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Determinação e tratamento de poluentes emergentes na água reutilizada após desinfeção UV

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Detalhes bibliográficos
Resumo:Esta dissertação foi realizada durante o estágio curricular na empresa Águas do Norte S.A., no âmbito do último ano do Mestrado em Engenharia Química e Biológica e teve como principal objetivo a determinação e tratamento de poluentes emergentes na água reutilizada após desinfeção UV. O estudo teve por base a seleção de poluentes emergentes a estudar, segundo uma pesquisa bibliográfica inicial. Foram concentrados e quantificados os poluentes, e por fim foram realizados ensaios de adsorção com 5 materiais diferentes, com a finalidade de escolher o mais eficiente. Desta forma, foram selecionados os poluentes fluoxetina, carbamazepina e atrazina. Os poluentes foram quantificados em concentrações de 1963 ng/L, 1626 ng/L e 10261 ng/L respetivamente. Estas concentrações eram expectáveis devido a um pós-pandemia que se verificou mais depressivo, devido à agricultura praticada na área envolvente da ETAR, e também devido às amostras analisadas terem sido recolhidas em época alta, onde por falta de pluviosidade os poluentes se encontram mais concentrados. Efetuaram-se ensaios de adsorção, com 5 materiais adsorventes de baixo custo, a casca de pinheiro, a casca de noz, a vermiculite, a sepiolite e o zeólito, em ensaios de adsorção em matriz de água desionizada e em matriz de efluente de ETAR (com adição de compostos). Concluiu-se com estes ensaios que o material para a qual a eficiência de remoção dos poluentes foi mais elevada foi a casca de pinheiro. Foi ainda realizado um ensaio de adsorção com o efluente de ETAR sem adição de nenhum composto, utilizando como adsorvente a casca de pinheiro. Concluiu-se que a remoção de poluentes não foi eficaz, devido ao efluente da ETAR possuir uma matriz bastante complexa, devido à competição entre moléculas pelos sítios ativos de adsorção, para além das concentrações dos poluentes em estudo serem muito baixas, o que não favorece o processo de adsorção. Futuramente, recomenda-se uma análise destes compostos durante um período de tempo mais longo, bem como, estudos de adsorção com diferentes concentrações de poluentes, massas de adsorventes e tempo de adsorção.
Autores principais:Torres, Marta Daniela da Costa Brito
Assunto:Poluentes emergentes Adsorção Adsorventes de baixo custo Efluente ETAR Emerging pollutants Adsorption Low-cost adsorbents Effluent WWTP Engenharia e Tecnologia::Outras Engenharias e Tecnologias
Ano:2022
País:Portugal
Tipo de documento:dissertação de mestrado
Tipo de acesso:acesso aberto
Instituição associada:Universidade do Minho
Idioma:português
Origem:RepositóriUM - Universidade do Minho
Descrição
Resumo:Esta dissertação foi realizada durante o estágio curricular na empresa Águas do Norte S.A., no âmbito do último ano do Mestrado em Engenharia Química e Biológica e teve como principal objetivo a determinação e tratamento de poluentes emergentes na água reutilizada após desinfeção UV. O estudo teve por base a seleção de poluentes emergentes a estudar, segundo uma pesquisa bibliográfica inicial. Foram concentrados e quantificados os poluentes, e por fim foram realizados ensaios de adsorção com 5 materiais diferentes, com a finalidade de escolher o mais eficiente. Desta forma, foram selecionados os poluentes fluoxetina, carbamazepina e atrazina. Os poluentes foram quantificados em concentrações de 1963 ng/L, 1626 ng/L e 10261 ng/L respetivamente. Estas concentrações eram expectáveis devido a um pós-pandemia que se verificou mais depressivo, devido à agricultura praticada na área envolvente da ETAR, e também devido às amostras analisadas terem sido recolhidas em época alta, onde por falta de pluviosidade os poluentes se encontram mais concentrados. Efetuaram-se ensaios de adsorção, com 5 materiais adsorventes de baixo custo, a casca de pinheiro, a casca de noz, a vermiculite, a sepiolite e o zeólito, em ensaios de adsorção em matriz de água desionizada e em matriz de efluente de ETAR (com adição de compostos). Concluiu-se com estes ensaios que o material para a qual a eficiência de remoção dos poluentes foi mais elevada foi a casca de pinheiro. Foi ainda realizado um ensaio de adsorção com o efluente de ETAR sem adição de nenhum composto, utilizando como adsorvente a casca de pinheiro. Concluiu-se que a remoção de poluentes não foi eficaz, devido ao efluente da ETAR possuir uma matriz bastante complexa, devido à competição entre moléculas pelos sítios ativos de adsorção, para além das concentrações dos poluentes em estudo serem muito baixas, o que não favorece o processo de adsorção. Futuramente, recomenda-se uma análise destes compostos durante um período de tempo mais longo, bem como, estudos de adsorção com diferentes concentrações de poluentes, massas de adsorventes e tempo de adsorção.