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Sweet dilemma of mine : how glucose levels influence cooperation after a crisis?

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Resumo:Diariamente tomamos decisões complexas que requerem tempo e esforço que não podemos despender. Compreender como decidimos em ambientes ambíguos com recursos cognitivos limitados torna-se essencial para todos nós. Este trabalho surge da intersecção da Psicologia e Neurociência, analisando a tomada de decisão cooperativa. O objectivo é analisar como diferentes níveis de glicemia influenciam a cooperação depois de um evento crítico. Aqui, a crise é operacionalizada como uma crise de recursos num dilema social. Esta investigação torna-se a primeira a explorar a relação entre glucose e cooperação pós-crise. A nossa amostra consiste em 47 adultos voluntários de ambos os géneros, recrutados através do método de amostragem snowball. Usámos uma tarefa commons dilemma com duas condições de perigo de extinção de recurso (High vs Low Danger) e manipulámos os níveis de glicemia dos participantes administrando uma bebida rica em ou sem açúcar. Desta forma, a experiência consistiu num design factorial 2 Glucose (glucose vs placebo) x 2 Danger (High vs Low), inter-sujeitos. Os dados sugerem que participantes com níveis mais elevados de glucose sanguínea são mais cooperativos num contexto pós-crise (e não antes) e principalmente quando há maior perigo de extinção de recursos (condição High Danger). Estes resultados implicam que a glucose sanguínea influencia processos de tomada de decisão, replicando estudos anteriores; e que pode influenciar as decisões cooperativas em alguns contextos. Assim, sugerimos que níveis de glicemia mais baixos estão associados a uma redução dos recursos cognitivos o que promove um processamento cognitivo intuitivo, estimulando o uso de certas heurísticas sociais. Sugerimos que investigações futuras analisem quais as heurísticas sociais mais salientes em diferentes cenários pós-crise, sob diferentes níveis de glicemia. A combinação de métodos da Psicologia, Neurociência e Computação, integrando assim diferentes áreas da Ciência Cognitiva, permitirá continuar a expandir o nosso conhecimento sobre a tomada de decisão cooperativa.
Autores principais:Casqueiro, Maria Inês Oliveira
Assunto:Glucose Cooperação Tomada de decisão Neurociências cognitivas Psicologia cognitiva Linguística cognitiva Heurística Teses de mestrado - 2018
Ano:2018
País:Portugal
Tipo de documento:dissertação de mestrado
Tipo de acesso:acesso aberto
Instituição associada:Universidade de Lisboa
Idioma:inglês
Origem:Repositório da Universidade de Lisboa
Descrição
Resumo:Diariamente tomamos decisões complexas que requerem tempo e esforço que não podemos despender. Compreender como decidimos em ambientes ambíguos com recursos cognitivos limitados torna-se essencial para todos nós. Este trabalho surge da intersecção da Psicologia e Neurociência, analisando a tomada de decisão cooperativa. O objectivo é analisar como diferentes níveis de glicemia influenciam a cooperação depois de um evento crítico. Aqui, a crise é operacionalizada como uma crise de recursos num dilema social. Esta investigação torna-se a primeira a explorar a relação entre glucose e cooperação pós-crise. A nossa amostra consiste em 47 adultos voluntários de ambos os géneros, recrutados através do método de amostragem snowball. Usámos uma tarefa commons dilemma com duas condições de perigo de extinção de recurso (High vs Low Danger) e manipulámos os níveis de glicemia dos participantes administrando uma bebida rica em ou sem açúcar. Desta forma, a experiência consistiu num design factorial 2 Glucose (glucose vs placebo) x 2 Danger (High vs Low), inter-sujeitos. Os dados sugerem que participantes com níveis mais elevados de glucose sanguínea são mais cooperativos num contexto pós-crise (e não antes) e principalmente quando há maior perigo de extinção de recursos (condição High Danger). Estes resultados implicam que a glucose sanguínea influencia processos de tomada de decisão, replicando estudos anteriores; e que pode influenciar as decisões cooperativas em alguns contextos. Assim, sugerimos que níveis de glicemia mais baixos estão associados a uma redução dos recursos cognitivos o que promove um processamento cognitivo intuitivo, estimulando o uso de certas heurísticas sociais. Sugerimos que investigações futuras analisem quais as heurísticas sociais mais salientes em diferentes cenários pós-crise, sob diferentes níveis de glicemia. A combinação de métodos da Psicologia, Neurociência e Computação, integrando assim diferentes áreas da Ciência Cognitiva, permitirá continuar a expandir o nosso conhecimento sobre a tomada de decisão cooperativa.