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Identificação de alunos em risco de apresentarem dificuldades de aprendizagem específicas: um estudo quantitativo sobre a utilização da monitorização da fluência de leitura num contexto escolar

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Detalhes bibliográficos
Resumo:Este estudo teve como finalidade descrever o uso da monitorização com base no currículo (MBC) - leitura oral de textos (Deno, 1985), na identificação de alunos em risco de apresentarem Dificuldades de Aprendizagem Específicas (DAE) na leitura. Os participantes do estudo foram 146 alunos do 3º ano do 1º Ciclo do Ensino Básico dum agrupamento de escolas do concelho de Braga, que foram monitorizados em dois momentos ao longo do ano letivo. Foram considerados alunos em risco, aqueles cujo resultado se encontrava abaixo ou no percentil 20, tal como proposto por Deno (2003). Os resultados permitiram concluir que: 1) As provas de MBC-leitura oral de textos mostraram ser provas económicas, fáceis e rápidas de aplicar, de cotar e bem aceites pelos professores e alunos; 2) Em média, a prestação dos alunos na primeira aplicação foi de 85,21 (DP = 28,41) palavras corretas por minuto (pcpm), na segunda aplicação foi de 97,46 (DP = 30,07) pcpm, a diferença entre as duas aplicações foi de 12,25 (DP=9,57) pcpm e o crescimento semanal foi de 0,49 (DP=0,38) pcpm; 3) De acordo com as normas para a fluência oral de Hasbrouck e Tindal (2006) metade dos alunos alcançou o objetivo para o final do 3º ano; 4) A taxa de crescimento semanal relativa ao número de palavras corretas por minuto (0,49 pcpm) foi inferior às apresentadas pela investigação internacional; 5) Dos 146 alunos da amostra, encontram-se em risco de apresentarem DAE na leitura, após a segunda aplicação, 29 alunos (11 rapazes e 18 raparigas); 6) Os alunos que deixaram de estar em risco na segunda aplicação tiveram um crescimento semanal superior à média do obtido pela amostra; 7) Não existem diferenças estatisticamente significativas entre rapazes e raparigas no que respeita à média dos resultados obtidos nas duas aplicações assim como no crescimento semanal; 8) Mais raparigas estão em risco de apresentarem DAE na leitura, tendo em conta o valor do risco do total da amostra; 9) A diferença de resultados entre turmas é estatisticamente significativa; 10) Em duas turmas mais de 30% dos alunos estão em risco de apresentarem DAE na leitura, tendo em conta o valor do risco da amostra; 11) Dos 146 participantes no estudo, 103 (70,55%) não atingiram o objetivo das 110 pcpm; 12) O valor do Alfa de Cronbach para a primeira aplicação foi de 0,981 e para a segunda aplicação foi de 0,978.
Autores principais:Mendonça, Rosa Filipa Ferreira de
Assunto:Fluência Leitura Dificuldades de aprendizagem específicas na leitura Monitorização com base no currículo-leitura oral de textos Alunos em risco Metas curriculares Fluency Reading Specific learning disabilities in reading Curriculum-based measurement-oral reading fluency Students at risk Curricular goals
Ano:2013
País:Portugal
Tipo de documento:dissertação de mestrado
Tipo de acesso:acesso aberto
Instituição associada:Universidade do Minho
Idioma:português
Origem:RepositóriUM - Universidade do Minho
Descrição
Resumo:Este estudo teve como finalidade descrever o uso da monitorização com base no currículo (MBC) - leitura oral de textos (Deno, 1985), na identificação de alunos em risco de apresentarem Dificuldades de Aprendizagem Específicas (DAE) na leitura. Os participantes do estudo foram 146 alunos do 3º ano do 1º Ciclo do Ensino Básico dum agrupamento de escolas do concelho de Braga, que foram monitorizados em dois momentos ao longo do ano letivo. Foram considerados alunos em risco, aqueles cujo resultado se encontrava abaixo ou no percentil 20, tal como proposto por Deno (2003). Os resultados permitiram concluir que: 1) As provas de MBC-leitura oral de textos mostraram ser provas económicas, fáceis e rápidas de aplicar, de cotar e bem aceites pelos professores e alunos; 2) Em média, a prestação dos alunos na primeira aplicação foi de 85,21 (DP = 28,41) palavras corretas por minuto (pcpm), na segunda aplicação foi de 97,46 (DP = 30,07) pcpm, a diferença entre as duas aplicações foi de 12,25 (DP=9,57) pcpm e o crescimento semanal foi de 0,49 (DP=0,38) pcpm; 3) De acordo com as normas para a fluência oral de Hasbrouck e Tindal (2006) metade dos alunos alcançou o objetivo para o final do 3º ano; 4) A taxa de crescimento semanal relativa ao número de palavras corretas por minuto (0,49 pcpm) foi inferior às apresentadas pela investigação internacional; 5) Dos 146 alunos da amostra, encontram-se em risco de apresentarem DAE na leitura, após a segunda aplicação, 29 alunos (11 rapazes e 18 raparigas); 6) Os alunos que deixaram de estar em risco na segunda aplicação tiveram um crescimento semanal superior à média do obtido pela amostra; 7) Não existem diferenças estatisticamente significativas entre rapazes e raparigas no que respeita à média dos resultados obtidos nas duas aplicações assim como no crescimento semanal; 8) Mais raparigas estão em risco de apresentarem DAE na leitura, tendo em conta o valor do risco do total da amostra; 9) A diferença de resultados entre turmas é estatisticamente significativa; 10) Em duas turmas mais de 30% dos alunos estão em risco de apresentarem DAE na leitura, tendo em conta o valor do risco da amostra; 11) Dos 146 participantes no estudo, 103 (70,55%) não atingiram o objetivo das 110 pcpm; 12) O valor do Alfa de Cronbach para a primeira aplicação foi de 0,981 e para a segunda aplicação foi de 0,978.