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Ritmo Não-Pulsante: Uma Tipologia a Partir do Declínio da Métrica e da Pulsação na Música Pós-Tonal

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Detalhes bibliográficos
Resumo:A temática central desta tese é a ausência de sensação de pulsação no repertório pós tonal. Investigamos o declínio da métrica e da pulsação como uma estética plural da música pós-tonal, presente em compositores de estilos diversos, mas unidos em torno de um aspeto rítmico relevante e pouco estudado na teoria da música. A partir da discussão teórica em torno da literatura sobre o ritmo musical, tanto da teoria da música quanto da perceção rítmica, foram propostos conceitos de ritmo e pulsação atualizados, aptos a servirem de base para uma melhor compreensão do repertório pós-tonal. Analisámos excertos específicos de 16 obras do repertório do século XX, com o objetivo de compreender por que razão a pulsação não se estabelece nelas, quais foram as ferramentas composicionais utilizadas e qual o possível impacto na escuta que a perda da pulsação acarreta. Os compositores estudados foram John Cage, Iannis Xenakis, György Ligeti, Witold Lutoslawski, Morton Feldman, Olivier Messaien, Steve Reich, Second Woman, Hugh le Caine, Aphex Twin, François Bayle, Brian Ferneyhough, Krzysztof Penderecki, Witold Lutoslawski. As análises musicais foram realizadas sob a perspetiva da escuta, uma vez que a sensação de pulsação é um fenómeno percetivo, que envolve mecanismos cerebrais de sincronia e está associado a capacidades como a previsão de instantes no tempo, bem como respostas motoras associadas a estes instantes. Por fim, uma tipologia de ritmos não-pulsantes foi desenvolvida para caracterizar maneiras de construção de ritmos que não evocam sensação de pulsação.
Autores principais:Ribeiro, Nariá Assis
Assunto:Ritmo Pulsação Música pós-tonal Rhythm Beat Post-tonal music
Ano:2025
País:Portugal
Tipo de documento:tese de doutoramento
Tipo de acesso:acesso aberto
Instituição associada:Universidade Nova de Lisboa
Idioma:português
Origem:Repositório Institucional da UNL
Descrição
Resumo:A temática central desta tese é a ausência de sensação de pulsação no repertório pós tonal. Investigamos o declínio da métrica e da pulsação como uma estética plural da música pós-tonal, presente em compositores de estilos diversos, mas unidos em torno de um aspeto rítmico relevante e pouco estudado na teoria da música. A partir da discussão teórica em torno da literatura sobre o ritmo musical, tanto da teoria da música quanto da perceção rítmica, foram propostos conceitos de ritmo e pulsação atualizados, aptos a servirem de base para uma melhor compreensão do repertório pós-tonal. Analisámos excertos específicos de 16 obras do repertório do século XX, com o objetivo de compreender por que razão a pulsação não se estabelece nelas, quais foram as ferramentas composicionais utilizadas e qual o possível impacto na escuta que a perda da pulsação acarreta. Os compositores estudados foram John Cage, Iannis Xenakis, György Ligeti, Witold Lutoslawski, Morton Feldman, Olivier Messaien, Steve Reich, Second Woman, Hugh le Caine, Aphex Twin, François Bayle, Brian Ferneyhough, Krzysztof Penderecki, Witold Lutoslawski. As análises musicais foram realizadas sob a perspetiva da escuta, uma vez que a sensação de pulsação é um fenómeno percetivo, que envolve mecanismos cerebrais de sincronia e está associado a capacidades como a previsão de instantes no tempo, bem como respostas motoras associadas a estes instantes. Por fim, uma tipologia de ritmos não-pulsantes foi desenvolvida para caracterizar maneiras de construção de ritmos que não evocam sensação de pulsação.