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A globalização e a infância: Impactos na condição social e na escolaridade

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Detalhes bibliográficos
Resumo:O traço mais marcante da infância contemporâneaé a da mudança e pluralização das suas identidades, por efeito da globalização. São diversas as resultantes do facto de, pela primeira vez na História, ser possível considerar interacções globais que contribuem para a construção de uma só infância mundial, ainda que nesta mesma categoria se mantenham (e até agudizem) diferenças e desigualdades. A globalização da infância é hoje a resultante de processos políticos (por exemplo, por efeito da regulação introduzida por instâncias como a UNICEF, a OIT, etc.), processos económicos (por exemplo, a criação de um mercado global de produtos para a infância), processos culturais (por exemplo, a influência dos mitos infantis criados a partir das séries internacionais de televisão) e processos sociais (por exemplo, a institucionalização dos quotidianos da criança ou a difusão mundial da escola de massas). A globalização opera a partir de dois pólos: o da difusão universal de uma ideia do que é “o melhor interesse da criança” e a implicação que a maior desigualdade gerada pela globalização económica gera no grupo geracional infantil. Neste capítulo analisamos este duplo modus operandis da globalização na infância.
Autores principais:Sarmento, Manuel Jacinto
Assunto:Infância Educação de infância Globalização Ciências Sociais::Ciências da Educação Educação de qualidade Reduzir as desigualdades
Ano:2001
País:Portugal
Tipo de documento:capítulo de livro
Tipo de acesso:acesso aberto
Instituição associada:Universidade do Minho
Idioma:português
Origem:RepositóriUM - Universidade do Minho
Descrição
Resumo:O traço mais marcante da infância contemporâneaé a da mudança e pluralização das suas identidades, por efeito da globalização. São diversas as resultantes do facto de, pela primeira vez na História, ser possível considerar interacções globais que contribuem para a construção de uma só infância mundial, ainda que nesta mesma categoria se mantenham (e até agudizem) diferenças e desigualdades. A globalização da infância é hoje a resultante de processos políticos (por exemplo, por efeito da regulação introduzida por instâncias como a UNICEF, a OIT, etc.), processos económicos (por exemplo, a criação de um mercado global de produtos para a infância), processos culturais (por exemplo, a influência dos mitos infantis criados a partir das séries internacionais de televisão) e processos sociais (por exemplo, a institucionalização dos quotidianos da criança ou a difusão mundial da escola de massas). A globalização opera a partir de dois pólos: o da difusão universal de uma ideia do que é “o melhor interesse da criança” e a implicação que a maior desigualdade gerada pela globalização económica gera no grupo geracional infantil. Neste capítulo analisamos este duplo modus operandis da globalização na infância.