Publicação
Da suspensão do quotidiano aos dias por vir: convites a pensarmo-nos
| Resumo: | [Excerto] Devastação e desolação são palavras que descrevem adequadamente os efeitos, pressentidos ou vividos, da pandemia da COVID-19 nos tecidos social, económico e institucional. A ocupação do espaço público pelo tema - durante meses consecutivos foi tópico dominante na cena comunicacional - dá-nos a dimensão precisa da importância do que se passou e continua a passar. Quando se considera não o que se passou ou vai passando, mas o que se pode passar, a palavra incerteza é a mais comummente mobilizada. Num contínuo balizado por uma imprevisibilidade ameaçadora e uma esperança de estabilidade se foi desenvolvendo a vida da Universidade do Minho ao longo do primeiro semestre de 2020. Um tempo duro, pelo que implicou de radical alteração das circunstâncias internas e externas à Instituição, um tempo desafiante, de reconfiguração e de reinvenção da própria Universidade, impelida a encontrar novas formas de organização e de ação, um tempo de compromisso, com a contínua reafirmação da missão da Universidade, nas dimensões da educação superior, da investigação científica e da intervenção no contexto social e económico, um tempo de reflexão, condição para a manutenção do rumo, mesmo que restringida pelos imperativos de urgência que a necessidade da ação impunha, um tempo de projeção, ainda que a indefinição e o imprevisto se mantenham como elementos marcantes do nosso contexto. [...] |
|---|---|
| Autores principais: | Castro, Rui Vieira de |
| Assunto: | COVID-19 Pandemia Universidade do Minho |
| Ano: | 2020 |
| País: | Portugal |
| Tipo de documento: | outro |
| Tipo de acesso: | acesso aberto |
| Instituição associada: | Universidade do Minho |
| Idioma: | português |
| Origem: | RepositóriUM - Universidade do Minho |
| Resumo: | [Excerto] Devastação e desolação são palavras que descrevem adequadamente os efeitos, pressentidos ou vividos, da pandemia da COVID-19 nos tecidos social, económico e institucional. A ocupação do espaço público pelo tema - durante meses consecutivos foi tópico dominante na cena comunicacional - dá-nos a dimensão precisa da importância do que se passou e continua a passar. Quando se considera não o que se passou ou vai passando, mas o que se pode passar, a palavra incerteza é a mais comummente mobilizada. Num contínuo balizado por uma imprevisibilidade ameaçadora e uma esperança de estabilidade se foi desenvolvendo a vida da Universidade do Minho ao longo do primeiro semestre de 2020. Um tempo duro, pelo que implicou de radical alteração das circunstâncias internas e externas à Instituição, um tempo desafiante, de reconfiguração e de reinvenção da própria Universidade, impelida a encontrar novas formas de organização e de ação, um tempo de compromisso, com a contínua reafirmação da missão da Universidade, nas dimensões da educação superior, da investigação científica e da intervenção no contexto social e económico, um tempo de reflexão, condição para a manutenção do rumo, mesmo que restringida pelos imperativos de urgência que a necessidade da ação impunha, um tempo de projeção, ainda que a indefinição e o imprevisto se mantenham como elementos marcantes do nosso contexto. [...] |
|---|