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Os caminhos de descoberta do passado: a via romana (Via Nova) entre Bracara e Asturica

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Detalhes bibliográficos
Resumo:No presente estudo abordamos a importância do Turismo na recuperação da memória territorial e procuramos demonstrar que este sector, atendendo ao seu peso económico e político, poderá desempenhar um papel de aliado do património cultural, desde que se invista alguma da riqueza gerada por esta actividade económica na sua conservação. A cultura e os bens culturais constituem um dos fundamentos das novas atracções turísticas, podendo esta actividade proporcionar uma maior proximidade das pessoas ao património. O Turismo pode, ainda, despoletar um espírito de protecção, reabilitação e uso do património, fomentando igualmente a revitalização de práticas tradicionais, incrementando uma “economia do património” através dos fluxos financeiros gerados pela actividade, para além da criação de emprego que está implícita. Nesta linha de pensamento julgamos que a Geira, dada a riqueza dos seus vestígios arqueológicos e consequente importância histórica, faculta, de uma forma excepcional, a recuperação das visibilidades do passado através dos tempos que cristalizou. A metodologia de estudo que adoptamos, no Capitulo I, baseou-se na leitura de inúmeras fontes escritas e epigráficas relativas à rede viária romana e ao caso específico da Via XVIII do Itinerário de Antonino. As inúmeras visitas realizadas a locais distintos, à margem da Geira, bem como o levantamento in loco levado a cabo, do percurso desta estrada entre Santa Cruz e Banhos de Rio Caldo, foi deveras enriquecedor e motivador para o prosseguimento do trabalho. Subsequentemente, no Capitulo II, a nossa investigação dá particular importância à contextualização da Via Nova, debatendo as fontes por nós utilizadas e mais tradicionais para o estudo da rede viária romana. Analisámos o desenvolvimento deste sistema viário, abarcando a importância do cursus publicus e a construção de obras de arte que estavam inerentes a estes caminhos, onde se destacam as obras de engenharia, as pontes e os miliários que balizavam esses mesmos caminhos. Na cronologia e povoamento da rede viária, não poderemos deixar de citar as cidades de Bracara Augusta e Asturica Augusta como pontos de partida e chegada, de uma via que é objecto de estudo na segunda parte deste capítulo. Começamos, então, por enquadrar o desenvolvimento deste tema, com uma alusão aos historiadores e investigadores que se dedicaram desde o século XVIII ao estudo da Geira, a todos os projectos que ao longo dos tempos tiveram como principal meta a sua divulgação, à importância que o Conselho da Europa teve na promoção dos Itinerários Culturais e os inúmeros projectos de valorização da rede viária romana em curso. Também, os instrumentos de planeamento e ordenamento turístico e actuais medidas legais de protecção deste património, a nível regional e local, foram analisadas tendo em conta a área e os concelhos que são atravessados pela via. A finalizar este capítulo segundo, não poderíamos deixar de reflectir sobre a importância que Braga e Astorga detêm como pólos de atracção turística de potenciais visitantes. Os conhecimentos académicos e profissionais, adquiridos ao longo da nossa formação e vivência no sector do Turismo, permitiram definir uma estratégia de valorização da Via Nova no Capitulo III, transformando-a num produto com uma dimensão devidamente adequada para ser promovido e vendido junto dos mercados-alvo. Nesse capítulo, começamos por enunciar a apresentação do produto abordando questões específicas e técnicas do sistema turístico, o aparecimento e desenvolvimento do fenómeno turístico, a oferta, os recursos, a procura, as necessidades e motivações dos consumidores e todos os contornos e elementos que fazem parte deste sistema. As perspectivas e tendências a nível mundial, europeu e nacional do sector, apontam para o crescimento de nichos de mercado ligados aos bens culturais, à aventura e ecologia daí, o propósito da alusão específica à temática do Turismo Cultural como segmento a explorar. Apresentamos, igualmente, nesta parte do trabalho, os objectivos gerais, específicos e áreas de intervenção, descriminando todos os suportes a serem criados para a divulgar e promover este produto. O Percurso Pedestre de Grande Rota Transnacional e a revitalização da via como Caminho de Santiago, é uma das grandes propostas que aqui se incluem. A engenharia de um produto deste tipo envolve a abordagem de questões ligadas ao Marketing, onde se incluem os destinatários deste projecto, conceitos relacionados com o Marketing Mix, a Análise SWOT como pilar fundamental do arranque do Plano de Marketing, os mercados alvo, alguns programas tipo que poderão ser implementados, meios de promoção a serem adoptados, os resultados esperados e sua avaliação, bem como o desenvolvimento, distribuição e comercialização deste produto.
Autores principais:Costa, José Manuel Ferreira de Lima e
Ano:2003
País:Portugal
Tipo de documento:dissertação de mestrado
Tipo de acesso:acesso aberto
Instituição associada:Universidade do Minho
Idioma:português
Origem:RepositóriUM - Universidade do Minho
Descrição
Resumo:No presente estudo abordamos a importância do Turismo na recuperação da memória territorial e procuramos demonstrar que este sector, atendendo ao seu peso económico e político, poderá desempenhar um papel de aliado do património cultural, desde que se invista alguma da riqueza gerada por esta actividade económica na sua conservação. A cultura e os bens culturais constituem um dos fundamentos das novas atracções turísticas, podendo esta actividade proporcionar uma maior proximidade das pessoas ao património. O Turismo pode, ainda, despoletar um espírito de protecção, reabilitação e uso do património, fomentando igualmente a revitalização de práticas tradicionais, incrementando uma “economia do património” através dos fluxos financeiros gerados pela actividade, para além da criação de emprego que está implícita. Nesta linha de pensamento julgamos que a Geira, dada a riqueza dos seus vestígios arqueológicos e consequente importância histórica, faculta, de uma forma excepcional, a recuperação das visibilidades do passado através dos tempos que cristalizou. A metodologia de estudo que adoptamos, no Capitulo I, baseou-se na leitura de inúmeras fontes escritas e epigráficas relativas à rede viária romana e ao caso específico da Via XVIII do Itinerário de Antonino. As inúmeras visitas realizadas a locais distintos, à margem da Geira, bem como o levantamento in loco levado a cabo, do percurso desta estrada entre Santa Cruz e Banhos de Rio Caldo, foi deveras enriquecedor e motivador para o prosseguimento do trabalho. Subsequentemente, no Capitulo II, a nossa investigação dá particular importância à contextualização da Via Nova, debatendo as fontes por nós utilizadas e mais tradicionais para o estudo da rede viária romana. Analisámos o desenvolvimento deste sistema viário, abarcando a importância do cursus publicus e a construção de obras de arte que estavam inerentes a estes caminhos, onde se destacam as obras de engenharia, as pontes e os miliários que balizavam esses mesmos caminhos. Na cronologia e povoamento da rede viária, não poderemos deixar de citar as cidades de Bracara Augusta e Asturica Augusta como pontos de partida e chegada, de uma via que é objecto de estudo na segunda parte deste capítulo. Começamos, então, por enquadrar o desenvolvimento deste tema, com uma alusão aos historiadores e investigadores que se dedicaram desde o século XVIII ao estudo da Geira, a todos os projectos que ao longo dos tempos tiveram como principal meta a sua divulgação, à importância que o Conselho da Europa teve na promoção dos Itinerários Culturais e os inúmeros projectos de valorização da rede viária romana em curso. Também, os instrumentos de planeamento e ordenamento turístico e actuais medidas legais de protecção deste património, a nível regional e local, foram analisadas tendo em conta a área e os concelhos que são atravessados pela via. A finalizar este capítulo segundo, não poderíamos deixar de reflectir sobre a importância que Braga e Astorga detêm como pólos de atracção turística de potenciais visitantes. Os conhecimentos académicos e profissionais, adquiridos ao longo da nossa formação e vivência no sector do Turismo, permitiram definir uma estratégia de valorização da Via Nova no Capitulo III, transformando-a num produto com uma dimensão devidamente adequada para ser promovido e vendido junto dos mercados-alvo. Nesse capítulo, começamos por enunciar a apresentação do produto abordando questões específicas e técnicas do sistema turístico, o aparecimento e desenvolvimento do fenómeno turístico, a oferta, os recursos, a procura, as necessidades e motivações dos consumidores e todos os contornos e elementos que fazem parte deste sistema. As perspectivas e tendências a nível mundial, europeu e nacional do sector, apontam para o crescimento de nichos de mercado ligados aos bens culturais, à aventura e ecologia daí, o propósito da alusão específica à temática do Turismo Cultural como segmento a explorar. Apresentamos, igualmente, nesta parte do trabalho, os objectivos gerais, específicos e áreas de intervenção, descriminando todos os suportes a serem criados para a divulgar e promover este produto. O Percurso Pedestre de Grande Rota Transnacional e a revitalização da via como Caminho de Santiago, é uma das grandes propostas que aqui se incluem. A engenharia de um produto deste tipo envolve a abordagem de questões ligadas ao Marketing, onde se incluem os destinatários deste projecto, conceitos relacionados com o Marketing Mix, a Análise SWOT como pilar fundamental do arranque do Plano de Marketing, os mercados alvo, alguns programas tipo que poderão ser implementados, meios de promoção a serem adoptados, os resultados esperados e sua avaliação, bem como o desenvolvimento, distribuição e comercialização deste produto.