Publicação
Autoeficácia e bem-estar subjetivo - contributo de um programa de educação positiva com alunos do 3.º Ciclo do Ensino Básico
| Resumo: | O bem-estar subjetivo, conceito chave da psicologia positiva, tem sido alvo de inúmeros estudos que o conceptualizam como impulsionador do florescimento humano, catalisador das características e virtudes pessoais, bem como fortemente relacionado com os mecanismos cognitivos e motivacionais. Os teóricos desta prática preventiva destacam a pertinência da implementação de projetos de intervenção em contexto escolar, com base nas estratégias de educação positiva com validade empírica demonstrada, que despertem a felicidade nos jovens alunos. Para além de níveis mais elevados de bem-estar subjetivo, a psicologia positiva está associada ao pensamento criativo, a melhor aprendizagem dos alunos, maior envolvimento na comunidade educativa a relacionamentos interpessoais mais gratificantes. Neste contexto, o presente estudo tem como principal objetivo a análise do impacto de uma intervenção de educação positiva na promoção do bem-estar subjetivo e da autoeficácia em alunos do 3.º ciclo do ensino básico. A intervenção, com recurso à técnica Three Good Things, foi inserida num programa de desenvolvimento de competências, dedicado aos alunos do 7.º ano de escolaridade. Os resultados sustentam a relação entre a intervenção de educação positiva e a componente cognitiva do bem-estar subjetivo, a satisfação com a vida. Nas dimensões de autoeficácia avaliadas destacou-se o impacto da intervenção ao nível da autoeficácia para ir ao encontro das expetativas do outro. A análise da regressão hierárquica apresenta como principal preditor na relação entre a participação na intervenção e o bem-estar subjetivo, a autoeficácia para ir ao encontro das expetativas do outro relativamente à componente satisfação com a vida, e a autoeficácia para os tempos livres e atividades extracurriculares no que respeita a componente afetiva do bem-estar subjetivo. Por último, são discutidas as limitações inerentes ao estudos e implicações para investigações futuras. |
|---|---|
| Autores principais: | Cavaco, Jéssica Palma |
| Assunto: | Psicologia positiva Educação positiva Bem-estar subjetivo Autoeficácia |
| Ano: | 2018 |
| País: | Portugal |
| Tipo de documento: | dissertação de mestrado |
| Tipo de acesso: | acesso aberto |
| Instituição associada: | Universidade do Algarve |
| Idioma: | português |
| Origem: | Sapientia - Universidade do Algarve |
| Resumo: | O bem-estar subjetivo, conceito chave da psicologia positiva, tem sido alvo de inúmeros estudos que o conceptualizam como impulsionador do florescimento humano, catalisador das características e virtudes pessoais, bem como fortemente relacionado com os mecanismos cognitivos e motivacionais. Os teóricos desta prática preventiva destacam a pertinência da implementação de projetos de intervenção em contexto escolar, com base nas estratégias de educação positiva com validade empírica demonstrada, que despertem a felicidade nos jovens alunos. Para além de níveis mais elevados de bem-estar subjetivo, a psicologia positiva está associada ao pensamento criativo, a melhor aprendizagem dos alunos, maior envolvimento na comunidade educativa a relacionamentos interpessoais mais gratificantes. Neste contexto, o presente estudo tem como principal objetivo a análise do impacto de uma intervenção de educação positiva na promoção do bem-estar subjetivo e da autoeficácia em alunos do 3.º ciclo do ensino básico. A intervenção, com recurso à técnica Three Good Things, foi inserida num programa de desenvolvimento de competências, dedicado aos alunos do 7.º ano de escolaridade. Os resultados sustentam a relação entre a intervenção de educação positiva e a componente cognitiva do bem-estar subjetivo, a satisfação com a vida. Nas dimensões de autoeficácia avaliadas destacou-se o impacto da intervenção ao nível da autoeficácia para ir ao encontro das expetativas do outro. A análise da regressão hierárquica apresenta como principal preditor na relação entre a participação na intervenção e o bem-estar subjetivo, a autoeficácia para ir ao encontro das expetativas do outro relativamente à componente satisfação com a vida, e a autoeficácia para os tempos livres e atividades extracurriculares no que respeita a componente afetiva do bem-estar subjetivo. Por último, são discutidas as limitações inerentes ao estudos e implicações para investigações futuras. |
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