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Quando deixou a natureza de falar com o poeta? A poesia portuguesa na segunda metade do século XIX.

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Detalhes bibliográficos
Resumo:Este ensaio segue a hipótese de que a poesia portuguesa da segunda metade do século XIX representa a clivagem decisiva que se dá na modernidade. Ela implica, por um lado, a crença num sentido do mundo espelhável na natureza, a que o poeta acede através da leitura do livro do mundo, e, por outro, uma progressiva descrença de que o mundo seja legível e, sequer, que seja um livro. A morte de Deus é um corolário da perda deste sentido.
Autores principais:Buescu, Helena Carvalhão
Assunto:Liber mundi Interpretação Legibilidade do mundo
Ano:2014
País:Portugal
Tipo de documento:artigo
Tipo de acesso:acesso aberto
Instituição associada:Universidade de Lisboa
Idioma:português
Origem:Repositório da Universidade de Lisboa
Descrição
Resumo:Este ensaio segue a hipótese de que a poesia portuguesa da segunda metade do século XIX representa a clivagem decisiva que se dá na modernidade. Ela implica, por um lado, a crença num sentido do mundo espelhável na natureza, a que o poeta acede através da leitura do livro do mundo, e, por outro, uma progressiva descrença de que o mundo seja legível e, sequer, que seja um livro. A morte de Deus é um corolário da perda deste sentido.