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O serviço público de televisão e a informação regional: uma análise comparativa entre dois noticiários regionais da RTP

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Detalhes bibliográficos
Resumo:A presente dissertação, intitulada “O Serviço Público de Televisão e a Informação Regional – Uma análise comparativa entre dois noticiários regionais da RTP”, realizada no âmbito do Mestrado em Sociologia – Área de Especialização em Sociologia da Cultura e dos Estilos de Vida”, na Universidade do Minho, procurou dar a conhecer melhor um domínio do Serviço público de Televisão português ainda pouco explorado ao nível académico, mas que se reflecte de grande importância para as comunidades regionais espalhadas por todo o país: a informação de proximidade. Trata-se de uma área que a Radiotelevisão Portuguesa (RTP) sempre se esforçou por contemplar na sua programação, embora nem sempre tivesse tido o mesmo tratamento por parte do operador público. Tal facto levou-nos a comparar dois programas de índole regional da RTP para tentarmos perceber as diferenças no tratamento noticioso das regiões em cada um dos formatos: o “Regiões”, emitido apenas a nível regional, segundo o modelo das janelas regionais, e o “Portugal em Directo”, programa que está actualmente no ar, emitido a nível nacional. Mais do que isso, procurámos saber se existiam diferenças no tratamento noticioso entre as regiões e de que forma isso se poderia reflectir ao nível da sua projecção. Para tal, destacámos neste estudo uma região em particular: Bragança. Concretamente, quisemos saber se Trás-os- Montes ganhou ou perdeu notoriedade com o actual formato de informação regional da RTP. A investigação empírica que levámos a cabo mostrou-nos que, apesar das diferenças substanciais patentes no tratamento noticioso de cada um dos programas, não podemos dizer que a região de Bragança perdeu protagonismo no quadro actual da informação de proximidade do Serviço Público de televisão. De qualquer modo, verificámos que é preciso repensar a primazia que é dada às grandes regiões, Porto e Lisboa, que, de certa forma, retiram espaço às zonas do país menos influentes, que precisam de espaços de programação como aqueles que foram analisados para afirmarem e reforçarem os seus laços identitários.
Autores principais:Carneiro, Manuela Dolores Ferreira
Assunto:Serviço público RTP Informação regional Agendamento Produção noticiosa Public service broadcasting Regional news Agenda-setting Newsmaking
Ano:2006
País:Portugal
Tipo de documento:dissertação de mestrado
Tipo de acesso:acesso aberto
Instituição associada:Universidade do Minho
Idioma:português
Origem:RepositóriUM - Universidade do Minho
Descrição
Resumo:A presente dissertação, intitulada “O Serviço Público de Televisão e a Informação Regional – Uma análise comparativa entre dois noticiários regionais da RTP”, realizada no âmbito do Mestrado em Sociologia – Área de Especialização em Sociologia da Cultura e dos Estilos de Vida”, na Universidade do Minho, procurou dar a conhecer melhor um domínio do Serviço público de Televisão português ainda pouco explorado ao nível académico, mas que se reflecte de grande importância para as comunidades regionais espalhadas por todo o país: a informação de proximidade. Trata-se de uma área que a Radiotelevisão Portuguesa (RTP) sempre se esforçou por contemplar na sua programação, embora nem sempre tivesse tido o mesmo tratamento por parte do operador público. Tal facto levou-nos a comparar dois programas de índole regional da RTP para tentarmos perceber as diferenças no tratamento noticioso das regiões em cada um dos formatos: o “Regiões”, emitido apenas a nível regional, segundo o modelo das janelas regionais, e o “Portugal em Directo”, programa que está actualmente no ar, emitido a nível nacional. Mais do que isso, procurámos saber se existiam diferenças no tratamento noticioso entre as regiões e de que forma isso se poderia reflectir ao nível da sua projecção. Para tal, destacámos neste estudo uma região em particular: Bragança. Concretamente, quisemos saber se Trás-os- Montes ganhou ou perdeu notoriedade com o actual formato de informação regional da RTP. A investigação empírica que levámos a cabo mostrou-nos que, apesar das diferenças substanciais patentes no tratamento noticioso de cada um dos programas, não podemos dizer que a região de Bragança perdeu protagonismo no quadro actual da informação de proximidade do Serviço Público de televisão. De qualquer modo, verificámos que é preciso repensar a primazia que é dada às grandes regiões, Porto e Lisboa, que, de certa forma, retiram espaço às zonas do país menos influentes, que precisam de espaços de programação como aqueles que foram analisados para afirmarem e reforçarem os seus laços identitários.