Publicação
Narrativas identitárias e memórias pós-coloniais: uma análise da série documental 'Eu Sou África'
| Resumo: | Durante o século passado, o filme e o vídeo converteram-se em importantes docu-mentos inspiradores da memória coletiva, tornando-se neste século uma fonte cada vez mais relevante de evidências e de reflexões históricas. As memórias autobio-gráficas, em filme ou em vídeo, podem constituir um meio de (des)construção das nossas interpretações sobre os acontecimentos históricos, contribuindo assim para a luta contra as injustiças da nossa memória do passado. Com o propósito de desconstruir essas interpretações, propusemo-nos analisar a série documental Eu Sou África. Constituída por dez episódios, Eu sou África dá a palavra a dez cidadãos – dois de cada um dos Países Africanos de Língua Oficial Portuguesa (PALOP): Angola, Cabo Verde, Guiné-Bissau, Moçambique e São Tomé e Príncipe – com intervenção cívica significativa para o desenvolvimento das nações nas quais nasceram e vivem. Os resultados desta investigação evidenciaram a organização das narrativas dos dez entrevistados em três temas centrais: as perceções sobre os significados da inde-pendência, que envolvem as representações dos atores envolvidos sobre o processo de (des)colonização e o modo como o vivenciaram; as perceções sobre a diversidade cultural e linguística nos seus países; e, finalmente, os discursos associados à (re)construção das identidades nacionais. |
|---|---|
| Autores principais: | Macedo, Isabel Moreira |
| Outros Autores: | Cabecinhas, Rosa; Macedo, Lurdes |
| Assunto: | Documentário Memória social Identidades Documentary Social memory Identities Ciências Sociais::Ciências da Comunicação |
| Ano: | 2012 |
| País: | Portugal |
| Tipo de documento: | artigo |
| Tipo de acesso: | acesso aberto |
| Instituição associada: | Universidade do Minho |
| Idioma: | português |
| Origem: | RepositóriUM - Universidade do Minho |
| Resumo: | Durante o século passado, o filme e o vídeo converteram-se em importantes docu-mentos inspiradores da memória coletiva, tornando-se neste século uma fonte cada vez mais relevante de evidências e de reflexões históricas. As memórias autobio-gráficas, em filme ou em vídeo, podem constituir um meio de (des)construção das nossas interpretações sobre os acontecimentos históricos, contribuindo assim para a luta contra as injustiças da nossa memória do passado. Com o propósito de desconstruir essas interpretações, propusemo-nos analisar a série documental Eu Sou África. Constituída por dez episódios, Eu sou África dá a palavra a dez cidadãos – dois de cada um dos Países Africanos de Língua Oficial Portuguesa (PALOP): Angola, Cabo Verde, Guiné-Bissau, Moçambique e São Tomé e Príncipe – com intervenção cívica significativa para o desenvolvimento das nações nas quais nasceram e vivem. Os resultados desta investigação evidenciaram a organização das narrativas dos dez entrevistados em três temas centrais: as perceções sobre os significados da inde-pendência, que envolvem as representações dos atores envolvidos sobre o processo de (des)colonização e o modo como o vivenciaram; as perceções sobre a diversidade cultural e linguística nos seus países; e, finalmente, os discursos associados à (re)construção das identidades nacionais. |
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