em que é possível fazer emergir a vertente social, sc.: atividades ocupacionais, condição e diferenciação social, marcas de pobreza, assistência de franjas populacionais como escravos e mendigos, presença de forasteiros (nacionais e estrangeiros), uns como viajantes e outros que se fixaram, alguns constituindo família, dados estes que permitiram um maior conhecimento e inteligibilidade das dinâmicas populacionais, em muito longa duração e a apreensão de continuidades e transformações.
Main Authors:Leite, Odete Tavares Paiva Silva
Subject:Vila Nova de Famalicão:1620-1960 Minho Demografia Sociedade Demography Society
Year:2014
Country:Portugal
Document type:doctoral thesis
Access type:open access
Associated institution:Universidade do Minho
Language:Portuguese
Origin:RepositóriUM - Universidade do Minho
Description
Summary:Tirando partido das potencialidades das fontes paroquiais constituídas pelos assentos de batizados, casamentos e óbitos valorizadas pela demografia histórica, organizando-as de molde a extrair delas os dados estatísticos referentes às diversas variáveis demográficas e aplicando o método de reconstituição de paróquias, que tem sobre o método de Fleury-Henry a faculdade de, além de reconstituir famílias, seguir os indivíduos em cadeia genealógica fizemos o levantamento, organização e exploração dos termos dos registos vitais do território correspondente à atual cidade de Vila Nova de Famalicão, desde 1620 a 1960. A reconstituição das paróquias de Santa Maria Madalena e Santo Adrião de Vila Nova de Famalicão fundidas, mais tarde, com a designação de paróquia de Santo Adrião, permite, com o recurso a fontes e abordagem metodológica aplicadas até agora, em maior número, a células territoriais rurais, conhecer o trajeto populacional na sua vertente demográfica e ter uma visão aproximada da sociedade famalicense, marcado pela especificidade da sua localização privilegiada, como nó viário importante, nomeadamente entre o Porto e Braga e pela sua passagem a sede do concelho em 1835 e a vila em 1841. Os dados advindos dos termos dos atos vitais, organizados, tratados e analisados de acordo com a metodologia em epígrafe, foram cruzados com outras fontes eclesiásticas e civis, o que se traduziu num conhecimento mais próximo e expressivo da população em análise, configurado não só no desenho dado pelas variáveis demográficas, como também nas análises diferenciais, em que é possível fazer emergir a vertente social, sc.: atividades ocupacionais, condição e diferenciação social, marcas de pobreza, assistência de franjas populacionais como escravos e mendigos, presença de forasteiros (nacionais e estrangeiros), uns como viajantes e outros que se fixaram, alguns constituindo família, dados estes que permitiram um maior conhecimento e inteligibilidade das dinâmicas populacionais, em muito longa duração e a apreensão de continuidades e transformações.