Publicação
Resiliência e deficiência mental: (re) construindo um significado para a vida
| Resumo: | Tendo em consideração que é possível promover a resiliência nos indivíduos portadores de deficiência intelectual, apesar de toda a adversidade e vulnerabilidade associadas à sua condição, torna-se necessário o conhecimento dos mecanismos que se traduzem em processos adaptativos. Um conhecimento e compreensão dos fatores de proteção inerentes aos contextos em que o indivíduo se insere é um fundamental no sentido de promover a resiliência. Neste trabalho procuramos analisar a resiliência, a esperança e o suporte social em indivíduos portadores de deficiência intelectual ligeira. Participaram 38 indivíduos portadores de deficiência intelectual a frequentarem a Unidade de Prestação de Serviços de uma CERCI de Portugal. Este é um estudo transversal, com um plano descritivo-correlacional. Para a avaliação das variáveis em estudo utilizámos um questionário sociodemográfico construído para o efeito, o Inventário MSR – Measuring State Resilience e Measuring Child Resilience (adaptado por Martins,2005), a Escala de Esperança – Snyder Hope Scale (1991) e ainda a Escala de Satisfação com o Suporte Social (Ribeiro, 1999). Os dados obtidos permitiram constatar que, apesar das vulnerabilidades inerentes à deficiência, estes apresentam características de resiliência, que se vêm desenvolvendo desde a infância. Foi também possível averiguar que os estes indivíduos apresentam uma esperança moderada, indicando-nos que esta funciona como um importante fator de proteção. Relativamente ao suporte social fornecido pela família este é o mais valorizado, ao passo que o suporte fornecido pelas atividades sociais é o que menos os satisfaz. Assinale-se ainda que os resultados obtidos sugerem que a esperança está fortemente relacionada com a resiliência, constituindo um valioso fator de proteção interno nesta população. Já a família e as relações de intimidade, no que toca ao suporte social, funcionam como importantes fatores de proteção externos Curiosamente a esperança apresenta-se como um importante fator protetor, comparativamente ao suporte social. |
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| Autores principais: | Teixeira, Ana Patrícia Laureano Vilela |
| Assunto: | Psicologia da educação Deficiência inteletual Resiliência Esperança Suporte social |
| Ano: | 2013 |
| País: | Portugal |
| Tipo de documento: | dissertação de mestrado |
| Tipo de acesso: | acesso aberto |
| Instituição associada: | Universidade do Algarve |
| Idioma: | português |
| Origem: | Sapientia - Universidade do Algarve |
| Resumo: | Tendo em consideração que é possível promover a resiliência nos indivíduos portadores de deficiência intelectual, apesar de toda a adversidade e vulnerabilidade associadas à sua condição, torna-se necessário o conhecimento dos mecanismos que se traduzem em processos adaptativos. Um conhecimento e compreensão dos fatores de proteção inerentes aos contextos em que o indivíduo se insere é um fundamental no sentido de promover a resiliência. Neste trabalho procuramos analisar a resiliência, a esperança e o suporte social em indivíduos portadores de deficiência intelectual ligeira. Participaram 38 indivíduos portadores de deficiência intelectual a frequentarem a Unidade de Prestação de Serviços de uma CERCI de Portugal. Este é um estudo transversal, com um plano descritivo-correlacional. Para a avaliação das variáveis em estudo utilizámos um questionário sociodemográfico construído para o efeito, o Inventário MSR – Measuring State Resilience e Measuring Child Resilience (adaptado por Martins,2005), a Escala de Esperança – Snyder Hope Scale (1991) e ainda a Escala de Satisfação com o Suporte Social (Ribeiro, 1999). Os dados obtidos permitiram constatar que, apesar das vulnerabilidades inerentes à deficiência, estes apresentam características de resiliência, que se vêm desenvolvendo desde a infância. Foi também possível averiguar que os estes indivíduos apresentam uma esperança moderada, indicando-nos que esta funciona como um importante fator de proteção. Relativamente ao suporte social fornecido pela família este é o mais valorizado, ao passo que o suporte fornecido pelas atividades sociais é o que menos os satisfaz. Assinale-se ainda que os resultados obtidos sugerem que a esperança está fortemente relacionada com a resiliência, constituindo um valioso fator de proteção interno nesta população. Já a família e as relações de intimidade, no que toca ao suporte social, funcionam como importantes fatores de proteção externos Curiosamente a esperança apresenta-se como um importante fator protetor, comparativamente ao suporte social. |
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