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Formação de enfermeiros especialistas : repercussões da aplicação de uma prova de conhecimentos para selecção de candidatos

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Detalhes bibliográficos
Resumo:O desenvolvimento das ciências e das técnicas de saúde, em constante aceleração, sobretudo no período após a Segunda Grande Guerra, reflectiu-se, naturalmente, também na formação dos enfermeiros. Se, até aos anos quarenta, a formação dos enfermeiros, em termos formais, se esgotava, praticamente, no curso de Enfermagem Geral, que tinha, então, uma duração de dois anos, em breve houve necessidade de ampliar essa formação para um curso de três anos. Dada a grande carência dos serviços em pessoal de enfermagem e o reduzido número de enfermeiros que as escolas diplomavam anualmente, recorreu-se, em finais da década de quarenta, à formação de auxiliares de enfermagem, através de um curso, primeiro de um ano e, depois, de 18 meses. Mas, se os auxiliares de enfermagem foram criados na condição de só prestarem cuidados de enfermagem sob a orientação de enfermeiros ou de médicos, rapidamente esta situação foi alterada, passando estes profissionais a desempenhar funções para as quais não possuíam preparação suficiente, acabando este curso por ser extinto em meados da década de setenta. Para além do curso de Enfermagem Geral, logo nos anos quarenta, começou a ser proporcionada aos enfermeiros formação em Administração e em Pedagogia, com vista ao desempenho das funções de chefia e de ensino, respectivamente, tendo sido criado, em 1952, o curso de Enfermagem Complementar, com duas secções - Ensino e Administração. Porém, o permanente desenvolvimento dos cuidados de saúde e, no caso em apreço, dos cuidados de enfermagem, exigia que aos enfermeiros habilitados com o curso de Enfermagem Geral fosse dada formação em áreas especializadas. Surgiram, assim, os cursos de especialização em enfermagem. As áreas que, inicialmente, foram objecto desse tipo de formação, foram a Enfermagem Obstétrica e a Enfermagem Psiquiátrica. Mais tarde, seguiram-se a Enfermagem de Reabilitação, depois, a Enfermagem de Saúde Pública, a Enfermagem Pediátrica e finalmente, a Enfermagem Médico-Cirúrgica.
Autores principais:Carmo, Romeu dos Santos
Assunto:Teses de mestrado - 1994 Processo educativo Formação Educação de adultos Relações escola-alunos Enfermagem
Ano:1994
País:Portugal
Tipo de documento:dissertação de mestrado
Tipo de acesso:acesso restrito
Instituição associada:Universidade de Lisboa
Idioma:português
Origem:Repositório da Universidade de Lisboa
Descrição
Resumo:O desenvolvimento das ciências e das técnicas de saúde, em constante aceleração, sobretudo no período após a Segunda Grande Guerra, reflectiu-se, naturalmente, também na formação dos enfermeiros. Se, até aos anos quarenta, a formação dos enfermeiros, em termos formais, se esgotava, praticamente, no curso de Enfermagem Geral, que tinha, então, uma duração de dois anos, em breve houve necessidade de ampliar essa formação para um curso de três anos. Dada a grande carência dos serviços em pessoal de enfermagem e o reduzido número de enfermeiros que as escolas diplomavam anualmente, recorreu-se, em finais da década de quarenta, à formação de auxiliares de enfermagem, através de um curso, primeiro de um ano e, depois, de 18 meses. Mas, se os auxiliares de enfermagem foram criados na condição de só prestarem cuidados de enfermagem sob a orientação de enfermeiros ou de médicos, rapidamente esta situação foi alterada, passando estes profissionais a desempenhar funções para as quais não possuíam preparação suficiente, acabando este curso por ser extinto em meados da década de setenta. Para além do curso de Enfermagem Geral, logo nos anos quarenta, começou a ser proporcionada aos enfermeiros formação em Administração e em Pedagogia, com vista ao desempenho das funções de chefia e de ensino, respectivamente, tendo sido criado, em 1952, o curso de Enfermagem Complementar, com duas secções - Ensino e Administração. Porém, o permanente desenvolvimento dos cuidados de saúde e, no caso em apreço, dos cuidados de enfermagem, exigia que aos enfermeiros habilitados com o curso de Enfermagem Geral fosse dada formação em áreas especializadas. Surgiram, assim, os cursos de especialização em enfermagem. As áreas que, inicialmente, foram objecto desse tipo de formação, foram a Enfermagem Obstétrica e a Enfermagem Psiquiátrica. Mais tarde, seguiram-se a Enfermagem de Reabilitação, depois, a Enfermagem de Saúde Pública, a Enfermagem Pediátrica e finalmente, a Enfermagem Médico-Cirúrgica.