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O grau de resiliência e a expressão dos síntomas psicopatológicos

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Detalhes bibliográficos
Resumo:A presente investigação refere-se ao estudo da resiliência e a expressão da sintomatologia psicopatológica, verificando a relevância da idade e do género, numa amostra de indivíduos adultos da população geral Portuguesa. Os objetivos são: (1) estudar a relação entre a resiliência e o género e entre a resiliência e a idade; (2) estudar a relação entre os sintomas psicopatológicos e a idade e entre os sintomas psicopatológicos e o género; (3) estudar a relação entre a resiliência e a sintomatologia psicopatológica e (4) estudar de que forma a resiliência e a idade, explicam a variabilidade da sintomatologia psicopatológica. Participaram neste estudo 310 indivíduos de ambos os sexos, com idades compreendidas entre os 18 e os 83 anos. Os instrumentos utilizados foram: Brief Symtom Inventory – BSI (Derogatis, 1982), traduzido e adaptado para a população portuguesa por Canavarro (1999) e a Escala de Resiliência de Connor-Davidson - CD-RISC (Connor & Davidson, 2003) traduzido e adaptado em Portugal por Faria e Ribeiro (2008). Os resultados mostram que (1) o género feminino apresenta maior grau de resiliência face ao masculino; (2) na sintomatologia psicopatológica o género feminino apresenta valores de somatização e ansiedade superiores face ao masculino; (3) a sintomatologia psicopatológica associa-se negativamente com a resiliência, embora as influências espirituais não se associem com a sintomatologia psicopatológica; (4) a confiança no próprio, a tolerância ao efeito negativo e reforçador do stresse, assim como uma aceitação positiva da mudança, as relações interpessoais seguras e a idade têm um contributo reduzido (9%) na predição da sintomatologia psicopatológica. Os resultados são discutidos de acordo com a literatura e são apontadas limitações do estudo bem como sugestões para novas investigações.
Autores principais:Silva, Luís Alberto Camilo da
Assunto:Resiliência Idade Género Teses de mestrado - 2016
Ano:2016
País:Portugal
Tipo de documento:dissertação de mestrado
Tipo de acesso:acesso aberto
Instituição associada:Universidade de Lisboa
Idioma:português
Origem:Repositório da Universidade de Lisboa
Descrição
Resumo:A presente investigação refere-se ao estudo da resiliência e a expressão da sintomatologia psicopatológica, verificando a relevância da idade e do género, numa amostra de indivíduos adultos da população geral Portuguesa. Os objetivos são: (1) estudar a relação entre a resiliência e o género e entre a resiliência e a idade; (2) estudar a relação entre os sintomas psicopatológicos e a idade e entre os sintomas psicopatológicos e o género; (3) estudar a relação entre a resiliência e a sintomatologia psicopatológica e (4) estudar de que forma a resiliência e a idade, explicam a variabilidade da sintomatologia psicopatológica. Participaram neste estudo 310 indivíduos de ambos os sexos, com idades compreendidas entre os 18 e os 83 anos. Os instrumentos utilizados foram: Brief Symtom Inventory – BSI (Derogatis, 1982), traduzido e adaptado para a população portuguesa por Canavarro (1999) e a Escala de Resiliência de Connor-Davidson - CD-RISC (Connor & Davidson, 2003) traduzido e adaptado em Portugal por Faria e Ribeiro (2008). Os resultados mostram que (1) o género feminino apresenta maior grau de resiliência face ao masculino; (2) na sintomatologia psicopatológica o género feminino apresenta valores de somatização e ansiedade superiores face ao masculino; (3) a sintomatologia psicopatológica associa-se negativamente com a resiliência, embora as influências espirituais não se associem com a sintomatologia psicopatológica; (4) a confiança no próprio, a tolerância ao efeito negativo e reforçador do stresse, assim como uma aceitação positiva da mudança, as relações interpessoais seguras e a idade têm um contributo reduzido (9%) na predição da sintomatologia psicopatológica. Os resultados são discutidos de acordo com a literatura e são apontadas limitações do estudo bem como sugestões para novas investigações.